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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017


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    A Transição do Planeta Terra

    Por:Autor
    • Bezerra de Menezes

    “A população terrestre alcança a passos largos o expressivo número de sete bilhões de seres reencarnados simultaneamente, disputando a oportunidade da evolução...

    Embora as grandes aquisições do conhecimento tecnológico e dos avanços da ciência na sua multiplicidade de áreas, nestes dias conturbados os valores transcendentes não têm recebido a necessária consideração dos estudiosos que se dedicam à análise e à promoção dos recursos humanos, vivendo mais preocupados com as técnicas do que com o comportamento moral, que é de suma importância. Por isso, a herança que se transfere para as gerações novas que ora habitam o planeta diz mais respeito à ganância, ao prazer dos sentidos físicos, à conquista de espaço de qualquer maneira, dando lugar à violência e à desordem...

    Têm ocupado lugar o materialismo e o utilitarismo, contexto em que muitos comprazem-se distantes da solidariedade, da compaixão e dos espírito fraternal, ante a dificuldade da real vivência do amor, conforme ensinado e vivido por Jesus.

    Os indivíduos parecem anestesiados em relação aos tesouros da alma, com as exceções compreensíveis.

    Felizmente, o fim do mundo de que falam as profecias refere-se àquele de natureza moral, com a ocorrência natural de sucessos trágicos que arrebatarão comunidades, facultando a renovação, que a ausência do amor não consegue lograr como seria de desejar...

    Esses fenômenos não se encontram programados para tal ou qual período, num fatalismo aterrador como muitos que ignoram a extensão do amor de Nosso Pai divulgam,mas para um largo período de transformações, adaptações, acontecimentos favoráveis à vigência da ordem e da solidariedade entre todos os seres.

    É compreensível, portanto, que a ocorrência mais grave esteja, de certo modo, a depender do livre-arbítrio das próprias criaturas humanas, cuja conduta poderá apressar ou retardar a sua constituição, suavizando-a ou agravando-a...

    Se as mentes, ao invés do egoísmo, da insensatez e da perversidade, emitissem ondas de bondade e de compaixão, de amor e de misericórdia, certamente o panorama na Terra seria outro.

    Compreendendo-se a transitoriedade da experiência física, no futuro a psicosfera do planeta será muito diferente porque as emissões do pensamento alterarão as faixas vibratórias atuais que contribuirão para a harmonia de todos e para o aproveitamento do tempo disponível.

    amor de Nosso Pai e a ternura de Jesus para com o Seu rebanho diminuirão a gravidade dos acontecimentos, mediante também a compaixão e a misericórdia, embora a severidade da lei do progresso.

    Todos nos encontramos, desencarnados e encarnados, comprometidos com o programa da transição planetária para melhor. Por essa razão, todos devemos empenhar-nos no trabalho de transformação moral interior, envolvendo-nos em luz, de modo que nenhuma treva possa causar-nos transtorno ou levar-nos a dificultar a marcha da evolução.

    Certamente, os espíritos fixados nas paixões degradantes sintonizarão com ondas vibratórias próprias a mundos inferiores, para eles transferindo-se por sintonia, onde se tornarão trabalhadores positivos pelos recursos que já possuem em relação a essas regiões atrasadas nas quais aprenderão as lições da humildade e do bem proceder. Tudo se encadeia nas leis divinas, nunca faltando recursos superiores para o desenvolvimento moral do espírito.

    Nesse imenso processo de transformação molecular até a conquista da angelitude, há vários meios propiciatórios para o crescimento intelecto-moral, sem as graves injunções desagradáveis. Todos esses meios, entretanto, têm como base o amor e o trabalho.

    Assim, a divulgação do Espiritismo é de fundamental importância por demonstrar a todos a imortalidade, a justiça divina, a mediunidade, os mecanismos de valorização da experiência na reencarnação e o imenso significado de cada momento existencial. Desse modo, convidemos a todos o aprendizado pelo amor, à reflexão e ao labor da caridade fraternal com que se enriquecerão, preparando-se para a libertação inevitável pela desencarnação, quando ocorrer.

    Louvar e agradecer ao Senhor do Universo pela glória da vida que nos é concedida e suplicar-Lhe auxílio para sermos fiéis aos postulados do pensamento de Jesus, nosso Mestre e Guia, constituem deveres nossos em todos os momentos.

    Entretanto, todos os trabalhadores do bem devem atentar para o fato de que experimentarão o aguilhão da dificuldade, sofrerão o apodo e a incompreensão desenfreada que têm sido preservados pela invigilância dos que nada contribuem.

    Todos serão chamados ao sacrifício, de alguma forma, a fim de demonstrarem a excelência dos conteúdos evangélicos, considerando-se, por um lado, as injunções pessoais que exigem reparação e, por outro, a fidelidade que pede confirmação pelo exemplo.

    Que se não estranhem as dificuldades que se apresentam inesperadamente, causando, não poucas vezes, surpresa e angústia. Por isso, o refúgio da ração apresenta-se o lugar seguro para reabastecer as forças e seguir com alegria.

    As entidades que se comprazem na volúpia da vampirização das energias dos encarnados distraídos e insensatos, voltam-se contra os emissários de Jesus onde se encontrem, gerando conflitos em sua volta e agredindo-os com ferocidade. O trabalhador do Mestre, por sua vez, deve voltar-se para a alegria do serviço, agradecendo aos Céus a oportunidade autoiluminativa, sem que nisso ocorra qualquer expressão de masoquismo. Aliás, constitui-nos uma honra qualquer sofrimento por amor ao ideal da verdade, à construção do mundo novo.

    Que o discernimento superior possa assinalar-nos a todos, e que os mais valiosos recursos que se possuam sejam colocados à disposição do Senhor da Vinha que segue à frente.”

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Quem são os dragões


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Quem são os dragões?É a mais antiga comunidade da maldade que se organizou socialmente nas regiões chamadas subcrostais ou submundo astral. Segundo o romance, ela existe há 10 mil anos.Essa comunidade, administrada por inteligências do mal, criou a Cidade do Poder e sua hierarquia é composta pelos “dragões” legionários, justiceiros e conselheiros. São espíritos que fazem o mal intencionalmente.

Arrogância! Orgulho! Egoísmo! As velhas doenças morais de todos nós.
 Fechado em si mesmo pelo egocentrismo milenar, pensando acima de tudo e antes de tudo em si próprio, o espírito termina por instalar na intimidade um profundo desamor a si mesmo. Isso porque a Lei Divina
inderrogável é o amor, a forma mais correta de pensar e agir em nosso próprio favor.
O egoísmo é prisão.
O amor é libertação.
Oegoísmo é circuito energético endógeno.
O amor é força centrífuga de expansão.
 Esse fechamento vibratório cria correntes pesadas de energia capazes de prender o ser em padecimentos íntimos dolorosos.
O espírito interessado em alguma mudança demonstra cansado de si mesmo. Esse cansaço da
alma é o estopim de retorno do Filho Pródigo. Quando ocorre, queremos algo novo. Desejamos sinceramente novos caminhos.
Quando queremos mudar verdadeiramente, no princípio, nem nós próprios sabemos o que ocorre. Há uma fase mais ou menos longa de tristeza dilacerante e confusão nas intenções. Não queremos mais ser quem éramos, contudo, não sabemos quem queremos ser ou como vamos ser quem queremos. O espírito fica em um estado de arrependimento vazio. Aquele em que nada se faz para ir adiante e refazer os caminhos.
Puro remorso. Por isso, um preparo sólido antes do retorno ao corpo será necessário. Uma missão aguarda o espírito. O trabalho de reparação será sua fonte de saúde.
artigo 16°, do capítulo 7, de O Céu e o Inferno.
 "O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação."
"Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação. A expiação é a reunião das dores psicológicas inerentes ao crescimento moral e a reparação é o trabalho de reerguimento consciencial por intermédio da benevolência aplicada em favor do próximo."
Nesse passo, torna-se indispensável a reencarnação. Um novo corpo. Uma nova identidade. A chance de ter atenuada a ação expiatória das lembranças dolorosas que lhe assaltam a memória.
Reencarnar é aliviar, livrar-se do ônus contínuo da recordação aprisionante.
Mas ele não esquecerá tudo. Ainda terá algumas lembranças.Suas lembranças no corpo serão em forma de sentimentos que vai experimentar. É o que o que o livro O Céu e o Inferno chama de expiação. Cada recordação que se fixa na tela mental, tem no seu bojo um quantum energético de afetividade.
Que sentimentos ele vai vivenciar?
— O aspecto emocional fundamental dos espíritos que se assumem psicologicamente como dragões é o sentimento de inferioridade, abandono e falibilidade, que são o piso para os estados emocionais de indignidade e fragilidade. Aqueles que conseguem camuflar tais expressões do afeto pela força mental mantêm-se na condição de tiranos da instabilidade alheia. Ninguém consegue, todavia, destruir tais condições íntimas inerentes ao ser espiritual. Um dia esse quantum afetivo exterioriza-se, espraia-se e cria um colapso na vida mental.
Vai experimentar seus medos, estado crônico de culpa e baixa autoestima, reflexos inevitáveis dos milênios na arrogância.
Sua dor interior mais cruel será a necessidade de aprovação alheia. Os dragões são submetidos a hipnoses que lhes subtraem o poder da vontade. Ele terá enormes obstáculos para reconhecer suas verdadeiras intenções e desejos, permitindo-se ser guiado, até certa fase da vida, conquanto tenha vasta sede de conquistas novas e objetivos pessoais. Uma neurótica necessidade de aprovação social o perseguirá até que tenha a coragem de assumir a gerência do próprio mundo íntimo. Por incapacidade de gerir sua vida interior,
estará sempre em busca de apoio e orientação. Isso lhe custará certamente muitas decepções e desastres na vida interpessoal, devido a exacerbadas expectativas que irá criar em relação ao mundo que o cerca. Pais, amigos, tutores e quaisquer relacionamentos serão carregados de conflitos em razão da sua indefinição pessoal. A isso denominamos expiação interior, algo inevitável e intransferível.
Além disso, o espírito travará uma dor profunda no reconhecimento de sua fragilidade. Isso lhe trará uma sensação de abandono e solidão, com efeitos no estado de humor que, quase sempre, será um traço de tristeza e irritação, ingredientes da insatisfação crônica.
Espíritos que assim reencarnam guardam forte tendência a negar o próprio corpo e os cuidados com a vida material, decorrente de uma rejeição inconsciente às suas reencarnações. Toma-lhes uma apatia
em relação a quaisquer ideais de melhora. Essa tendência costuma manifestar-se em forma de conflitos perturbadores com assuntos da vida na matéria, como dinheiro, estética física, diversão social,
sexualidade e administração das posses pessoais. Além disso, muitos condicionamentos religiosos de clausura e puritanismo com relação à vida social vão assolar seu caminho desde a juventude até a madureza.

Os Dragões de Maria Modesto Cravo psicografia/ Wanderley OliveirA


Origem deste  artigo:http://www.espiritbook.com.br/profiles/blog/show?id=6387740%3ABlogPost%3A2556182&xgs=1&xg_source=msg_share_post

terça-feira, 11 de outubro de 2016



PLÁSTICAS na VISÃO ESPÍRITA : ESTÉTICA, VAIDADE OU AUTOESTIMA ?

alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos” (MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40).
Importante à exortação do Cristo, complementando a excelsa lição, dizendo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O ensinamento é bem claro, porquanto é imperioso que o
indivíduo queira muito bem a outrem, na mesma proporção em que aprecia a si próprio. Sendo capaz de amar-se, é possível, igualmente, ser propenso a ter afeição pelo próximo. Portanto é
imperioso que a autoestima esteja em alta e o ser esteja bem consigo mesmo. Além dos cuidados de higiene, alimentação e lazer, não podemos nos descuidar da aparência, utilizando-nos, com equilíbrio, sem excesso, dos recursos modernos proporcionados pela medicina, como o Laser, o Botox (medicamento injetável que relaxa a musculatura, fazendo com que as marcas de expressão e rugas fiquem menos acentuadas), aplicação de substâncias de preenchimentos e cremes cosmetológicos, na dermatologia estética, e os implantes, a lipoaspiração e o embelezamento facial, na cirurgia plástica.
Não devemos nos esquecer dos idosos, que deveriam receber amplamente todos os cuidados médicos atuais, porquanto são acometidos, no decorrer dos anos, de acentuada desidratação e perda de elasticidade da pele, como igualmente de queda acentuada dos níveis hormonais, ressaltando também a grande tendência ao insulamento e à depressão. Ainda mais, cada vez mais se nota a sociedade dando ênfase à desvalorização da velhice, desconsiderando os valores gerontocráticos e, infelizmente, associando produtividade e vitalidade a uma aparência jovial.
Se alguém pode utilizar a tecnologia atual para a melhoria de sua aparência, atenuando as alterações de envelhecimento, por que não fazê-lo? Na medida em que reforça sua autoestima, melhorando a autoconfiança, mais apto estará para a vida. Então, mais inclinado e disposto a "amar o próximo como a si mesmo".
É importante não confundir esse sentimento de autoafeição com vaidade, a qual denota o desejo inveterado de atrair admiração ou homenagem, coisa fútil e frívola.
O Espiritismo, sendo o Consolador prometido por Jesus, de maneira alguma pode ser apontado como castrador, punitivo e contrário ao progresso atual. O desenvolvimento científico
em grande escala, principalmente na área da medicina, canalizado para o bem da criatura, é de fato concessão da Providência Divina.
O bondoso médium Francisco Cândido Xavier dá sua opinião acerca da correção de problemas estéticos, através da cirurgia plástica: "Nós pensamos com os amigos que se comunicam conosco, que nem toda provação deve perdurar durante a existência inteira. Chega o momento em que esta provação pode ser extinta e renovada para o bem, reformada para a felicidade da criatura.

"A cirurgia plástica regeneradora é uma ciência que vem em benefício de nós outros, porque muitos de nós precisamos do rosto mais ou menos bem composto, das pernas fortes ou
mesmo de outros sinais morfológicos do corpo corretos para cumprir bem a tarefa. "Conheço uma amiga que é manequim e ganha a vida para sustentar o marido que está num sanatório. Por que razão impedir que ela faça a cirurgia plástica nos seios, quando estes estão defeituosos?" (Extraído do jornal "Folha Espírita", outubro de 1996). Alguns profitentes mais conservadores da Doutrina codificada por Kardec manifestam desagrado e repúdio às inovações científicas que visam ao embelezamento e ao rejuvenescimento da criatura humana.
Lembro-me que, após assistir proveitosa palestra de cunho doutrinário espírita, uma pessoa abordou-me, manifestando desagrado por constatar que o orador apresentava cabelos
tingidos. À irmã, a qual confundia autoestima com vaidade, disse que recursos modernos, possibilitando remoçar os velhos, deveriam ser cada vez mais utilizados. Citei também os textos evangélicos sobre o "Maior Mandamento", frisando-lhe,
igualmente, que deixasse de observar comportamentos e atitudes do próximo e olhasse especificamente para si própria, como advertiu o Cristo no Sermão da Montanha (Mateus 7:1- 5).
Podem alguns conservantistas utilizar princípios doutrinários espíritas para justificação da sua hostilidade à correção estética, afirmando que não adianta reparar defeitos na vestimenta
orgânica, sem atuação em nível de perispírito, isto é, faz-se uma correção no corpo físico, esquecendo-se do envoltório espiritual, que se mantém inalterável. Será bem isso?
A Codificação Kardeciana ensina exatamente o contrário, dizendo que a matéria sutil do perispírito não possui a tenacidade, nem a rigidez da matéria compacta do corpo somático. Sendo, portanto, flexível e expansível, a forma que toma não é absoluta, amoldando-se à vontade do Espírito, que lhe pode dar a aparência que entenda. O envoltório extrafísico se dilata ou contrai, se transforma: presta-se a todas as metamorfoses de acordo com a vontade que sobre ele atua (O Livro dos Médiuns, pág. 73 - Edição FEB).
A mesma intensidade de pensamento que leva o indivíduo a buscar o rejuvenescimento na arena física pode agir de forma idêntica na intimidade perispiritual. Em verdade, a vestimenta extrafísica do ser é resultante do que pensa e faz, segundo a
força da sua vontade e consonante o grau evolutivo em que se encontra, como criatura imortal diante da Eternidade. Portanto, se a casca tornou-se jovem, o miolo pode acompanhar também o
processo. Na realidade, a jovialidade, qualquer que seja a idade cronológica, é atributo do Espírito.

Fonte: Dr. Americo Domingos Nunes Filho - Médico-Esp. do RJ

domingo, 28 de agosto de 2016

É preciso saber dormir



É preciso saber dormir
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“– Não, o Espírito nunca fica inativo. Durante o sono, os laços que o prendem ao corpo se relaxam e, como o corpo não precisa do Espírito, ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com outros Espíritos.” (1)
Esta resposta, dada pelos Espíritos responsáveis pela implantação do Consolador Prometido por Nosso Senhor Jesus Cristo (2) na Terra, merece reflexão aprofundada.
O corpo físico é instrumento do espírito para que este, através da vida de relação, possa cumprir com seu programa reencarnatorio, e tem, necessariamente, que se colocar em repouso para recuperar-se dos desgastes provocados pelo estado de vigília.
Dessa forma, ao dormir, o espírito não tem necessidade de permanecer junto ao corpo que descansa, embora essa seja uma ocorrência muito comum entre nós, por conta do condicionamento psicológico e da pouca consciência das possibilidades do espírito e da existência do mundo espiritual.
Vale também, para esse caso, o esclarecimento do Senhor Jesus:
“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.” (3)
Como o céu não tem uma localização geográfica física, devemos entendê-lo como mundo espiritual, e portanto, segundo Jesus, os valores, viciações e paixões, físicas e morais que o espírito tem em si na vida corporal, também as terá no mundo espiritual quando desdobrado do corpo físico, seja enquanto o corpo dorme, ou quando em estado de desencarnado após o falecimento deste.
Os Espíritos Superiores nos dão vários esclarecimentos a respeito do estado de desprendimento do espírito quando do sono do corpo(4):
“Quando o corpo repousa, o Espírito tem mais condições de exercer seus dons, faculdades do que em vigília; tem a lembrança do passado e algumas vezes a previsão do futuro; adquire mais poder e pode entrar em comunicação com outros Espíritos, neste mundo ou em outro.”
“Durante o sono, reúnem-se à sociedade de outros seres superiores e com eles viajam, conversam e se instruem;trabalham até mesmo em obras que depois encontram prontas, quando, pelo desencarne, retornam ao mundo espiritual.”
“Isso deve vos ensinar uma vez mais a não temer a morte, uma vez que morreis todos os dias”
“…mas para o grande número de homens que, ao desencarnar, devem permanecer longas horas nessa perturbação, nessa incerteza da qual já vos falaram, esses vão, enquanto dormem, a mundos inferiores à Terra, onde antigas afeições os evocam, ou vão procurar prazeres talvez ainda mais baixos que os que têm aí; vão se envolver com doutrinas ainda mais desprezíveis, ordinárias e nocivas que as que professam em vosso meio.”
Há, na Doutrina Espírita, todos os esclarecimentos necessários à nossa conscientização a respeito da nossa natureza espiritual. Basta um pouco mais de boa vontade no sentido de nos instruirmos, para que consigamos tirar proveito maior não só do estado de vigília, mas também enquanto o corpo físico dorme.
Dessa forma, não só “é preciso saber viver”, como diz a letra de música muito conhecida, como também “é preciso saber dormir”.
Se quisermos boas companhias espirituais, e com eles visitar lugares e pessoas que nos são caros, estudar e trabalhar em benefício do nosso progresso espiritual, será preciso preparo constante através do bom comportamento moral e emocional durante o período de vigília, e principalmente o exercício da oração sincera antes de dormirmos, com a necessária solicitação ao Espírito Protetor para que ele nos conduza segundo nossos reais interesses na vida.
Por último, para os que carregamos muito de misticismo e imaginação em relação aos sonhos, convém prestarmos atenção a seguinte questão proposta por Allan Kardec aos Espíritos Superiores:
O que pensar da significação atribuída aos sonhos?
– Os sonhos não têm o significado que certos adivinhos lhes atribuem. É um absurdo acreditar que sonhar com isso significa aquilo…(5)
Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro
Sobre o autor:
Antônio Carlos Navarro  é membro da Rede Amigo Espírita, estudioso e palestrante espírita. Trabalhador do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto - SP.


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Apascenta as minhas ovelhas







"Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes outros?" (João, 21:153)
Que razões insondáveis teriam levado o Mestre, em Espírito, uma vez que já havia acontecido o episódio da crucificação, a indagar de Pedro, por três vezes consecutivas, se ele o amava mais do que os outros seus companheiros?
Diante da resposta positiva do apóstolo, o Espírito do Mestre acrescentou: - _"Apascenta as minhas ovelhas.
Será que essa pergunta foi formulada porque o imperioso pescador do Tiberíades deveria ser na realidade o chefe dos apóstolos?
Entretanto, ele havia recomendado aos seus discípulos que nenhum deles deveria procurar exercer hegemonia, e a História nos esclarece que Tiago Maior, e não Pedro, se tornou, de fato, o orientador do pugilo de apóstolos após o episódio da crucificação, exercendo sobre os demais evidente liderança.
O dedicado apóstolo, habituado a ver João confabular muito freqüentemente com o Senhor, surpreendeu-se pelo fato de ele fazer-lhe aquela indagação, em vez de fazê-la a João. Por isso, olhando para trás e vendo o discípulo amado vir a certa distância, indagou: E deste, o que lhe será feito? O que mereceu a réplica: Que te importa se a este quero que fique até que eu volte?
Esta passagern evangélica levou os discípulos a acreditarem que João não desencarnaria enquanto Jesus Cristo não voltasse. Os fatos posteriores comprovararn que não foi assim. João foi o único apóstolo que não pereceu de morte violenta, pois foi preso, remetido para um longo exílio na Ilha de Patmos, onde desencarnou após haver recebido, por via mediúnica, o monumental livro que se chama Apocalipse.

                             


Os Evangelhos registram também que, logo após ter formulado aquela pergunta a Pedro, o Mestre acrescentou: Na verdade, na verdade te digo, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; mas quando já fores velho, estenderás as mãos; e outro te cingirá, e te levarás para onde tu não queiras, o que foi interpretado como sendo uma antevisão do gênero de morte que o grande apóstolo iria experimentar.

É digno de realce, nesse ensinamento, ter Jesus Cristo surgido em Espírito aos seus antigos companheiros, propiciando assim a mais efusiva demonstração da imortalidade da alma, comprovando que esta sobrevive daquilo que se convencionou chamar morte. A crucificação aniquilou o corpo que o Mestre havia tomado para o desempenho do seu Messiado, mas, a sua alma, imperecível, eterna, sublimada, prosseguiu para a eternidade, deixando o túmulo vazio, numa demonstração inequívoca ele que a morte não é o fim.
O Espírito de Jesus, liberto do corpo, ainda permanecia preocupado com a instabilidade de Pedro, no tocante a sua libertação pelo conhecimento da verdade, por isso, voltou a fim de indagar se ele o amava mais do que os demais, se ele estava em condições de desvencilhar-se dos convencionalismos, dos ritualismos e do apego às tradições, abandonando tudo para, tão-somente, abraçar a doutrina libertadora que ele viera revelar, tornando-se na realidade um autêntico pastor de todas as ovelhas, de todas as almas, ainda que fossem dos mais diversos rebanhos. E só ele estava apto a falar aos judeus ortodoxos, aos samaritanos, aos gentios.
Aparentemente Simão Pedro e os demais apóstolos, pelo fato de serem homens de pouca letra, ou por motivo de apego aos formalismos, estavam despreparados para a tarefa gigantesca de revolver e revolucionar o mundo religioso dos pagãos. Essa contingência levou o Espírito ele Jesus a convocar Paulo ele Tarso, na Estrada de Damasco, a fim de que o novo e dinâmico discípulo levasse as palavras altamente consoladoras e esclarecedoras dos Evangelhos a todos os povos, a todas as ramificações religiosas, procurando assim cooperar na tarefa ingente de reunir todas as ovelhas num só rebanho.
A História demonstrou que João não ficou até que o Cristo voltasse. Portanto, é óbvio que das palavras do Mestre se deverá extrair o Espírito que vivifica. Por outro lado, o Cristo não voltou nem voltará na forma que os homens concebem. A sua volta será como o relâmpago que parte do Oriente e se mostra no Ocidente, ou seja, será tarefa não somente de um homem, mas de uma plêiade de Espíritos benfeitores, sob a égide do Espírito de Verdade. Quando então será restaurada na Terra a excelsitude dos ensinamentos de Jesus Cristo.
O Espiritismo que representa o advento do Consolador, se encarregará dessa magistral tarefa de restabelecer em seus devidos lugares tudo aquilo que o Mestre nos ensinou, tudo aquilo que os interesses de homens e grupos fizeram com que fosse retirado dos seus lugares, sofrendo o impacto das deturpações.

por: Paulo A.Godoy



domingo, 21 de agosto de 2016

O preço das “LESÕES AFETIVAS”

                               


CARO É O PREÇO QUE PAGAMOS PELAS “LESÕES AFETIVAS” QUE PROVOCAMOS NOS OUTROS.

Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas consequências amargas dos votos não cumpridos.

Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que te foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou com o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir a própria palavra, no que tange a promessas de amor. E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendeste esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.

Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.

O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não nos será lícito esquecer os suicídios e homicídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliadas do afeto que Ihes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante a Divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.

Certamente que muitos desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.

Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quanto afirmou, peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".

Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.

(Emmanuel / Francisco Cândido Xavier. In: Momentos de Ouro)


Por  ana maria teodoro massuci 

Crise Política, Corrupção e Espiritismo



Crise Política, Corrupção e Espiritismo


O objetivo central da política é a obtenção do bem comum. O bem comum é “um conjunto de condições concretas que permite a todos os membros de uma comunidade atingir um nível de vida à altura da dignidade humana”. Esta dignidade refere-se tanto às coisas materiais quanto às espirituais. Depreende-se que todo o cidadão deve ter liberdade de exercer uma profissão e aderir a qualquer culto religioso. Diz-se, também, que almejar o bem comum é proporcionar a felicidade natural a todos os habitantes de uma comunidade.  
A corrupção, ou seja, o pagamento de propina para obter vantagens, quer sejam de ordem financeira ou tráfico de influência, deteriora a obtenção do bem comum, pois algumas pessoas estão sendo lesadas para que outras obtenham vantagens. Lembremo-nos de que “todo poder corrompe e todo poder absoluto corrompe absolutamente”. Significa dizer que sempre teremos que conviver com algum tipo de corrupção. Eticamente falando, o problema maior está no grau, no tamanho da corrupção e não a corrupção em si mesma.   
No Brasil, estamos assistindo a uma enxurrada de denúncias, que vão desde o chamado caixa 2 de campanha política, até a compra de votos para aprovar projetos importantes na área governamental. O vídeo que mostra um funcionário dos Correios recebendo propina foi o estopim da crise. De lá para cá as denúncias não param. O deputado Roberto Jefferson, um dos acusados de comandar a propina nos Correios, saiu distribuindo acusações para todos os lados, no sentido de se defender do ocorrido.  
Diante deste fato, pergunta-se: que tipo de subsídio o Espiritismo nos fornece para a compreensão dessa situação? Em O Evangelho Segundo o Espiritismo há alusão aos escândalos. Primeiramente, Jesus nos fala dos escândalos e que estes deverão vir, mas “Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha”.O escândalo significa mau exemplo, princípios falsos e abuso do poder. Ele deve ser sempre considerado do lado positivo, ou seja, como um estímulo para que o ser humano combata em si mesmo o orgulho, o egoísmo e a vaidade.  
Lembremo-nos também da frase: “Ninguém há que, depois de ter acendido uma candeia, a cubra com um vaso, ou a ponha debaixo da cama; põe-na sobre o candeeiro, a fim de que os que entrem vejam a luz; - pois nada há secreto que não haja de ser descoberto, nem nada oculto que não haja de ser conhecido e de aparecer publicamente”. (S. LUCAS, cap. VIII, vv. 16 e 17.). A verdade, assim, não pode ficar oculta para sempre. Deduz-se que aquele que não soube fazer esforços para se pautar corretamente no bem, sofrerá as conseqüências de suas ações.  
O Espiritismo auxiliará eficazmente as resoluções de ordem política, porque propõe substituirmos os impulsos antigos do egoísmo pelos da fraternidade universal. Allan Kardec propõe, em Obras Póstumas, o regime político que deverá vigorar no futuro, ou seja, a aristocracia intelecto-moral. Aristocracia - do grego aristos (melhor) e cracia (poder) significa poder dos melhores. Poder dos melhores pressupõe que os governantes tenham dado uma direção moral às suas inteligências. 
Somente quando o poder da inteligência for banhado pelo poder moral e ético é que conseguiremos atingir um mundo mais justo e mais de acordo com o bem comum, pois os que governam propiciarão sob todos os meios possíveis a felicidade da maioria.


Por:Sérgio Biagi Gregório
São Paulo, agosto de 2005.


A Caridade sustenta a vida humana

Fonte: Revista JESUS ESTÁ CHEGANDO!, edição 125, de junho de 2016.

"(...) De várias formas, todo mundo influencia todo mundo. No entanto, barreiras, em diversas partes do planeta, ainda tornam cada vez mais distantes ricos e pobres. Isso pode resultar em consequências profundas, em amplitude internacional, a exemplo do fim do Império Romano. Entretanto, desta vez, tais transformações poderão provocar providências inusitadas até em corações de pedra, antes contrários ao pragmático espírito de Caridade, que serão levados a pensar que existem algumas coisas vitais, até mesmo para eles, como... a compaixão. (...) Caridade não é pífio sentimentalismo, a que alguns gostariam de reduzi-la. Acertou, pois, quando escreveu o grandeJoaquim Nabuco (1849-1910): “À luta pela vida, que é a Lei da Natureza, a Religião opõe a Caridade, que é a luta pela vida alheia”.

Não seria essa a função de um verdadeiro político? O que seria mais importante para o fortalecimento das comunidades do que esse elevado espírito social?
É possível igualmente esperarmos do alto significado da Caridade, na atitude diária, o completo caminho da verdadeira independência de nossa pátria.
Caridade é assunto sério.''
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sábado, 20 de agosto de 2016

Definição de Caridade



Caridade é , sobretudo, amizade. 
Para o faminto - é o prato de sopa. 
Para o triste - é a palavra consoladora. 
Para o mau - é a paciência com que nos compete auxiliá-lo 
Para o desesperado - é o auxílio do coração.
Para o ignorante - é o ensino despretensioso.
Para o ingrato - é o esquecimento.
Para o enfermo - é a visita pessoal.
Para o estudante - é o concurso no aprendizado.
Para a criança - é a proteção construtiva.
Para o velho - é o braço irmão.
Para o inimigo - é o silêncio.
Para o amigo - é o estímulo.
Para o transviado - é o entendimento.
Para o orgulhoso - é a humildade.
Para o colérico - é a calma.
Para o preguiçoso - é o trabalho.
Para o impulsivo - é a serenidade.
Para o leviano - é a tolerância.
Para o deserdado da Terra - é a expressão de carinho.
Caridade é amor, em manifestação incessante e crescente. É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, por que, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.
Fonte: http://www.espiritbook.com.br/profiles/blogs/caridade-23