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domingo, 21 de agosto de 2016

O preço das “LESÕES AFETIVAS”

                               


CARO É O PREÇO QUE PAGAMOS PELAS “LESÕES AFETIVAS” QUE PROVOCAMOS NOS OUTROS.

Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas consequências amargas dos votos não cumpridos.

Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que te foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou com o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir a própria palavra, no que tange a promessas de amor. E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendeste esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.

Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.

O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não nos será lícito esquecer os suicídios e homicídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliadas do afeto que Ihes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante a Divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.

Certamente que muitos desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.

Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quanto afirmou, peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".

Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.

(Emmanuel / Francisco Cândido Xavier. In: Momentos de Ouro)


Por  ana maria teodoro massuci 

Crise Política, Corrupção e Espiritismo



Crise Política, Corrupção e Espiritismo


O objetivo central da política é a obtenção do bem comum. O bem comum é “um conjunto de condições concretas que permite a todos os membros de uma comunidade atingir um nível de vida à altura da dignidade humana”. Esta dignidade refere-se tanto às coisas materiais quanto às espirituais. Depreende-se que todo o cidadão deve ter liberdade de exercer uma profissão e aderir a qualquer culto religioso. Diz-se, também, que almejar o bem comum é proporcionar a felicidade natural a todos os habitantes de uma comunidade.  
A corrupção, ou seja, o pagamento de propina para obter vantagens, quer sejam de ordem financeira ou tráfico de influência, deteriora a obtenção do bem comum, pois algumas pessoas estão sendo lesadas para que outras obtenham vantagens. Lembremo-nos de que “todo poder corrompe e todo poder absoluto corrompe absolutamente”. Significa dizer que sempre teremos que conviver com algum tipo de corrupção. Eticamente falando, o problema maior está no grau, no tamanho da corrupção e não a corrupção em si mesma.   
No Brasil, estamos assistindo a uma enxurrada de denúncias, que vão desde o chamado caixa 2 de campanha política, até a compra de votos para aprovar projetos importantes na área governamental. O vídeo que mostra um funcionário dos Correios recebendo propina foi o estopim da crise. De lá para cá as denúncias não param. O deputado Roberto Jefferson, um dos acusados de comandar a propina nos Correios, saiu distribuindo acusações para todos os lados, no sentido de se defender do ocorrido.  
Diante deste fato, pergunta-se: que tipo de subsídio o Espiritismo nos fornece para a compreensão dessa situação? Em O Evangelho Segundo o Espiritismo há alusão aos escândalos. Primeiramente, Jesus nos fala dos escândalos e que estes deverão vir, mas “Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha”.O escândalo significa mau exemplo, princípios falsos e abuso do poder. Ele deve ser sempre considerado do lado positivo, ou seja, como um estímulo para que o ser humano combata em si mesmo o orgulho, o egoísmo e a vaidade.  
Lembremo-nos também da frase: “Ninguém há que, depois de ter acendido uma candeia, a cubra com um vaso, ou a ponha debaixo da cama; põe-na sobre o candeeiro, a fim de que os que entrem vejam a luz; - pois nada há secreto que não haja de ser descoberto, nem nada oculto que não haja de ser conhecido e de aparecer publicamente”. (S. LUCAS, cap. VIII, vv. 16 e 17.). A verdade, assim, não pode ficar oculta para sempre. Deduz-se que aquele que não soube fazer esforços para se pautar corretamente no bem, sofrerá as conseqüências de suas ações.  
O Espiritismo auxiliará eficazmente as resoluções de ordem política, porque propõe substituirmos os impulsos antigos do egoísmo pelos da fraternidade universal. Allan Kardec propõe, em Obras Póstumas, o regime político que deverá vigorar no futuro, ou seja, a aristocracia intelecto-moral. Aristocracia - do grego aristos (melhor) e cracia (poder) significa poder dos melhores. Poder dos melhores pressupõe que os governantes tenham dado uma direção moral às suas inteligências. 
Somente quando o poder da inteligência for banhado pelo poder moral e ético é que conseguiremos atingir um mundo mais justo e mais de acordo com o bem comum, pois os que governam propiciarão sob todos os meios possíveis a felicidade da maioria.


Por:Sérgio Biagi Gregório
São Paulo, agosto de 2005.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013




Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida... 

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:

"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
- Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.

A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?

No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda"
(Autor desconhecido).

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

"Tenho algo importante para te dizer"

                               

Naquela noite,enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Porquê?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e volteia dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito,eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha
envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela.
Por uns segundos,cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior como corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo.
Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras:"Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho... fui até o meu novo futuro endereço,saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe,Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.

Mas se escolher compartilhar para alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir.

Valorize quem realmente te ama ... Pense nisso.

Créditos: Carlos Azevedo

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Blog de Espiritismo: José Reis Chaves - 'Vivam as crenças inclusivistas...

                                

Há dois tipos de religiões ocidentais: as inclusivistas ou pluralistas (que respeitam as outras), e as exclusivistas (que condenam as outras). As exclusivistas imaginam que somente elas são verdadeiras, e que só elas salvam. Elas seguem mais os dogmas do que a Bíblia. E, frequentemente, seus adeptos são egoístas e orgulhosos.

As inclusivistas têm uma fé raciocinada, e seus adeptos são mais menos egoístas e mais humildes, pois defendem a salvação ou a libertação, um dia, para todos os seres humanos, admitindo, pois, a reencarnação para as novas oportunidades de salvação. Eles creem realmente na misericórdia infinita de Deus. Aliás, as inclusivistas são cristãs sem, às vezes, não serem oficialmente cristãs. De fato, Jesus disse que o Pai não quer que se perca nenhuma de suas ovelhas (João 6:39).(...) CONTINUE LENDO>>http://blog-espiritismo.blogspot.com.br/2013/05/jose-reis-chaves-vivam-as-crencas.html?spref=bl

quarta-feira, 27 de março de 2013

Haicai da língua portuguesa - Cornélio Pires






 
DELITO  E  REENCARNAÇÃO
                                               
Cornélio Pires

Por ódio trocado,
Antônia Matou Lina do Lagarto
Hoje, elas são mãe e filha
Doentes no mesmo quarto.

Joaquim arrasou Simão
Para tomar-lhe Ana Vera,
Mas Simão tornou a ele,
É o filho que o não tolera.

Por Téo, Nana largou Juca
Que se matou pela ingrata,
E Juca voltou a ela,
É o filho que a desacata.

Manoel seduziu Percília,
Deixando-a em tombos loucos.
Ela morreu e voltou:
É a filha que o mata aos poucos

Por Zina, matou-se João.
Um carro fê-lo aos pedaços.
Hoje ele é o filho doente
Que Zina beija nos braços.

Tesouro maior da vida
É a mente tranqüila e sã.
Erro que a gente faz hoje
A vida acerta amanhã.




Irmão Saulo.

Cornélio Pires foi o poeta caipira que marcou uma época da vida paulista, assinalou a fase de transição da cultura caipira para a cultura cosmopolita que surgiria com a transformação da cidade provinciana em metrópole moderna. 
Deixou vasta e curiosa obra de inegável interesse folclórico e literário. 
Todos os anos a cidade de Tietê, sua terra, promove oficialmente a Semana Cornélio Pires. 
Na praça central da cidade há um busto do poeta e Tietê mantém carinhosamente o Museu Cornélio Pires.
Tendo falecido em São Paulo a 17 de janeiro de 1958, Cornélio teve o seu corpo transportado para Tietê, onde se deu o enterro. Pouco tempo depois passou a transmitir sonetos e trovas através de Chico Xavier. 
A Federação Espírita Brasileira lançou o livro “O Espírito de Cornélio Pires”, reunindo essa produção inicial. 
Mas o poeta continua a transmitir os seus versos pelo telégrafo mediúnico, na mesma linha espírita que já havia adotado nos seus últimos anos de vida terrena, quando publicou “Coisas do Outro Mundo” e “Onde está, ó Morte, a tua vitória?”.
A trova é o haicai da língua portuguesa, uma forma de síntese poética de que Cornélio sempre se serviu com habilidade. Mas, nas trovas deste capítulo, o tema é a reencarnação. Note-se que o poeta não joga com argumentos, mas com fatos. 
Expõe a tese focalizando pequenos episódios da vida diária, no permanente intercâmbio da morte com a vida. 
Uma forma didática de mostrar as conseqüências de nossos atos e de nosso comportamento, não no após morte, mas na volta à vida.
Quem conheceu Cornélio Pires e conhece sua obra não tem a menor dificuldade em identificá-lo nesses versos. 
O poeta caipira, simples, objetivo, direto, reflete-se nessas quadras psicografas como se elas viessem das suas próprias mãos.
 Atente-se para a maleabilidade extrema do médium, que com a mesma presteza recebe um alexandrino grandiloqüente de Cyro Costa, como se viu no “Pinga Fogo” do Canal 4; um poema erudito de Augusto dos Anjos ou uma quadra caipira de Cornélio Pires. 
Chico Xavier, segundo sua resposta a Scatimburgo na televisão, não escreve “à maneira de”, mas deixa que os espíritos escrevam por suas mãos “à maneira deles”.

Livro “Chico Xavier pede licença” Psicografia Francisco C. Xavier Autores diversos


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Teus Méritos


 Merecimentos



Cada vez que te dispões
A aliviar a carga
Que ainda pesa
Nos ombros de teus irmãos,
Estarás formando amigos
Que te aliviarão
No momento justo
Em que a carga
Das provas necessárias à tua própria vida
Venha a pesar nos teus.

Emmanuel


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mensagem espiritual do Irmão Índio FLEXA DOURADA




Trechos da Mensagem espiritual do Irmão Índio FLEXA DOURADA enviada no Rio de janeiro, sábado, dia 28/07/2007 através do sensitivo(médium)Francisco de Assis Periotto.
"Salve JESUS! Salve JESUS!
É hora da caridade espiritual. Essa é a maior preocupação dos espíritos do Bem, hoje. nossa dedicação maior é de manter todo mundo pensando no trabalho espiritual. Na comunicação espiritual, na comunicação do Evangelho, na comunicação do Apocalipse, isto é, a comunicação que interessa a JESUS e a DEUS nosso Pai. A grande proteção de DEUS vem desse trabalho de esclarecer o povo espiritualmente. Muita união, muita luz e respeito a todos no ecumenismo de DEUS. Os espíritos de Bem querem muita união, querem muita luz entre todos, muito respeito mútuo. Nada, absolutamente nada, sem a união verdadeira consegue prosperidade. Toda a fortaleza material depende do sucesso espiritual. Isso é o que interessa aos espíritos de DEUS, porque OS TEMPOS CHEGARAM. fazer crescer as obras de caridade espiritual é o nosso dever. Evangelho, Apocalipse e tudo analisado e visto à luz deles em Espírito e Verdade sob a proteção do Novo Mandamento do mestre JESUS (Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei).  Muita gente que dirige países do mundo nada tem haver com o sentimento humano. Isto é um prejuízo para estes povos. OS TEMPOS CHEGARAM.  Existem muitos espíritos cobradores de carma e já estão à postos em cima destes países. A foice do carma está levantada. O mundo vive um quadro perigoso. O quadro da foice que ceifa. Essa é a representação que encontro hoje espiritualmente para explicar a vocês o que caminha sobre o mundo. Enquanto vem uma bonança com muita luz, lá na frente clarendo os espaços que a escuridão deixa, existem espíritos das trevas, por aí, bem atrás dos seus purgados(que estão resgatando seus erros passados). vem muita coisa feia sobre o mundo. JESUS mandou soltar tudo. Mandou abrir o UMBRAL(região do astral inferior). Vai haver um encontro. Por isso que a boa vibração, agora mais do que nunca, é necessária da parte de todos. cada um encontra o seu fim. Quem viver na seara de DEUS terá a proteção dos espíritos do Bem. Quem vibrar na faixa do mal terá a companhia dos piores obsessores. Quando falamos aqui em comunicação espiritual, não quer dizer comunicação dos espíritos somente, não é isso apenas. comunicação espiritual Divina é o Evangelho, é o Apocalipse, é a Religião de DEUS, são os escritos inspirados do Irmão ALZIRO ZARUR e do Irmão PAIVA NETTO, o Irmão Di Paiva. porque se não fizermos esta expansão, se crescermos apenas materialmente, outros espíritos serão atraídos para fazer proteção à obra, mas não serão espíritos da envergadura dos espíritos da falange do DR. BEZERRA DE MENEZES. Os espíritos da falange do DR. BEZERRA não estão mais preocupados em crescimento material. Eles estão preocupados em crescimento espiritual, em exclarecer o povo a respeito do Evangelho e do Apocalipse de JESUS. Todos têm que primar pela paciência, pela paciência diante das lutas, assim se consegue tudo. Tudo o que DEUS aprova!
Salve JESUS!"    

domingo, 14 de outubro de 2012

Carroça Vazia- Falar e ouvir





Num certo dia, um pai convidou o filho para irem de maratona a Atenas a pé. O filho aceitou com entusiasmo, e disse: que bom! meu querido pai, quem sabe se não vejo os ilustres sábios a discutirem na ágora de Atenas. E foram caminhando. Depois de um certo tempo pararam para descansar debaixo de frondosas árvores à beira de uma riacho. Se fartaram de beber água e descansaram sob as sombras ouvindo as melodias dos pássaros. Nesseinterim, também se ouvia um barulho. O menino apurou os ouvidos e disse: - esse barulho deve ser de uma carroça.

- Isso mesmo, disse o pai do menino. É uma carroça vazia.

O filho perguntou ao pai:

-Papai, como o senhor pode saber se a carroça está vazia se ainda não a vimos?

Então o pai disse:

-Ora, é muito fácil saber se uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz.

O menino virou adulto, e quando ele via uma pessoa falando demais, inoportuna, se intrometendo nas conversas dos outros, tinha a impressão de ouvir a voz do pai disendo:

"Quanto mais vazia a carroça, mior é o barulho."

.

De ESOPO - fabulista grego.

.

Moral da história:

"Quem muito fala, muito erra."

sábado, 9 de junho de 2012

Com Amor!



COM AMOR

"E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vinculo da perfeição." - Paulo.
(COLOSSENSES, 3:14.)



Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da
redenção de si mesmo.
Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob
tempestades.
O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos.
O trabalho constituir-se-á de lutas, de sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de
testemunhos.
Toda a preparação é necessária, no capitulo da resistência; entretanto, sobre tudo
isto é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é amor sublime.
A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os
dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os
entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual.
A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e
frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz eterna.
Mas, como amaremos no serviço diário?
Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes.
Auxiliemos em silêncio, entendendo a situação de cada um, temperando a bondade
com a energia, e a fraternidade com a justiça.
Ouçamos a sugestão do amor, a cada passo, na senda evolutiva.
Quem ama, compreende; e quem compreende, trabalha pelo mundo melhor.
( Da Obra Vinha de Luz
de
Francisco  Cândido Xavier
Pelo Espírito Emmanuel.)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Reflexões a cerca dos Ciúmes



Ciúmes












Há muitos sentimentos que são destruidores, porém,o ciúme é terrível, 
pois ele advém do egoísmo,e dele muitos outros são gerados. 
O ciúme é um sentimento que corrói aquele que o sente, 
e destrói aqueles que são seu alvo. 
O ciúme gera a inveja, a maledicência, a intriga, 
o ódio, a desconfiança e muitas outras energias negativas. 
O ciumento, envolvido nesse sentimento, não evolui,fica estagnado, e, além disso, 
não deixa que os outros cresçam também,transformando suas vidas num verdadeiro inferno. 
Se percebermos que em algum momento de nossas vidas, 
estamos sendo invadidos por esse sentimento,devemos imediatamente extirpá-lo de nós. 
Esse tipo de sentimento nos torna doentes do corpo e da alma. 
O ciumento sofre e provoca sofrimento nos outros.Trata-se do mais puro egoísmo. 
Fomos criados igualmente, com as mesmas oportunidades de crescimento. 
Deus nosso Pai não nos criou uns melhores que os outros. 
Somos iguais, porém, com as oportunidades que nos são dadas, 
em todos os instantes cabe a nós o nosso crescimento, 
e evolução ou a estagnação, em nossos erros e defeitos. 
Não fiquemos observando o caminhar dos outros, 
pois assim corremos o risco de nos perdermos do nosso caminho. 
Cada um tem sua estrada a seguir, para o aprendizado que necessita. 
Assim, preocupemo-nos mais com as nossas atitudes, 
com os nossos pensamentos, ao invés de atrapalharmos, 
o caminho dos outros com um sentimento tão mesquinho, como o ciúme. 
Torçamos para que todos possam crescer e evoluir um dia, 
pois somos parte do todo. Precisamos uns dos outros, 
e nosso Mestre Jesus já disse que nenhuma ovelha, 
se perderá do rebanho do nosso Pai.Sigamos o exemplo do Mestre Divino, 
que se fez o menor entre todos, com sua humildade, 
e um imensurável amor pela humanidade!







quinta-feira, 10 de maio de 2012

Diferenças entre Doutrinas e Crendices


DOUTRINA E CRENDICES
Doutrina é o conjunto de princípios em que se baseia uma crença religiosa, ou sistema filosófico, ou político. Em sentido restrito pode significar uma disciplina, ciência, regra, opinião, etc.

Abordando-se apenas os aspectos religiosos da vivência e ação das pessoas, constata-se que existem procedimentos relacionando, ao mesmo tempo, diversas doutrinas. A Doutrina Espírita talvez seja a mais envolvida por esses desvios. Isso se deve à ignorância em sentido amplo e, particularmente, ao desconhecimento dos postulados dessa Doutrina. Deve ser lembrado, contudo, que parte desses estorvos poderia ser evitada não fora a atuação de alguns participantes do próprios Movimento Espírita, que adotam atitude de intolerância, intransigência, incompreensão e até de animosidade em vez do esclarecimento.

Nota-se, também, algumas vezes, o corrosivo do orgulho e da vaidade a levar outros desatentos a dissensões e desejos de inovações descabidas a macular a pureza e sublimidade da Doutrina Consoladora.

Há templos religiosos que permanecem sem alteração no número de seus frequentadores enquanto que outros estão se esvaziando visivelmente. Alguns aumentam de maneira exagerada sua frequência. Isso demonstra desorientação nos meios religiosos. Certos ambientes, nos quais há manifestações espirituais ostensivas, apresentam grande afluência, enquanto que em alguns grupos dedicados ao estudo da Doutrina dos Espíritos e à prática da caridade o rol de participantes não se reduz mas permanece sem expansão acentuada.

O fenômeno mediúnico, em alguns locais e ocasiões, prepondera sobre o estudo doutrinário em detrimento do progresso moral, individual e coletivo.

Lamentar apenas essa tendência ocasional e deplorável não adianta nem constrói. A tarefa de esclarecimento em nenhuma hipótese deve ser interrompida ou arrefecida. Cada vez mais se impõe o dever fraterno e sagrado de instruir e amar como ensina e age o Cristo de Deus através dos milênios. Não importam o buliço das multidões e a incompreensão temporária. A edificação espírita está fincada sobre rocha para a eternidade.

Ouve-se, às vezes, até de pessoas supostamente instruídas, a expressão “baixo Espiritismo” com a intenção de relacioná-la à Doutrina instituída em luz como se o Espiritismo fosse ora mais ora menos alto. O alcance intelectual é que pode ir mais ou menos longe. A Doutrina dos Espíritos é como o Sol que não se nega a clarear os montes e o charco. Mostra a todos as verdades eternas da existência de Deus e da alma, as vidas sucessivas do Espírito e sua imortalidade, e tantas outras.

Dado o seu caráter divino, o Espiritismo suporta mas não comporta o obscurantismo, a ignorância, o erro, as atitudes intransigentes e mesquinhas. De conformidade com as lições de Jesus, os sãos não necessitam de médico.

Incumbe aos espíritas conscienciosos a observância da tolerância sem transigência com o erro.

Aproximadamente há dois mil anos, o Divino Mestre prevenira que as religiões voltar-se-iam umas contra outras, se hostilizariam como ora ocorre em regiões do Orbe. Em nome da fé que dizem professar, o fanatismo de alguns religiosos leva-os aos extremos de matarem-se uns aos outros. De outras vezes, profitentes investem contra crenças qualificando seus seguidores de adeptos do “demônio”, de “satanás”, como dizem.

Apesar das lições dos Espíritos, alguns seguidores da sua Doutrina, também, incorrem em erros ao defrontarem com certas crendices e hábitos sem fundamento na Nova Revelação. Em lugar de levarem a candeia do esclarecimento como recomenda Jesus, ou quando não for possível acendê-la, adotarem o silêncio, preferem as imprecações, as ofensas, a incompreensão. Na ânsia, talvez, de iluminar, insultam a consciência carente de luz.

Do mesmo modo que o progresso aclara os fatos considerados milagrosos, explicitando-os à luz da Ciência, do Espiritismo, também as crendices serão desfeitas com o esclarecimento das consciências. Jamais devemos olvidar que a Doutrina Espírita nunca será atingida pelas arremetidas de seus opositores ou mesmo de alguns de seus partidários desavisados. Dia virá em que uns e outros serão convenientemente esclarecidos.

As crendices, distanciadas da realidade, têm origem no passado obscurecido. Sem fincas na razão, algumas perduram devido à necessidade imanente na criatura humana de crer em alguma coisa, daí serem mais ou menos absurdas, dependendo das fontes primitivas. São vulgarmente sustentadas pela tradição. Quando nascem de lendas ou narrativas que se aproximam da realidade deixam de constituir crendices, desaparecendo, consequentemente, os atos e as práticas em torno e em razão delas.

Crendices e rituais são para as religiões o mesmo que as manias e cismas significam para a vida: existem mas sem qualquer justificativa. O próprio misticismo não encontra nenhum arrimo na apreciação criteriosa e correta. A existência do Espírito e suas manifestações constituem fatos naturais inconcussos que prescindem de cerimônias com referência a eles e em torno deles. Ademais, tudo que se afasta da simplicidade fica reduzido de autenticidade.

As formalidades e posturas extravagantes e excêntricas relacionadas com superstições e exorcismos diversos são exemplos de fanatismos escravizadores e irracionais. São gestos e atitudes que sempre existiram, anteriores, portanto, ao Espiritismo Codificado, o que comprova não lhe caber qualquer responsabilidade por essas práticas. Antes, pelo contrário, ele as evita e as faz cessarem com o conhecimento, por meio do esclarecimento que proporciona. Nesses casos aplicam-se com exatidão as palavras de Jesus: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

O desconhecimento das leis trazidas a lume pelos Espíritos é o principal responsável por rituais muitas vezes inconvenientes e até nocivos, dado o desperdício de tempo e de recursos que causam e que poderiam ser aplicados em benefício da educação e da caridade.

Assim, os que praticam exorcismos e os atribuem ao Espiritismo incorrem em erro grosseiro.

As crendices, pois, como fantasias devem ser alijadas do comportamento humano com o uso da razão, do bem senso e da inteligência iluminada.

É, também, muito frequente confundir o culto do Candomblé, da Umbanda, etc. com o Espírita. Releva lembrar que os termos “Espiritismo”, “Espírita”, “Espiritista” e outros constituem neologismos criados com o advento da Doutrina codificada a partir de 18-4-1857, data da publicação de “O Livro dos Espíritos”. É, portanto, necessário distinguir o adepto dessa Doutrina, ou seja, o “espírita” do “médium”. Este pode estar vinculado a qualquer religião ou não estar a nenhuma delas, já que o fenômeno mediúnico é próprio da natureza e da condição humanas, enquanto que aquele, ou seja, o “Espírita” somente ao Espiritismo está relacionado.

Ademais, o Candomblé já era crença existente antes do descobrimento do Brasil e a Umbanda resultou do sincretismo religioso dos cultos africanos com o Catolicismo a partir de cerca de 50 anos após o aludido evento.

Espírita é, pois, o adepto, o seguidor dos postulados do Espiritismo.

Contudo, nesse entendimento não há nem pode haver nenhuma intenção de melindrar essas ou quaisquer outras crenças ou religiões, mas, apenas a constatação e exposição da realidade.

Ao Espiritismo é reservada missão eminentemente esclarecedora. Por isso jamais se distancia da verdade e é a via natural do progresso geral e da evolução de cada criatura. Tendo suas bases na natureza e nas suas leis sua estrutura é inabalável. Prima pela simplicidade, clareza e precisão de seus princípios e fundamento obedientes à Divina Providência reinante perenemente acima de todos e sobre tudo o que existe em toda parte.

Reformador

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Socorre te a ti mesmo






"Pregando o Evangelho do reino e curando todas as enfermidades."
— (MATEUS, CAPÍTULO 9, VERSÍCULO 35.)
 

Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus
olhos.
Defende-te contra a surdez, entretanto, retifica o teu modo de registrar as
vozes e solicitações variadas que te procuram.
Medica a arritmia e a dispnéia, contudo, não entregues o coração à
impulsividade arrasadora.
Combate a neurastenia e o esgotamento, no entanto, cuida de reajustar as
emoções e tendências.
Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa.
Melhora as condições do sangue, todavia, não o sobrecarregues com os
resíduos de prazeres inferiores.
Guerreia  a  hepatite,  entretanto,  livra  o  fígado  dos  excessos  em  que  te
comprazes.
Remove  os  perigos  da  uremia,  contudo,  não  sufoques  os  rins  com  os
venenos de taças brilhantes.
Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com
teus pés, braços e mãos.
Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam, todavia, aprende a guardar
a mente no idealismo superior e nos atos nobres.
Consagra-te à própria cura, mas não esqueças a pregação do Reino Divino
aos teus órgãos.
Eles são vivos e educáveis. Sem que teu pensamento se purifique e sem
que a tua vontade comande o barco do organismo para o bem, a intervenção
dos remédios humanos não passará de medida em trânsito para a inutilidade.