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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A Saga de Gunnar Vingren e Daniel Berg

DANIEL BERG E GUNNAR VINGREN
                  



Daniel Berg e Familía
O Início
Em 19 de novembro de 1910 chegavam à Belém do Pará, procedentes de Chicago (EUA), os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. Ambos batistas, porém, batizados com o Espírito Santo, no grande avivamento pentecostal derramado no início deste século nos Estados Unidos.

Vingren era candidato ao campo missionário de sua denominação na China, mas, após o batismo com Espírito Santo, sentiu não ser vontade de Deus. Buscando conhecê-la melhor, Deus revelou a ele e ao seu companheiro Daniel Berg, através de uma profecia na casa do irmão Adolfo Uldim, que os queria no Pará. 

Nessa profecia, o Senhor informou que seria um povo de costumes diferentes, comidas simples, mas que, entretanto, havia uma grande obra para realizar no meio deste povo - glória a Deus. Após a oração, já que ninguém sabia onde era o "PARÁ", foram a uma livraria e consultando um atlas viram que Pará era um Estado do Norte do Brasil e BeIém, sua capital. 
Gunnar Virgren e Familía

Daí, em lances decisivos e até impossíveis para os homens, o Senhor providenciou os meios para que chegassem até aqui. Quando desembarcaram em Belém, numa tarde ensolarada, ninguém os estava esperando, não eram enviados por nenhuma missão. 
Eram encomendados pelo Espírito Santo. Caminharam pela então avenida 15 de Agosto, hoje Presidente Vargas, até a praça da República e ali sentaram em um dos seus primeiros bancos aguardando orientação divina. 
Não custou Adriano Nobre, que era crente presbiteriano e que falava inglês (foi o primeiro professor de Gunnar e Daniel), o qual os encaminhou até a Igreja Batista, situada na rua João Balbi, 406 (hoje demolida), onde ficaram hospedados no porão do prédio, por algum tempo. Era o primeiro contacto com a terra para a qual tinham sido enviados. Nada tinha faltado até aquele momento.
Gunnar Vingren na expedição do jornal " MENSAGEIRO DA PAZ"

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Poema do Deus Divino



Poema do Deus Divino

(Alziro Zarur)


 O Deus que é a Perfeição, e que ora eu tento 
Cantar em versos de sinceridade,
Eu nunca o vi, como em nenhum momento
Vi eu o vento ou a eletricidade.
Mas esse Deus, que é meu eterno alento,
Deus de Amor, Justiça e de Bondade,

Eu, que não o vejo, eu o sinto de verdade,
Como à eletricidade, como ao vento.
Eu o sinto na ânsia purificadora,
Na manifestação renovadora
Do Belo, da Pureza, da Afeição.
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
Mas a religião criou Jeová
Como um homem-gigante no infinito;
Que, apesar de onisciente, vive aflito,
Sem ao menos prever o que fará;
Deus que ama e que se vinga, como nós;
Que arrepende de criar o homem;
E, ante os remorsos que a alma lhe consomem,
Ameaça o mundo com uma fúria atroz ...
Tragicomédia multimilenar !
Como pode entre os homens haver paz,
Se um Deus, que se arrepende do que faz,
Inventa o inferno para os castigar?
Repilo o antropomorfo lavé das pestes,
Que os doutores da lei tanto restringem!
Nego as penas eternas, que me impingem
Os proprietários das mansões celestes!

O Deus-satã, ou Deus infernalista,
Não me convence mais, em nenhum grau:

Não posso crer nesse Jeová sadista,
Mais vingativo que um homem mau.
Um Deus parcial, um Deus que tem eleitos,
Que fez Jesus de perfeição sem jaça,
É humana concepção, cujos efeitos
Dão uma Graça exdrúxula: sem graça.
Prefiro crer no Eterno Deus Divino,
Que há um século derrama os seus clarões
De Deus Total que é a síntese, o supino
Infinito de sumas perfeições.
Deus que o homem vislumbrou no ano horizonte
-1857-
Esse ano em que morreu Augusto Comte,
Cuja ciência as religiões derrete.
E é pena que o titã de Montpellier
Não vivesse um pouquinho mais de idade,
Para assistir ao grande alvorecer
Da nova Religião da Humanidade!

Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
Tinhas razão, meu velho amigo Comte:
As religiões –antigas ou modernas –
Alimentam as dúvidas eternas...
Uma não há que o rumo certo aponte!
Se amam o Bem, o Mal também amaram,
No afã de dominar a qualquer preço:
Se inda hoje é assim, pior foi no começo,
Pois em nome de Deus sempre se odiaram!
Como explicar, ó Comte, o ódio implacável
Entre os crentes no mesmo Deus amável,
Que em vão semeia Amor aos filhos seus?
Loucos fiéis, fanáticos e maus!

Eles criaram o hediondo caos
Em que se geram todos os ateus...
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
A única doutrina espiritual
Que o homem não fez, embora médium peque,
É aquela que tranluz – não integral –
Na codificação de Allan Kardec.
Se é religião, ou deixa de o ser,
Na verdade bem pouco valor tem:
Podemos facilmente compreender
Que religião jamais salvou ninguém.

Se há religião que salve é a da Bondade,
Do amor a Deus e amor aos semelhantes,
Sem quaisquer sectarismos humilhantes,
Que mascaram insídias da maldade.
Católico, e Judeu, e rosa-cruz,
E protestante, e espírita, também:
-Que religião instituiu Jesus,
Senão a eterna Religião do Bem?
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
Por ser de bons Espíritos doutrina,
Deu-lhe Kardec um nome: Espiritismo
(Nome predestinado a triste sina
Nos púlpitos do Santo Fanatismo).
Não esse espiritismo de crendices,
Que enleia e subjuga o vulgo asnático;
Não o bas fond de públicas sandices
Ou o carnaval de “espiritismo prático”;
Não esse espiritismo de assaltantes
Da bolsa de incautos ambiciosos-
Baixezas de insolentes cartomantes
E de outros pseudomédiuns criminosos.

Se os “guias” a Verdade não transtornam,
Há um fato que não tem contestações:
É que as sessões espíritas se tornam
Um paraíso de contrafações.
Se o Espíritismo fosse apenas isto
-Macumbas com moambas para o mal
E mágicas da bola de cristal-
Louvado seja o Mestre Jesus Cristo!
Seria melhor que, então, voltássemos
Aos tempos da primeira encarnação
E, antropófagos vis por vocação,
Nunca mais nesse mundo reencarnássemos!
Mas até isso o poeta explicará
(E creio que real serviço presto):
O Espiritismo apenas triunfará
Quando o homem for visceralmente honesto.
Não falo,pois, da “fábrica de loucos”
Dos Silva Melo ou dos Henrique Roxo:
Mas do alto Espiritismo, desses poucos
Que não têm dogmas para impor o arrocho.
Eu canto o EspiritismoCiência Pura,
De Crookes, Flammarion e até Richet;
Que ilumina, e consola, e acalma, e cura
O homem que estuda, e persevera, e crê.


Não quero convencer os caprichosos
Agnósticos, e céticos, e ateus:
Bem sei que, para os homens orgulhosos,
Não tem lógica a Lógica de Deus.
Esses correm, também, ao seu destino,
Dentro da universal evolução,
E vão ampliando o próprio descortino
No alto mistério da reencarnação.
Bondade – que os pecados não consomem –
Do Espírito Divino aos filhos seus:

Deus sempre desce até seu filho, o homem,
Quando o homem sobe até seu Pai, que é Deus!
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Médicos adotam a espiritualidade como recurso para combater doenças




Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade.

O objetivo é simples: despertar ou fortificar nos indivíduos condições emocionais positivas, já abalizadas pela ciência como recursos eficazes no combate a doenças. Esses elementos funcionariam, na verdade, como remédios para a alma – mas com repercussões benéficas para o corpo. No Brasil, a nova postura faz parte do cotidiano de instituições do porte do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, da Rede Sarah Kubitschek e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, três referências nacionais na área de reabilitação física. Nos Estados Unidos, o conceito integra a filosofia de trabalho, entre outros centros, do Instituto Nacional do Câncer, um dos mais importantes pólos de pesquisa sobre a enfermidade do planeta, e da renomada Clínica Mayo, conhecida por estudos de grande repercussão e tratamentos de primeira linha.

A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes. Isso começou a ser observado principalmente em centros de tratamento de doenças graves como câncer e males que exigem do indivíduo uma força monumental. No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos. A partir daí, pesquisadores ligados principalmente a essas instituições iniciaram estudos sobre o tema.

Hoje há dezenas deles. Um exemplo é um trabalho publicado na edição deste mês da revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama. “Verificamos que mulheres expostas a eventos negativos têm mais risco de contrair a doença do que aquelas que apresentam maiores sentimentos de felicidade e positivismo”, explicou Ronit Peled, da Universidade de Neguev, de Israel, autor da pesquisa. Na última edição do Annals of Family Medicine – publicação de várias sociedades científicas voltadas ao estudo de medicina da família – há outra mostra do que vem sendo obtido. Uma pesquisa divulgada na revista revelou que homens otimistas em relação à própria saúde de alguma forma ficaram mais protegidos de doenças cardiovasculares. Os cientistas acompanharam 2,8 mil voluntários durante 15 anos. Eles constataram que a incidência de morte por infarto ou acidente vascular cerebral foi três vezes menor entre aqueles que no início estavam mais confiantes em manter uma boa condição física. Provas dos efeitos da adoção da espiritualidade na melhora da saúde também começaram a surgir. Nos estudos sobre o tema, a prática aparece associada à redução da ansiedade, da depressão e à diminuição da dor, entre outras repercussões.

A partir de informações como essas, os cientistas resolveram identificar o que levava a esse impacto. Chegaram basicamente a duas razões. Uma é de natureza comportamental. Em geral, quem é otimista, tem esperança e cultiva alguma fé costuma ter hábitos mais saudáveis. Além disso, essas pessoas seguem melhor o tratamento. “Uma postura positiva leva a gestos positivos. Os pacientes se cuidam mais, alimentam-se bem, fazem direito a fisioterapia, mesmo que ela seja dolorosa”, explica a clínica geral carioca Cláudia Coutinho.

A outra explicação tem fundamento biológico. Está provado que a manutenção de um estado de espírito mais seguro e esperançoso desencadeia no organismo uma cadeia de reações que só trazem o bem. “Se o paciente é otimista, encara um problema de saúde como um desafio a ser vencido. Nesse caso, as alterações ocorridas no corpo poderão ser usadas a seu favor”, explica o pesquisador Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. O bom humor, por exemplo, é capaz de promover o aumento da produção de hormônios que fortalecem o sistema de defesa, fundamental quando o corpo precisa lutar contra inimigos. Além disso, o riso provoca relaxamento de vários grupos musculares, melhora as funções cardíacas e respiratórias e aumenta a oxigenação dos tecidos.

É esse arcabouço de informações que permite hoje o uso, na prática, da espiritualidade, do otimismo, da esperança e do bom humor como recursos terapêuticos dentro da medicina. Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisadores da Universidade do Alabama preparam-se para começar a aplicar um tratamento batizado de “terapia da esperança”. O sistema consiste em ajudar os pacientes a construir e a manter a esperança diante da doença. “O primeiro passo é auxiliá-los a encontrar um objetivo importante que dê sentido a suas vidas. Depois, aumentar a motivação para alcançá-lo e orientálos sobre os caminhos a serem seguidos”, explicou à ISTOÉ Jennifer Cheavens, da Universidade de Ohio e participante do grupo que desenvolveu a novidade. Essa construção é feita com base em técnicas usadas na terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é treinar o indivíduo a pensar e a agir de forma diferente para conseguir lidar de modo mais eficiente diante de condições adversas. O treinamento é feito com duas sessões semanais realizadas durante dois meses. A terapia será usada em portadores de deficiências visuais e nas pessoas responsáveis por seus cuidados. “Acreditamos que ela ajudará muito na redução da depressão e de outros problemas associados à perda da visão. Os pacientes ficarão mais motivados a lutar contra as dificuldades e a participar dos trabalhos de reabilitação”, explicou à ISTOÉ Laura Dreer, professora do departamento de oftalmologia da Universidade do Alabama, nos EUA.

No Brasil, a inclusão da ferramenta na prática médica está mudando a rotina dos hospitais. No Instituto de Ortopedia, no Rio de Janeiro, por exemplo, o trabalho médico é acompanhado pelo suporte psicológico, dedicado especialmente a fortalecer uma atitude mais positiva. O trabalho, claro, não é simples. Os pacientes costumam ser vítimas de traumas medulares ocorridos em situações como acidentes ou quedas. De uma hora para outra, têm a vida totalmente limitada. “Por isso, precisamos ajudá-los a enfrentar a nova situação. Eles têm de passar por uma reabilitação física e emocional”, explica a psicóloga Fátima Alves, responsável pelo grupo. E quem faz isso usando o otimismo e a esperança como armas sai ganhando. “Mostramos principalmente aos mais descrentes que a postura positiva no enfrentamento da doença é um remédio”, afirma Tito Rocha, coordenador da unidade hospitalar do instituto. Em breve, eles abrirão um grupo para incentivar o cultivo da espiritualidade pelos doentes.

Na Rede Sarah, os pacientes são estimulados a participar de atividades que melhorem o humor e a disposição. Entre eles, estão o remo, a dança e os jogos. “No processo de reabilitação, esses recursos são fundamentais”, afirma Lúcia Willadino Braga, presidente da Rede Sarah e considerada uma das melhores neurocientistas do País. “A doença deixa de ser o foco. Quando isso acontece, a recuperação é acelerada. O paciente fica menos tempo internado e retorna às suas atividades mais rapidamente”, afirma. Constatações semelhantes são obtidas no InCor, em São Paulo. Lá, quem está internado recebe suporte psicológico para não entrar em depressão – já considerada fator de risco para doenças cardíacas – e manter o otimismo. “É preciso dar força para o espírito para que o corpo se recupere”, afirma o cardiologista Carlos Pastore, diretor de serviços médicos da instituição.

Talvez o símbolo mais emblemático do fim do preconceito da medicina ocidental contra questões relativas à emoções e espiritualidade seja o que está acontecendo na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a mais tradicional do País. Em novembro, a instituição sediará um evento para mostrar aos profissionais de saúde a importância de recursos como a espiritualidade e o bom humor na recuperação de pacientes. O curso será ministrado pelo geriatra Franklin dos Santos, professor de pós-graduação da disciplina de emergências médicas da universidade. No programa, há um bom espaço para ensinar os médicos e enfermeiros a usarem essas ferramentas. “Discutimos como isso deve ser aplicado na prática”, diz o médico, que tem dado palestras pelas escolas de medicina do País inteiro.

Nos Estados Unidos, também há um esforço para treinar os profissionais de saúde. Só para se ter uma idéia, o Instituto Nacional de Câncer americano criou uma espécie de guia para orientar médicos, enfermeiros e psicólogos sobre como usar a espiritualidade do paciente a seu favor. Todo esse interesse é o sinal mais patente de que a revolução vai durar. Por isso, ninguém deve se surpreender se quando chegar ao consultório médico for indagado sobre suas condições de saúde, obviamente, mas também sobre sua relação com a espiritualidade ou disposição de esperança. “Questões como essas devem começar a ser cada vez mais levantadas”, defende Brick Johnstone, professor de psicologia médica da Universidade Missouri-Columbia, nos EUA.

Fonte FG News 

domingo, 20 de novembro de 2011

Ante Allan Kardec


ANTE  ALLAN  KARDEC


Perante as rajadas do materialismo a encapelarem o oceano da experiência terrestr e, a obra
Kardequiana  assemelha-se,  incontestavelmente,  a  embarcação  providencial  que  singre  as
águas  revoltas  com  segurança.  Por  fora,  grandes  instituições  que  pareciam  venerandos
navios estalam nos alicerces, enquanto esperanças humanas de todos os climas, lembrando
barcos de todas  as  procedências,  se  entrechocam na  fúria dos elementos, multiplicando as
aflições e os gritos dos náufragos que bracejam nas tr evas. 

De  que  serviria,  no  entanto,  a  construção  imponente  se  estivesse  reduzida  à  condição  de
recinto  dourado  para  exclusivo  entretenimento  de  alguns  viajantes,  em  tertúlias  preciosas,
indiferentes ao apelo dos que esmorecem no caos?

Prevenindo  contra  semelhante  impropriedade,  os  sábios  instrutores  que  escreveram  a
introdução de “O Livro dos Espíritos” (1), disseram claramente a Allan Kar dec: “Mas todos os
que tiverem em vista  o  grande princípio  de  Jesus  se confundirão  num  só  sentimento:  o  do
amor do bem e se unirão por um laço fraterno que prenderá o mundo inteiro”.

Indubitavelmente, a obra espír ita é a embarcação acolhedor a, consagrada ao amor do bem.
Urge, desse modo, que os seus tripulantes felizes não se percam nos conflitos palavrosos ou
nas divagações estéreis.

Trabalhemos, acendendo fachos de r aciocínio para os que se debatem nas sombras.

Todos concordamos em que Allá Kardec é o apóstolo da renovação humana, cabendo-nos o
dever  de  dar-lhe  expressão  funcional  aos  ensino,  com  a  obrigação  de  repartir- lhe  a
mensagem de luz, entre os companheiros de Humanidade.

Assim crendo, tr açamos os despretensiosos comentários contido neste volume, em torno das
instruções relacionadas no livro “O Céu e o Inferno”, valendo-nos das oitenta e duas reuniões
públicas  de  estudo da Comunhão Espírita Cristã,  em Uber aba, no decurso de 1961,  dando
continuidade à tarefa de consultar a essência religiosa da Codificação Kardequiana (2), com
vistas à nossa própria responsabilidade, diante do Espiritismo, em sua feição de Cristianismo
redivivo.

Entregando,  pois,  estas  páginas  aos  leitores amigos,  não  temos  a  presunção  de  inovar  as
diretrizes espír itas e sim o propósito sincer o de reafirmar-lhes os conceitos, para facilitar-nos
o  entendimento,  na  certeza  de  que  outros  companheiros  comparecerão  no  serviço
interpretativo da palavra libertadora de Allan Kardec, suprindo-nos as deficiências no trato do
assunto, com mais amplos recursos, em louvor da verdade, para a nossa própria edificação.

 Emmanuel

Uberaba, 20 de mar ço de 1962


(1) Prolegômenos de “O Livro dos Espíritos”.-( Nota do Autor espiritual.)


(2) Per tencem a esta série de estudos os livros “Religião dos Espíritos”, “Seara dos Médiuns”
e  “O  Espírito  da  Verdade”.  Qual  aconteceu  com  os  dois  primeiros,  todos  os  comentários
deste  livro  foram  psicogr afados  nas  reuniões  públicas  das  noites  de  segundas  e  sextas-
feiras,  da  Comunhão  Espírita  Cristã,  em  Uberaba.  Os  textos para estudo  foram  escolhidos
pelos  companheiros  encarnados  que  compareceram  às  reuniões,  e,  em  seguida  às
apreciações  expendidas  por  eles  mesmos,  alinhávamos  os  apontamentos  aqui  expr essos,
sendo  de  observar-se  que,  em  alguns  casos,  fomos  impelidos  a  separar-nos  do  tema
proposto,  à  vista  de  circunstâncias  ocor ridas  nas  tarefas  em  andamento.  Algumas  das
páginas que se figuram neste volume foram publicadas em “Reformador”, acatado mensário
da  Federação  Espírita  Brasileira,  e  no  jornal  “A  Flama  Espírita”,  de  Uberaba,  explicando,
porém,  de  nossa  parte,  que,  ao  fixar  aqui  as  nossas  humildes  anotações,  na  ordem
cronológica  em  que  foram  escritas,  no  transcurso  de  1961,  e  na  relação  das  questões  e
respectivos  parágr afos  que  o  livro  “O  Céu  e  o  Inferno”  propunha  aos  nossos  estudos,
efetuamos pessoalmente a revisão  integral de  todas  elas,  considerando  a  apresentação do
conjunto. – (Nota do autor espiritual.)
 

domingo, 13 de novembro de 2011

Cair no Espirito=Fanerose Cai-Cai, Dente de Ouro, etc; Inventor arrependido pede perdão




Carta de um dos "fundadores" da Fanerose, pedindo perdão e reconhecendo que tudo isso foi um grande erro e obra de satanás
by Paulo Cezar on Wednesday, September 14, 2011 at 2:37pm
Carta de um dos "fundadores" da Fanerose Cai-Cai, Dente de Ouro, etc), pedindo perdão e reconhecendo que tudo isso foi um grande erro e obra de satanás:

The Toronto Deception  by Paul Gowdy
Deus Manifesto deveria Elevar e não atirar ao solo!

Levei nove anos até criar coragem e escrever este relato. Demorei porque não tinha convicção de que seria correto falar sobre as fraquezas do corpo de Cristo publicamente. Em segundo, porque tinha que fazer uma jornada espiritual de busca em minha alma e me convencer de que, o que havia ocorrido na Igreja Aeroporto de Toronto foi ruim ou pelo menos pior do que bom.

Durante alguns anos falei da experiência de Toronto como uma bênção misturada. Penso que James A. Beverly o chamou assim em seu livro “Risada Santa” e a “Bênção de Toronto 1994”. Hoje diria que foi uma mistura de maldição, concluindo que qualquer coisa boa que alguém recebeu através desta experiência pessoal é enormemente ultrapassada pela gravidade do mal e do engano satânico. Aqui residia meu grande dilema.

Desequilibrio e facinação


Tento viver a vida cristã no temor do Senhor e Jesus exortou-nos que um dos pecados sem perdão era a blasfêmia contra o Espírito Santo, isto é, atribuir a Satanás o que é de fato uma obra de Deus. Não quero correr o risco de admitir que a bênção de Toronto era de Deus ou de Satanás, mas creio que Satanás usou esta experiência para cegar as pessoas sobre as doutrinas históricas de Deus, em que o fruto cresce ao lado de uma vida de arrependimento, pois as pessoas não puseram a prova aquelas manifestações para saber se eram mesmo de Deus ou de espíritos enganadores, e não testaram para saber se as profecias eram mesmo de Deus.



Depois de três anos fazendo parte do núcleo da bênção de Toronto nossa Igreja Vineyard em Scarborough ao leste de Toronto, praticamente se auto-destruiu. 

Exposição ao Ridículo

Devoramo-nos uns aos outros com fofocas, falando mal pelas costas, com divisões, partidarismo, criticas ferrenhas uns dos outros, etc. Depois de três anos “inundados” orando por pessoas, sacudindo-nos, rolando no chão, rindo, rugindo, rosnando, latindo, ministrando na igreja Internacional do Aeroporto de Toronto, fazendo parte de sua equipe de oração, liderando o louvor e a adoração naquele local, praticamente vivendo ali, tornamo-nos os mais carnais, imaturos, e os crentes mais enganados que conheci. Lembro-me de haver dito ao meu amigo e pastor principal da igreja de Vineyard de Scaraborough em 1997 de que, desde que a bênção de Toronto chegou ficamos esfacelados. Ele concordou.
Na verdade estão todos indo para o buraco que cavam



Minha experiência é de que as manifestações dos dons espirituais de 1 Coríntios 12 eram mais comuns em nossas reuniões antes de Janeiro de 1994 (quando começou a bênção de Toronto) do que durante o período da suposta visitação do Espírito Santo.



No período de 1992-1993 quando orávamos pelas pessoas experimentamos o que chamo de a verdadeira profecia, libertação e graça vindas de nosso Senhor. Depois que se iniciou a bênção de Toronto, os períodos de ministração mudaram, e as únicas orações que ouvíamos eram: “Mais, Senhor”; com gritos de “fogo!”, sacudidelas esquisitas do corpo, e expressões de “oh! uuu! iehh”.



Em 20 de janeiro de 1994 quinze pessoas de nossa igreja foram ouvir Randy Clark, pastor da Igreja Vineyard na Igreja do Aeroporto de Toronto. John Arnot (pastor da igreja do aeroporto) convidou-nos para ir até lá. Ele nos disse que Randy havia estado nas reuniões de Rodney Howard Browne e que a coisa estourou em sua igreja nas semanas seguintes. John esperava que algo acontecesse também entre nós. Ficamos felizes em nos dirigir até lá. Tínhamos uma igreja noutra localidade que havia começado em 1992. Era uma igreja do centro de Scaraborough, ligada ao grupo Vineyard, mas bem a leste da Igreja do Aeroporto. Éramos uma família grande e alegre. E porque éramos poucos tínhamos reuniões especiais, conferencias, etc.



No ano anterior a maioria de nossos líderes participou de uma curta viagem missionária à Nicarágua. Na ocasião gozávamos de muita comunhão uns com os outros. Desde que deixei de fazer parte das igrejas Vineyard li muitos comentários e análises críticas. Alguns escreveram que a bênção de Toronto era uma grande conspiração que trazia heresia ao corpo de Cristo. Minha convicção é de que a heresia e a apostasia são apenas o resultado, mas nada do que aconteceu ali era intencional. Estou convencido de que os líderes das igrejas Vineyard são pessoas sérias que experimentaram um novo nascimento, amam o Senhor, mas caíram no laço do engano. Não amou o Senhor o suficiente para guardar os seus mandamentos. Fracassaram por não obedecer as escrituras e se desviaram porque anelavam algo maior e grandioso, mais empolgante e dinâmico. Eu também cometi este pecado. Preguei sobre esta renovação na Coréia, no Reino Unido, nos Estados Unidos e aqui no Canadá, e estou profundamente arrependido ao escrever este relato, e peço-lhes que vocês, a noiva e o corpo de Cristo me perdoem. Especialmente os pentecostais e carismáticos, pois todos fazem parte de minha família teológica.



Sou um crente “evangelical”, sempre o fui e jamais cri que os dons espirituais cessaram no fim da era apostólica. Creio que minhas raízes evangélicas (minha família é de Batistas e eu tive uma experiência de conversão e novo nascimento na igreja Presbiteriana) começaram a abrir os meus olhos para os problemas com a chamada renovação. 


Incentivo a Mentira
Hoje, olhando pra trás fico me perguntando como fiquei tão cego assim? Eu via as pessoas imitando cachorros, fazendo de conta que urinavam nas colunas da Igreja do Aeroporto. Observava as pessoas agirem como animais latindo, rugindo, cacarejando, fazendo de contas que voavam, como se asas tivessem, comportando-se como bêbados, entoando cânticos “sem pé nem cabeça”, isto é, sem sentido algum. Hoje fico perplexo em pensar que eu aceitava tais coisas como manifestações do Espírito Santo. Era algo irreverente e blasfemo ao Espírito Santo da Bíblia.



Naquele tempo pensava que, enquanto não ensinassem qualquer coisa que violasse as escrituras, o que experimentávamos e víamos podia ser encaixado no campo do que chamamos de exótico. É um zumbido de manifestações que não encontram justificativas na perspectiva bíblica. Ensinaram-nos nas pregações que tínhamos apenas duas opções: uma enfermaria pulsando a vida (de bebês) em meio a fraldas sujas e crianças chorando ou o cemitério, onde tudo está em ordem, mas só há mortos. 

Show de horrores
Pastor jovem e inexperiente, optei pela vida no caos. Não percebia que Deus quer que amadureçamos e que cresçamos nele. Fiquei perturbado com a palavra profética que veio através de Carol Arnot (esposa do líder em Toronto), relatando-nos que tivera uma experiência de noiva ao ser conduzida à presença de Jesus. Ela afirmou que o que experimentou era muito melhor que sexo! Aquilo me perturbou e comecei a me perguntar: como alguém pode comparar o amor de Deus ao sexo?



Quando começamos a suspeitar de que os demônios estavam à vontade em nossos cultos, John Arnot ensinava que devíamos nos perguntar se eles estavam chegando ou saindo. Se estiver saindo deles, está bem! John defendia o caos afirmando que não devíamos ter medo de sermos enganados, pois se havíamos pedido ao Espírito Santo para nos encher; como Satanás poderia nos enganar?



Isto deixaria o diabo muito forte e Deus muito fraco. Ele afirmava que precisávamos ter mais fé num grande Deus que nos protegia do que num grande diabo que nos enganaria.

Pastor batendo no diabo


Tais palavras eram convincentes, mas totalmente contrárias as escrituras, pois Jesus, Paulo, Pedro e João alertaram-nos sobre o poder dos espíritos enganadores, especialmente nos últimos dias. Mesmo assim, não devotamos amor a Deus para lhe obedecer a palavra e, como conseqüência, abrimo-nos a ação de espíritos mentirosos. Que Deus tenha misericórdia de nós!

Ringue de Box dentro da Igreja


Finalmente a ficha caiu quando eu rolava pelo chão, certa noite, “bêbado no Espírito”, como costumávamos dizer, e ali, cantando e rolando no chão, comecei a cantar uma canção de ninar: “Maria tinha um cordeiro e seu pelo era mais alvo que a neve”. Cantei esta música infantil de maneira debochada e imediatamente alguma coisa em meu coração sussurrou que aquilo era um demônio [1]. Imediatamente me arrependi e fiquei chocado com aquela experiência. Como um demônio entrou em mim? Eu amava a Deus? Não era zeloso pelas coisas de Deus? Não era totalmente louco por Jesus? Percebi que um espírito imundo acabara de se manifestar através de minha vida e era culpado de um grande pecado. Depois disto me afastei da Igreja do Aeroporto (TACF). Não tinha convicção de que deveria denunciar aquelas experiências, mas senti que tínhamos fracassado em pastorear a bênção.

Abuso da Inocencia Infantil


Depois que parei de freqüentar o TACF – Toronto Airport Church – tive que pastorear as conseqüências ou os frutos dali. Exemplo disto foi quando algumas pessoas voltaram de uma reunião e nos perguntaram se havíamos recebido a espada dourada do Senhor. Perguntei-lhes de que se tratava, imaginando que alguma palavra profética tivesse sido liberada em relação as escrituras, mas me responderam: “Não, não é a Bíblia; é uma espada invisível que somente os verdadeiramente puros poderão receber. Se for tomada de maneira errada, então será morto pelo Senhor. Mas, se você for santo o suficiente para recebê-la, então você poderá desembainhá-la pois ela cura Aids, câncer, etc. e produz salvação. A pessoa deve fazer gestos de ataque, imaginando ter em suas mãos esta espada invisível, avançando sobre as pessoas enquanto está em oração! Pensei: além do engano, a Igreja Aeroporto passou a fazer parte dos desenhos animados!





Esta “revelação” foi recebida pela Carol Arnott e depois repassada aos que eram mais santos. O mesmo aconteceu com as obturações de ouro. Pessoas de nossa congregação abriam a boca umas para as outras procurando os dentes de ouro que Deus colocara ali, para provar o quanto nos amava. Durante os anos que ali fiquei só ouvi uma vez uma mensagem de arrependimento pregada por um conferencista de Hong Kong, Jack Pullinger. A mensagem passou alto, bem acima de nossas cabeças, como um balão de gás; não estávamos ali para nos arrepender, e sim para fazer festa ao Senhor!



Depois de um ano na “bênção” preguei num encontro de pastores e falei: “Amigos, temos nos sacudido, nos arrastado pelo chão, rolamos por terra, rimos, choramos e adquirimos as camisetas da igreja. Mas não temos avivamento, nem salvação, nem frutos, nem aumento de evangelização, por isso, qual é a graça?”. Fui repreendido – afinal, quem era eu para anelar frutos quando o Senhor estava curando seu atribulado povo? Durante anos éramos legalistas, e Deus agora estava restaurando as feridas libertando-nos do legalismo. Aconselharam-me a não forçar o Senhor que os resultados apareceriam no tempo certo.



Eu sabia que isto estava errado, pois o Senhor ordenou fazer discípulos de todas as nações. O argumento era: temos direito a um ano sabático, pois, quem sabe por quanto tempo Deus fará coisas novas e diferentes!



Por fim, não comentei a controvertida questão da ordenação de mulheres. Pessoalmente acredito, pelas escrituras, que as mulheres não devem ser pastoras ou presbíteras numa assembléia local. Eu poderia estar errado quanto a isto e existe muito debate na igreja a este respeito, e esta era minha convicção, mas as igrejas Vineyard estavam ordenando todas as esposas de pastores para serem co-pastoras com eles. Sou a favor de mulheres no ministério, mas creio que o papel do ancião/presbítero/pastor local foi reservado aos homens. Não fui eu quem escreveu a Bíblia, mas pela graça de Deus quero obedecer-lha daqui em diante.



Esta é minha história. Poderia continuar apresentando farta documentação dos excessos, loucuras, extravagâncias e pecados. Cantamos sobre o exército de Joel e o avivamento de bilhões como se fossem os dez mandamentos; e como sempre, parece que o avivamento já está chegando dobrando a esquina. No próximo mês, no próximo ano, etc. Jesus falou que, quando o Filho do homem voltar, encontrará fé na terra? Esta é a mensagem dominadora que tem sido ensinada em todo movimento profético, espiritual, especialmente do Vineyard. Às vezes imagino que eles pensam que vão dominar o mundo todo! Mas foi lá no Vineyard que aprendi uma frase de Paulo de que não devemos ir além da palavra escrita.



Concluindo, quero lamentar o dano, que eu pessoalmente perpetrei ensinando coisas que não são bíblicas. Eu me arrependo diante de vocês e diante de Deus. Eu não testei os espíritos quando a palavra ordena que assim seja feito. Todos os que estavam ali quando estas coisas começaram a acontecer sabem que o que escrevo é a verdade. Podem ter conclusões diferentes, especialmente se ainda promovem o “rio”.

Falsos Milagres


Aos que estão no “rio” eu exorto; nadem para fora, existem coisas vivas na água que irão lhe atacar! Amo as pessoas da Igreja Aeroporto e o movimento Vineyard, mas penso que temos muitas contas a prestar; o Senhor lhes abrirá os olhos qualquer dia desses. Imagino que quando esta carta for publicada serei bombardeado por cartas de ambos os lados, alguns me condenando por ainda crer no ministério do Espírito Santo e andando no engano e alguns amigos antigos condenando-me por expor a sujeira ou por ser negativo com respeito a unção do Senhor. Bem, o Senhor conhece meu coração e por sua graça haverá de me guiar a toda verdade, pois quero conhecer a Jesus Cristo o crucificado.



Se você acha que estou no erro ore por mim para que o Senhor me abra os olhos, pois quero estudar a palavra e me tornar varão aprovado. Peço a todos os que lerem esta carta que orem para que o Senhor abra os olhos daqueles que estão sendo enganados. Quer sejamos líderes ou seguidores, somos amados de Deus e ele é um Deus perdoador. Ele afirma que se confessarmos nossos pecados ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.



Creio que somos como a igreja de Laodicéia; pensamos que somos ricos, prósperos e sem necessidade alguma, e, no entanto não percebemos que estamos cegos e nus. Precisamos levar a sério o conselho de Jesus comprando ouro refinado no fogo (que fala do sofrimento e não de espíritos enganadores), vestiduras brancas para cobrir nossa nudez e colírio para os olhos para poder ver outra vez.



O Senhor nos chama ao arrependimento, e graças ao Senhor pelo que ele é, pois nos conduzirá e nos restaurará ao Pai. Se Deus me perdoou e abriu os meus olhos então poderá agir a favor de todos os que estão no engano.



Termino com o alerta de Paulo que permaneçamos firmes para não tropeçarmos em coisa alguma.



Sinceramente,



Paul Gowdy



Esta carta foi traduzida e publicada com a autorização de Paul Gowdy e pode ser lida na integra nos sites: www.revivalschool.com ou www.discernment-ministries.org/TheTorontoDeception.htm (site de Paul Gowdy). (Novo link: http://iftruthbeknown.wordpress.com/2010/10/16/the-toronto-deception/ )



Nota:

[1] Ele se refere a canções de Jardim da Infância, ou Nursery Rhyme, em que, nos contos de fada as crianças aprendem a falar cantando linguagens infantis, e refere-se especialmente a Mary had a little Lamb, uma das mais conhecidas
  

Tradução: João A. de Souza filho

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Santuário de Aparecida e as minhas 'mães'


Conheci  o Santuário de Aparecida, graças a minha sogra,Magnólia de Souza Fomm, que em 2006 me inscreveu na caravana da qual participava todos os anos. 


Como justificativa ela disse que não queria morrer sem levar cada um dos filhos, genros, netos e noras até lá. 


Daqui de casa foi primeiro o "meu Guerreiro", que resistiu até que eu o convenci que não custava fazer o gosto da sua mãe.

E assim foi. 
A satistafção dela me provou ter valido a pena. 






Aos 83 anos a matriarca da familia Fomm, era a doçura em pessoa, sem deixar de lado a autoridade conquistada ao longo da vida. 
No ano seguinte, foi minha vez; fui curiosa e até meio temerosa, pois para alguém na idade dela,com a acuidade comprometida, o percurso seria muito cansativo.

Mas qual não foi minha surpresa, quando lá chegamos, ela conhecia cada canto, me mostrou tudo, foi uma verdadeira cicerone.
Foi assim, que tão logo chegamos, por volta das cinco horas da manhã, ela me indicou pra que lado ficavam os lavatórios, depois onde poderíamos tomar café, e em seguida me levou para  conhecer todas as sub divisões do santuário.

Sob sua orientação, visitamos, cada sala, até chegarmos a uma enorme fila, aliás um grande aglomerado que seguia lentamente afunilando em 4 filas. Peguei a primeira  à esquerda, sem saber ao certo o que encontraria, e logo deparei com os azuleijos do tipo portugueses, contando a história do encontro da imagem da santa; creio que em seguida tinha um afresco com motivos identicos, e a fila seguia lenta, muito lenta. Eu segurando dona “Lica” pelo braço, ouvia-lhe constantemente que tivesse atenção com a bolsa.




Nesta época já estavam reformando o santuário para a visita do Papa Bento 16,que  ocorreu em 2007, e toda a parte aérea estava envolta em verdes telas protetoras, e muitos andaimes, deixando  somente o espaço do corredor, para a passagem dos devotos.
Fiquei interessada em conhecer a reforma  pronta, e o efeito dos tijolinhos à vista, deve ter ficado bem bonito!

Eu estava na condição de observadora, visto não ser católica; era apenas uma turista descomprometida com a questão religiosa,porém me mantinha em posição respeitosa, e por isto mesmo fui surpreendida quando ao chegar na área diante da imagem da Santa, comecei a sentir os pelos dos meus braços e rosto iriçados como quando passamos o braço pela tela da televisão e esta senssação se tornou mais forte sobre minha fronte,e tomou toda a minha beça, com a força de alguém que mesmo de forma suave me tocava a testa com a mão espalmada; fui envolvida por uma energia gostosa refrescante e revitalizante inexplicável, que fluiu por todo o meu corpo.


Surpreendida, olhei para o alto, esperando encontrar um ventilador,que soprasse lá de cima na minha direção,  e ao entender o que  ocorria,  uma fortíssima emoção me tomou ao ponto das  lágrimas, constrangida olhei para os lados e vi que  todos choravam como eu. 
Estávamos exatamente sob o nicho da imagem da Santa.
Atentei por alguns minutos silenciando a alma e então pude sentir em plenitude toda a energia que emanava naquele lugar, envolvendo a todos que por ali passava. 



Fiquei feliz por comprovar mais uma vez, que onde houver dois ou mais reunidos em nome de Jesus, Ele se apresentará na forma dessa poderosa, indiscutível e indiscritivel energia, esta egregora , que  é possível quando pessoas  se reunem com objetivos elevados, unificados na expressão do Amor em sua mais elevada expressão. 
E era esta a condição de cada um dos presentes que ali, cada qual da sua forma individual, foram para agradecer por bençãos recebidas ao longo do ano, ou para as pedir. Eu mesma não fazendo parte dos sentimentos dos romeiros,porque não pedia, nem agradecia por nada, apenas observava, também fui agraciada com a sensação de um beijo do Amor de mãe; A Mãe de toda a Cristandade, a Mãe de toda a humanidade.
Saí dali diferente,e não consigo até hoje, colocar em palavras, mas a certeza de que algo novo fazia parte de mim a partir daquele momento, daquela experiencia. E foi com este espirito de reverencia sincera nascida de minha alma tocada sutilmente pela energia amorosa emanada daquela nave, que  continuei a visitar cada sala do Santuário. 
Minha mãe


Minha sogra e o Ministro Animal Morais
Enquanto fazia a caminhada, de braços dados com minha 'mãe-sogra,' refletia sobre lições recebidas de minha propria mãezinha, sobre a Virgem Maria e as várias formas de sua representatividades mundo afora, conforme o pensamento de cada grupo, de cada individuo.


 Quanta sabedoria naquela mulher simples analfabeta das letras, mas de coração iluminado por uma sabedoria que nenhuma escola humana pode passar! 


Eu e Magnólia Fomm
Agradeci a elas(minha mãe, minha sogra e Maria) então, e agradeci ao Criador por ter me colocado ao lado de pessoas simples e sabias, que não mediram esforços para me ensinar o máximo de conhecimentos.


Estas mulheres hoje já não estão mais na terra, mas continuam mais vivas do que nunca em meu coração.




Acho que a grande lição desta aventura, foi a do amor que não conhece barreiras e não se sectariza por conta das concepções pessoais ou grupais dos seres humanos.