Meus Amigos

Mostrando postagens com marcador Irmãos de outros Credos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Irmãos de outros Credos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Poema do Deus Divino



Poema do Deus Divino

(Alziro Zarur)


 O Deus que é a Perfeição, e que ora eu tento 
Cantar em versos de sinceridade,
Eu nunca o vi, como em nenhum momento
Vi eu o vento ou a eletricidade.
Mas esse Deus, que é meu eterno alento,
Deus de Amor, Justiça e de Bondade,

Eu, que não o vejo, eu o sinto de verdade,
Como à eletricidade, como ao vento.
Eu o sinto na ânsia purificadora,
Na manifestação renovadora
Do Belo, da Pureza, da Afeição.
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
Mas a religião criou Jeová
Como um homem-gigante no infinito;
Que, apesar de onisciente, vive aflito,
Sem ao menos prever o que fará;
Deus que ama e que se vinga, como nós;
Que arrepende de criar o homem;
E, ante os remorsos que a alma lhe consomem,
Ameaça o mundo com uma fúria atroz ...
Tragicomédia multimilenar !
Como pode entre os homens haver paz,
Se um Deus, que se arrepende do que faz,
Inventa o inferno para os castigar?
Repilo o antropomorfo lavé das pestes,
Que os doutores da lei tanto restringem!
Nego as penas eternas, que me impingem
Os proprietários das mansões celestes!

O Deus-satã, ou Deus infernalista,
Não me convence mais, em nenhum grau:

Não posso crer nesse Jeová sadista,
Mais vingativo que um homem mau.
Um Deus parcial, um Deus que tem eleitos,
Que fez Jesus de perfeição sem jaça,
É humana concepção, cujos efeitos
Dão uma Graça exdrúxula: sem graça.
Prefiro crer no Eterno Deus Divino,
Que há um século derrama os seus clarões
De Deus Total que é a síntese, o supino
Infinito de sumas perfeições.
Deus que o homem vislumbrou no ano horizonte
-1857-
Esse ano em que morreu Augusto Comte,
Cuja ciência as religiões derrete.
E é pena que o titã de Montpellier
Não vivesse um pouquinho mais de idade,
Para assistir ao grande alvorecer
Da nova Religião da Humanidade!

Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
Tinhas razão, meu velho amigo Comte:
As religiões –antigas ou modernas –
Alimentam as dúvidas eternas...
Uma não há que o rumo certo aponte!
Se amam o Bem, o Mal também amaram,
No afã de dominar a qualquer preço:
Se inda hoje é assim, pior foi no começo,
Pois em nome de Deus sempre se odiaram!
Como explicar, ó Comte, o ódio implacável
Entre os crentes no mesmo Deus amável,
Que em vão semeia Amor aos filhos seus?
Loucos fiéis, fanáticos e maus!

Eles criaram o hediondo caos
Em que se geram todos os ateus...
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
A única doutrina espiritual
Que o homem não fez, embora médium peque,
É aquela que tranluz – não integral –
Na codificação de Allan Kardec.
Se é religião, ou deixa de o ser,
Na verdade bem pouco valor tem:
Podemos facilmente compreender
Que religião jamais salvou ninguém.

Se há religião que salve é a da Bondade,
Do amor a Deus e amor aos semelhantes,
Sem quaisquer sectarismos humilhantes,
Que mascaram insídias da maldade.
Católico, e Judeu, e rosa-cruz,
E protestante, e espírita, também:
-Que religião instituiu Jesus,
Senão a eterna Religião do Bem?
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
Por ser de bons Espíritos doutrina,
Deu-lhe Kardec um nome: Espiritismo
(Nome predestinado a triste sina
Nos púlpitos do Santo Fanatismo).
Não esse espiritismo de crendices,
Que enleia e subjuga o vulgo asnático;
Não o bas fond de públicas sandices
Ou o carnaval de “espiritismo prático”;
Não esse espiritismo de assaltantes
Da bolsa de incautos ambiciosos-
Baixezas de insolentes cartomantes
E de outros pseudomédiuns criminosos.

Se os “guias” a Verdade não transtornam,
Há um fato que não tem contestações:
É que as sessões espíritas se tornam
Um paraíso de contrafações.
Se o Espíritismo fosse apenas isto
-Macumbas com moambas para o mal
E mágicas da bola de cristal-
Louvado seja o Mestre Jesus Cristo!
Seria melhor que, então, voltássemos
Aos tempos da primeira encarnação
E, antropófagos vis por vocação,
Nunca mais nesse mundo reencarnássemos!
Mas até isso o poeta explicará
(E creio que real serviço presto):
O Espiritismo apenas triunfará
Quando o homem for visceralmente honesto.
Não falo,pois, da “fábrica de loucos”
Dos Silva Melo ou dos Henrique Roxo:
Mas do alto Espiritismo, desses poucos
Que não têm dogmas para impor o arrocho.
Eu canto o EspiritismoCiência Pura,
De Crookes, Flammarion e até Richet;
Que ilumina, e consola, e acalma, e cura
O homem que estuda, e persevera, e crê.


Não quero convencer os caprichosos
Agnósticos, e céticos, e ateus:
Bem sei que, para os homens orgulhosos,
Não tem lógica a Lógica de Deus.
Esses correm, também, ao seu destino,
Dentro da universal evolução,
E vão ampliando o próprio descortino
No alto mistério da reencarnação.
Bondade – que os pecados não consomem –
Do Espírito Divino aos filhos seus:

Deus sempre desce até seu filho, o homem,
Quando o homem sobe até seu Pai, que é Deus!
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.


sábado, 1 de setembro de 2012

O Filósofo e o Preto Velho



Certo dia, um filósofo adentra a uma tenda de umbanda e senta-se no banquinho de um preto velho. Sua intenção era questionar, investigar; enfim, experimentar. Ao se sentar, o preto velho já sabia o que ele queria, mas mesmo assim saudou-o gentilmente e perguntou em que poderia ajudar.

O filósofo respondeu:
Meu preto velho, na era da biotecnologia vemos os cientistas avançarem cada vez mais nas pesquisas referentes à manipulação do material genético humano. Além disso, estamos na era do multiculturalismo, de forma tal que a diversidade, inclusive no sentido intelectual, se faz cada vez mais presente.

Pergunto eu: _ o que pode um preto velho dizer sobre assuntos de tamanha complexidade?

Preto Velho, com toda sua calma, respondeu gentilmente ao filósofo:

Misin fio, vós suncê (Sic) tem palavra bonita na boca, por causa de que tu és homem letrado (Sic). Nego véio cá, num estudou nem escrevinhou essas coisa. Mas daqui do meu cantinho, aonde os ventos de Aruanda tocam em meus ouvidos, recebo as notícias que vem da Terra. Vejo também com meus próprios olhos e presencio as lágrimas e sorrisos que brotam como flores e espinhos no âmago de meus filhos.
Vou dizer a vós suncê uma coisa. Esse bicho chamado “biotecnologia”, eu sei muito bem como funciona. Misin fio, [bio] vem do grego “bios” = vida. ”Téchne” e “Logos” também vem do grego, fio. Logo, biotecnologia é o conhecimento sobre as práticas (manipulação) referentes à vida. Assim sendo, nego véio é a favor de tudo que respeita a vida e que é usado para o bem. O bem, não só de si mesmo, mas da humanidade. Uma faca pode ser uma ferramenta de cozinha e ajudar a preparar um alimento. No entanto, a mesma faca pode ser uma arma a machucar alguém. Não é a ferramenta, mas sim o que se faz com ela que torna perigosa a humanidade.

Pasmo, o intelectual não sabia o que dizer, tamanha sua surpresa sobre tão sábias palavras. E não só isto, o conhecimento até sobre a origem das expressões que vem do grego, aquela humilde entidade possuía. Por alguns segundos sentiu um misto de inveja e indignação, uma vez que pensou ser mais conhecedor sobre as coisas da vida que o Preto Velho. Daí então indagou:

Você acha que suas opiniões podem superar a luz da ciência?

Este, respondeu:

Fio, o que nego véio fala, nego véio comprova, pois este nego vivenciou. Caminhou na terra que vós suncê pisa hoje. Sorriu, chorou, se emocionou, amou. Conviveu com homens de bem e também com homens do mal. Fez suas escolhas e por isso é hoje um espírito guia. E só pude aqui chegar porque acertei na maioria das escolhas que fiz. Naquelas em que não acertei, tive que vivenciar novamente, até aprender. Ass im como vós, na Terra. Quanto aos estudos (risos), esse nego véio aqui não frequentou escola na última encarnação. Mas, das muitas encarnações que tive, eu estudei, me formei e, em algumas delas me doutorei. A medicina chinesa, a filosofia grega, a sabedoria hindu; tudo isso fez parte da minha evolução. Da matemática egípcia até os estudos astronômicos de Galileu pude aprender.

E depois de aprender tudo isso, sabe qual o maior ensinamento que obtive misin fio?!

A ter h –u- m- i- l- d- a- d- e.

Por isto, doutor, vós me vês na aparência de um velho escravo brasileiro,
semeador das raízes deste lindo país chamado Brasil, terra da diversidade, da multi culturalidade.
Que cada um formule a sua moral da história.
Porém, questione seus conhecimentos e veja se estão alinhados com os propósitos de simplicidade.
Pois sem ela, não se faz jus a benção do saber.

O Autor desse texto - Ronaldo Figueira . Link para o perfil dele:
https://www.facebook.com/ronaldo.figueira.90



domingo, 13 de novembro de 2011

Cair no Espirito=Fanerose Cai-Cai, Dente de Ouro, etc; Inventor arrependido pede perdão




Carta de um dos "fundadores" da Fanerose, pedindo perdão e reconhecendo que tudo isso foi um grande erro e obra de satanás
by Paulo Cezar on Wednesday, September 14, 2011 at 2:37pm
Carta de um dos "fundadores" da Fanerose Cai-Cai, Dente de Ouro, etc), pedindo perdão e reconhecendo que tudo isso foi um grande erro e obra de satanás:

The Toronto Deception  by Paul Gowdy
Deus Manifesto deveria Elevar e não atirar ao solo!

Levei nove anos até criar coragem e escrever este relato. Demorei porque não tinha convicção de que seria correto falar sobre as fraquezas do corpo de Cristo publicamente. Em segundo, porque tinha que fazer uma jornada espiritual de busca em minha alma e me convencer de que, o que havia ocorrido na Igreja Aeroporto de Toronto foi ruim ou pelo menos pior do que bom.

Durante alguns anos falei da experiência de Toronto como uma bênção misturada. Penso que James A. Beverly o chamou assim em seu livro “Risada Santa” e a “Bênção de Toronto 1994”. Hoje diria que foi uma mistura de maldição, concluindo que qualquer coisa boa que alguém recebeu através desta experiência pessoal é enormemente ultrapassada pela gravidade do mal e do engano satânico. Aqui residia meu grande dilema.

Desequilibrio e facinação


Tento viver a vida cristã no temor do Senhor e Jesus exortou-nos que um dos pecados sem perdão era a blasfêmia contra o Espírito Santo, isto é, atribuir a Satanás o que é de fato uma obra de Deus. Não quero correr o risco de admitir que a bênção de Toronto era de Deus ou de Satanás, mas creio que Satanás usou esta experiência para cegar as pessoas sobre as doutrinas históricas de Deus, em que o fruto cresce ao lado de uma vida de arrependimento, pois as pessoas não puseram a prova aquelas manifestações para saber se eram mesmo de Deus ou de espíritos enganadores, e não testaram para saber se as profecias eram mesmo de Deus.



Depois de três anos fazendo parte do núcleo da bênção de Toronto nossa Igreja Vineyard em Scarborough ao leste de Toronto, praticamente se auto-destruiu. 

Exposição ao Ridículo

Devoramo-nos uns aos outros com fofocas, falando mal pelas costas, com divisões, partidarismo, criticas ferrenhas uns dos outros, etc. Depois de três anos “inundados” orando por pessoas, sacudindo-nos, rolando no chão, rindo, rugindo, rosnando, latindo, ministrando na igreja Internacional do Aeroporto de Toronto, fazendo parte de sua equipe de oração, liderando o louvor e a adoração naquele local, praticamente vivendo ali, tornamo-nos os mais carnais, imaturos, e os crentes mais enganados que conheci. Lembro-me de haver dito ao meu amigo e pastor principal da igreja de Vineyard de Scaraborough em 1997 de que, desde que a bênção de Toronto chegou ficamos esfacelados. Ele concordou.
Na verdade estão todos indo para o buraco que cavam



Minha experiência é de que as manifestações dos dons espirituais de 1 Coríntios 12 eram mais comuns em nossas reuniões antes de Janeiro de 1994 (quando começou a bênção de Toronto) do que durante o período da suposta visitação do Espírito Santo.



No período de 1992-1993 quando orávamos pelas pessoas experimentamos o que chamo de a verdadeira profecia, libertação e graça vindas de nosso Senhor. Depois que se iniciou a bênção de Toronto, os períodos de ministração mudaram, e as únicas orações que ouvíamos eram: “Mais, Senhor”; com gritos de “fogo!”, sacudidelas esquisitas do corpo, e expressões de “oh! uuu! iehh”.



Em 20 de janeiro de 1994 quinze pessoas de nossa igreja foram ouvir Randy Clark, pastor da Igreja Vineyard na Igreja do Aeroporto de Toronto. John Arnot (pastor da igreja do aeroporto) convidou-nos para ir até lá. Ele nos disse que Randy havia estado nas reuniões de Rodney Howard Browne e que a coisa estourou em sua igreja nas semanas seguintes. John esperava que algo acontecesse também entre nós. Ficamos felizes em nos dirigir até lá. Tínhamos uma igreja noutra localidade que havia começado em 1992. Era uma igreja do centro de Scaraborough, ligada ao grupo Vineyard, mas bem a leste da Igreja do Aeroporto. Éramos uma família grande e alegre. E porque éramos poucos tínhamos reuniões especiais, conferencias, etc.



No ano anterior a maioria de nossos líderes participou de uma curta viagem missionária à Nicarágua. Na ocasião gozávamos de muita comunhão uns com os outros. Desde que deixei de fazer parte das igrejas Vineyard li muitos comentários e análises críticas. Alguns escreveram que a bênção de Toronto era uma grande conspiração que trazia heresia ao corpo de Cristo. Minha convicção é de que a heresia e a apostasia são apenas o resultado, mas nada do que aconteceu ali era intencional. Estou convencido de que os líderes das igrejas Vineyard são pessoas sérias que experimentaram um novo nascimento, amam o Senhor, mas caíram no laço do engano. Não amou o Senhor o suficiente para guardar os seus mandamentos. Fracassaram por não obedecer as escrituras e se desviaram porque anelavam algo maior e grandioso, mais empolgante e dinâmico. Eu também cometi este pecado. Preguei sobre esta renovação na Coréia, no Reino Unido, nos Estados Unidos e aqui no Canadá, e estou profundamente arrependido ao escrever este relato, e peço-lhes que vocês, a noiva e o corpo de Cristo me perdoem. Especialmente os pentecostais e carismáticos, pois todos fazem parte de minha família teológica.



Sou um crente “evangelical”, sempre o fui e jamais cri que os dons espirituais cessaram no fim da era apostólica. Creio que minhas raízes evangélicas (minha família é de Batistas e eu tive uma experiência de conversão e novo nascimento na igreja Presbiteriana) começaram a abrir os meus olhos para os problemas com a chamada renovação. 


Incentivo a Mentira
Hoje, olhando pra trás fico me perguntando como fiquei tão cego assim? Eu via as pessoas imitando cachorros, fazendo de conta que urinavam nas colunas da Igreja do Aeroporto. Observava as pessoas agirem como animais latindo, rugindo, cacarejando, fazendo de contas que voavam, como se asas tivessem, comportando-se como bêbados, entoando cânticos “sem pé nem cabeça”, isto é, sem sentido algum. Hoje fico perplexo em pensar que eu aceitava tais coisas como manifestações do Espírito Santo. Era algo irreverente e blasfemo ao Espírito Santo da Bíblia.



Naquele tempo pensava que, enquanto não ensinassem qualquer coisa que violasse as escrituras, o que experimentávamos e víamos podia ser encaixado no campo do que chamamos de exótico. É um zumbido de manifestações que não encontram justificativas na perspectiva bíblica. Ensinaram-nos nas pregações que tínhamos apenas duas opções: uma enfermaria pulsando a vida (de bebês) em meio a fraldas sujas e crianças chorando ou o cemitério, onde tudo está em ordem, mas só há mortos. 

Show de horrores
Pastor jovem e inexperiente, optei pela vida no caos. Não percebia que Deus quer que amadureçamos e que cresçamos nele. Fiquei perturbado com a palavra profética que veio através de Carol Arnot (esposa do líder em Toronto), relatando-nos que tivera uma experiência de noiva ao ser conduzida à presença de Jesus. Ela afirmou que o que experimentou era muito melhor que sexo! Aquilo me perturbou e comecei a me perguntar: como alguém pode comparar o amor de Deus ao sexo?



Quando começamos a suspeitar de que os demônios estavam à vontade em nossos cultos, John Arnot ensinava que devíamos nos perguntar se eles estavam chegando ou saindo. Se estiver saindo deles, está bem! John defendia o caos afirmando que não devíamos ter medo de sermos enganados, pois se havíamos pedido ao Espírito Santo para nos encher; como Satanás poderia nos enganar?



Isto deixaria o diabo muito forte e Deus muito fraco. Ele afirmava que precisávamos ter mais fé num grande Deus que nos protegia do que num grande diabo que nos enganaria.

Pastor batendo no diabo


Tais palavras eram convincentes, mas totalmente contrárias as escrituras, pois Jesus, Paulo, Pedro e João alertaram-nos sobre o poder dos espíritos enganadores, especialmente nos últimos dias. Mesmo assim, não devotamos amor a Deus para lhe obedecer a palavra e, como conseqüência, abrimo-nos a ação de espíritos mentirosos. Que Deus tenha misericórdia de nós!

Ringue de Box dentro da Igreja


Finalmente a ficha caiu quando eu rolava pelo chão, certa noite, “bêbado no Espírito”, como costumávamos dizer, e ali, cantando e rolando no chão, comecei a cantar uma canção de ninar: “Maria tinha um cordeiro e seu pelo era mais alvo que a neve”. Cantei esta música infantil de maneira debochada e imediatamente alguma coisa em meu coração sussurrou que aquilo era um demônio [1]. Imediatamente me arrependi e fiquei chocado com aquela experiência. Como um demônio entrou em mim? Eu amava a Deus? Não era zeloso pelas coisas de Deus? Não era totalmente louco por Jesus? Percebi que um espírito imundo acabara de se manifestar através de minha vida e era culpado de um grande pecado. Depois disto me afastei da Igreja do Aeroporto (TACF). Não tinha convicção de que deveria denunciar aquelas experiências, mas senti que tínhamos fracassado em pastorear a bênção.

Abuso da Inocencia Infantil


Depois que parei de freqüentar o TACF – Toronto Airport Church – tive que pastorear as conseqüências ou os frutos dali. Exemplo disto foi quando algumas pessoas voltaram de uma reunião e nos perguntaram se havíamos recebido a espada dourada do Senhor. Perguntei-lhes de que se tratava, imaginando que alguma palavra profética tivesse sido liberada em relação as escrituras, mas me responderam: “Não, não é a Bíblia; é uma espada invisível que somente os verdadeiramente puros poderão receber. Se for tomada de maneira errada, então será morto pelo Senhor. Mas, se você for santo o suficiente para recebê-la, então você poderá desembainhá-la pois ela cura Aids, câncer, etc. e produz salvação. A pessoa deve fazer gestos de ataque, imaginando ter em suas mãos esta espada invisível, avançando sobre as pessoas enquanto está em oração! Pensei: além do engano, a Igreja Aeroporto passou a fazer parte dos desenhos animados!





Esta “revelação” foi recebida pela Carol Arnott e depois repassada aos que eram mais santos. O mesmo aconteceu com as obturações de ouro. Pessoas de nossa congregação abriam a boca umas para as outras procurando os dentes de ouro que Deus colocara ali, para provar o quanto nos amava. Durante os anos que ali fiquei só ouvi uma vez uma mensagem de arrependimento pregada por um conferencista de Hong Kong, Jack Pullinger. A mensagem passou alto, bem acima de nossas cabeças, como um balão de gás; não estávamos ali para nos arrepender, e sim para fazer festa ao Senhor!



Depois de um ano na “bênção” preguei num encontro de pastores e falei: “Amigos, temos nos sacudido, nos arrastado pelo chão, rolamos por terra, rimos, choramos e adquirimos as camisetas da igreja. Mas não temos avivamento, nem salvação, nem frutos, nem aumento de evangelização, por isso, qual é a graça?”. Fui repreendido – afinal, quem era eu para anelar frutos quando o Senhor estava curando seu atribulado povo? Durante anos éramos legalistas, e Deus agora estava restaurando as feridas libertando-nos do legalismo. Aconselharam-me a não forçar o Senhor que os resultados apareceriam no tempo certo.



Eu sabia que isto estava errado, pois o Senhor ordenou fazer discípulos de todas as nações. O argumento era: temos direito a um ano sabático, pois, quem sabe por quanto tempo Deus fará coisas novas e diferentes!



Por fim, não comentei a controvertida questão da ordenação de mulheres. Pessoalmente acredito, pelas escrituras, que as mulheres não devem ser pastoras ou presbíteras numa assembléia local. Eu poderia estar errado quanto a isto e existe muito debate na igreja a este respeito, e esta era minha convicção, mas as igrejas Vineyard estavam ordenando todas as esposas de pastores para serem co-pastoras com eles. Sou a favor de mulheres no ministério, mas creio que o papel do ancião/presbítero/pastor local foi reservado aos homens. Não fui eu quem escreveu a Bíblia, mas pela graça de Deus quero obedecer-lha daqui em diante.



Esta é minha história. Poderia continuar apresentando farta documentação dos excessos, loucuras, extravagâncias e pecados. Cantamos sobre o exército de Joel e o avivamento de bilhões como se fossem os dez mandamentos; e como sempre, parece que o avivamento já está chegando dobrando a esquina. No próximo mês, no próximo ano, etc. Jesus falou que, quando o Filho do homem voltar, encontrará fé na terra? Esta é a mensagem dominadora que tem sido ensinada em todo movimento profético, espiritual, especialmente do Vineyard. Às vezes imagino que eles pensam que vão dominar o mundo todo! Mas foi lá no Vineyard que aprendi uma frase de Paulo de que não devemos ir além da palavra escrita.



Concluindo, quero lamentar o dano, que eu pessoalmente perpetrei ensinando coisas que não são bíblicas. Eu me arrependo diante de vocês e diante de Deus. Eu não testei os espíritos quando a palavra ordena que assim seja feito. Todos os que estavam ali quando estas coisas começaram a acontecer sabem que o que escrevo é a verdade. Podem ter conclusões diferentes, especialmente se ainda promovem o “rio”.

Falsos Milagres


Aos que estão no “rio” eu exorto; nadem para fora, existem coisas vivas na água que irão lhe atacar! Amo as pessoas da Igreja Aeroporto e o movimento Vineyard, mas penso que temos muitas contas a prestar; o Senhor lhes abrirá os olhos qualquer dia desses. Imagino que quando esta carta for publicada serei bombardeado por cartas de ambos os lados, alguns me condenando por ainda crer no ministério do Espírito Santo e andando no engano e alguns amigos antigos condenando-me por expor a sujeira ou por ser negativo com respeito a unção do Senhor. Bem, o Senhor conhece meu coração e por sua graça haverá de me guiar a toda verdade, pois quero conhecer a Jesus Cristo o crucificado.



Se você acha que estou no erro ore por mim para que o Senhor me abra os olhos, pois quero estudar a palavra e me tornar varão aprovado. Peço a todos os que lerem esta carta que orem para que o Senhor abra os olhos daqueles que estão sendo enganados. Quer sejamos líderes ou seguidores, somos amados de Deus e ele é um Deus perdoador. Ele afirma que se confessarmos nossos pecados ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.



Creio que somos como a igreja de Laodicéia; pensamos que somos ricos, prósperos e sem necessidade alguma, e, no entanto não percebemos que estamos cegos e nus. Precisamos levar a sério o conselho de Jesus comprando ouro refinado no fogo (que fala do sofrimento e não de espíritos enganadores), vestiduras brancas para cobrir nossa nudez e colírio para os olhos para poder ver outra vez.



O Senhor nos chama ao arrependimento, e graças ao Senhor pelo que ele é, pois nos conduzirá e nos restaurará ao Pai. Se Deus me perdoou e abriu os meus olhos então poderá agir a favor de todos os que estão no engano.



Termino com o alerta de Paulo que permaneçamos firmes para não tropeçarmos em coisa alguma.



Sinceramente,



Paul Gowdy



Esta carta foi traduzida e publicada com a autorização de Paul Gowdy e pode ser lida na integra nos sites: www.revivalschool.com ou www.discernment-ministries.org/TheTorontoDeception.htm (site de Paul Gowdy). (Novo link: http://iftruthbeknown.wordpress.com/2010/10/16/the-toronto-deception/ )



Nota:

[1] Ele se refere a canções de Jardim da Infância, ou Nursery Rhyme, em que, nos contos de fada as crianças aprendem a falar cantando linguagens infantis, e refere-se especialmente a Mary had a little Lamb, uma das mais conhecidas
  

Tradução: João A. de Souza filho

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

À Descoberta do Amor!


À Descoberta do Amor


Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum.
Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite.


Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.


Enche-te de esperança
e vive á sua luz.
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.

Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.
Mahatma Gandhi

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Santuário de Aparecida e as minhas 'mães'


Conheci  o Santuário de Aparecida, graças a minha sogra,Magnólia de Souza Fomm, que em 2006 me inscreveu na caravana da qual participava todos os anos. 


Como justificativa ela disse que não queria morrer sem levar cada um dos filhos, genros, netos e noras até lá. 


Daqui de casa foi primeiro o "meu Guerreiro", que resistiu até que eu o convenci que não custava fazer o gosto da sua mãe.

E assim foi. 
A satistafção dela me provou ter valido a pena. 






Aos 83 anos a matriarca da familia Fomm, era a doçura em pessoa, sem deixar de lado a autoridade conquistada ao longo da vida. 
No ano seguinte, foi minha vez; fui curiosa e até meio temerosa, pois para alguém na idade dela,com a acuidade comprometida, o percurso seria muito cansativo.

Mas qual não foi minha surpresa, quando lá chegamos, ela conhecia cada canto, me mostrou tudo, foi uma verdadeira cicerone.
Foi assim, que tão logo chegamos, por volta das cinco horas da manhã, ela me indicou pra que lado ficavam os lavatórios, depois onde poderíamos tomar café, e em seguida me levou para  conhecer todas as sub divisões do santuário.

Sob sua orientação, visitamos, cada sala, até chegarmos a uma enorme fila, aliás um grande aglomerado que seguia lentamente afunilando em 4 filas. Peguei a primeira  à esquerda, sem saber ao certo o que encontraria, e logo deparei com os azuleijos do tipo portugueses, contando a história do encontro da imagem da santa; creio que em seguida tinha um afresco com motivos identicos, e a fila seguia lenta, muito lenta. Eu segurando dona “Lica” pelo braço, ouvia-lhe constantemente que tivesse atenção com a bolsa.




Nesta época já estavam reformando o santuário para a visita do Papa Bento 16,que  ocorreu em 2007, e toda a parte aérea estava envolta em verdes telas protetoras, e muitos andaimes, deixando  somente o espaço do corredor, para a passagem dos devotos.
Fiquei interessada em conhecer a reforma  pronta, e o efeito dos tijolinhos à vista, deve ter ficado bem bonito!

Eu estava na condição de observadora, visto não ser católica; era apenas uma turista descomprometida com a questão religiosa,porém me mantinha em posição respeitosa, e por isto mesmo fui surpreendida quando ao chegar na área diante da imagem da Santa, comecei a sentir os pelos dos meus braços e rosto iriçados como quando passamos o braço pela tela da televisão e esta senssação se tornou mais forte sobre minha fronte,e tomou toda a minha beça, com a força de alguém que mesmo de forma suave me tocava a testa com a mão espalmada; fui envolvida por uma energia gostosa refrescante e revitalizante inexplicável, que fluiu por todo o meu corpo.


Surpreendida, olhei para o alto, esperando encontrar um ventilador,que soprasse lá de cima na minha direção,  e ao entender o que  ocorria,  uma fortíssima emoção me tomou ao ponto das  lágrimas, constrangida olhei para os lados e vi que  todos choravam como eu. 
Estávamos exatamente sob o nicho da imagem da Santa.
Atentei por alguns minutos silenciando a alma e então pude sentir em plenitude toda a energia que emanava naquele lugar, envolvendo a todos que por ali passava. 



Fiquei feliz por comprovar mais uma vez, que onde houver dois ou mais reunidos em nome de Jesus, Ele se apresentará na forma dessa poderosa, indiscutível e indiscritivel energia, esta egregora , que  é possível quando pessoas  se reunem com objetivos elevados, unificados na expressão do Amor em sua mais elevada expressão. 
E era esta a condição de cada um dos presentes que ali, cada qual da sua forma individual, foram para agradecer por bençãos recebidas ao longo do ano, ou para as pedir. Eu mesma não fazendo parte dos sentimentos dos romeiros,porque não pedia, nem agradecia por nada, apenas observava, também fui agraciada com a sensação de um beijo do Amor de mãe; A Mãe de toda a Cristandade, a Mãe de toda a humanidade.
Saí dali diferente,e não consigo até hoje, colocar em palavras, mas a certeza de que algo novo fazia parte de mim a partir daquele momento, daquela experiencia. E foi com este espirito de reverencia sincera nascida de minha alma tocada sutilmente pela energia amorosa emanada daquela nave, que  continuei a visitar cada sala do Santuário. 
Minha mãe


Minha sogra e o Ministro Animal Morais
Enquanto fazia a caminhada, de braços dados com minha 'mãe-sogra,' refletia sobre lições recebidas de minha propria mãezinha, sobre a Virgem Maria e as várias formas de sua representatividades mundo afora, conforme o pensamento de cada grupo, de cada individuo.


 Quanta sabedoria naquela mulher simples analfabeta das letras, mas de coração iluminado por uma sabedoria que nenhuma escola humana pode passar! 


Eu e Magnólia Fomm
Agradeci a elas(minha mãe, minha sogra e Maria) então, e agradeci ao Criador por ter me colocado ao lado de pessoas simples e sabias, que não mediram esforços para me ensinar o máximo de conhecimentos.


Estas mulheres hoje já não estão mais na terra, mas continuam mais vivas do que nunca em meu coração.




Acho que a grande lição desta aventura, foi a do amor que não conhece barreiras e não se sectariza por conta das concepções pessoais ou grupais dos seres humanos.




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Todo dia é Dia da Criança


Todo dia é Dia da Criança

Artigo publicado no Jornal de Brasília, na terça-feira, 12 de outubro de 2010

  • Paiva Netto

    Para a Legião da Boa Vontade todo dia é Dia da Criança. Sabemos que assim também o é para as muitas instituições públicas e particulares que se devotam no cuidado para com a infância. Dessa forma, plantam no presente o futuro do Brasil. Estão, portanto, de parabéns!

    Se tivermos juízo, maturidade e amor às crianças, seremos capazes de conciliar as mais díspares aspirações para formar uma só disposição que dê cumprimento à ordem máxima do Cristo Ecumênico no Seu Evangelho segundo João, 13:34 e 35 e 15:12 e 13: “Novo Mandamento vos dou: Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos. (...) Ninguém tem maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos”.
    ELAS NÃO SÃO BOBAS 


    Bem a propósito a seguinte pergunta que me fizeram certa vez e à qual prontamente respondi:

    Por que os programas da Super Rede Boa Vontade de Comunicação, sendo de tão elevado nível espiritual, atraem tanto as crianças? 

    ·                                
    ·                                
    ·                                 Alunos participam de atividade recreativa no pátio do Conjunto Educacional da Legião da Boa Vontade na capital paulista.
    Justamente por isso: o elevado nível espiritual. Essa história de pensar que criança não entende das coisas é um grande disparate. Ela presta atenção a tudo. Mormente agora, nestes tempos modernos de revolução midiática. A criança sempre está ouvindo e participando, desde o primeiro vagido. Ainda no útero materno, registra som e luz. Eis por que nossa programação radiofônica e televisiva conta sempre com o prestígio dos Soldadinhos de Deus, como carinhosamente as chamamos aqui. Elas percebem a grandeza da mensagem universalista da Religião do Amor Universal.

    Quem pensa que criança é boba é que é bobo. Parte dos adultos, porém, continua surda, insensível a ensinamentos que, de tão elevado teor espiritual, chegam naturalmente à sabedoria de uma criança...

    Mas, graças a Jesus, persistem neste mundo aqueles que lhes dão a merecida atenção. 
    “A CRIANÇA”

    ·               s
    ·                                
    ·                                 Antes de iniciar as atividades escolares, alunos da LBV realizam o momento de oração
    O poeta fluminense Casimiro Cunha (1880-1914) – que era cego dos olhos físicos, mas que enxergava bem o que não pode deixar de ser visto –, na página “A Criança”, constante de “Cartas do Evangelho”, obra psicografada pelo saudoso médium brasileiro Chico Xavier, declama: 

    “O coração da criança/ É como um lírio de luz./ Cultiva essa flor sagrada/ Para o jardim de Jesus.

    “No recomeço da vida,/ O amor pode trabalhar,/ Renovando os sentimentos/ No templo de luz do lar.

    “Dispensa à infância o carinho/ Da tua compreensão,/ Conduzindo-a para o Cristo,/ Modelo do coração.

    “Cessada a infância, que é dia/ De luz e espontaneidade,/ As almas voltam, de novo,/ Às lutas da humanidade.

    “Educa os teus pequeninos./ Quem não aprende do amor/ Recebe a lição amarga/ Da experiência da dor”.

    Cultivemos e protejamos tão bela fase da Vida. Existência que, desde o útero materno, já se mostra como condição sagrada no Universo. Viver é melhor! Acima de tudo, respeitemos esse direito dos pequeninos.
    ·                                
    ·                                
    .