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domingo, 25 de dezembro de 2011

Compartilhar o pão (Final)


Compartilhar o pão (I)

Paiva Netto
*Vivemos um clima de renovação tecnológica jamais vista, mas também de ganância exacerbada. Todavia, os seres de Boa Vontade aguardam confiantes, como primícias do Senhor, tempos melhores. Daí ser muito saudável o reacender da esperança a cada ano que começa.

Diante da imensidão do Universo de Deus, os ideais de vaidade e de domínio humanos não possuem futuro.

Ao serem atravessadas as águas do “rio da morte”, desfazem-se as quimeras de uma Ciência quando sem entranhas, os terrores de crenças quando carregadas de preconceitos e intolerâncias, além de todo espírito de concorrência desalmada e o conceito bélico, que separam as pátrias. Isso até que o Sol da Caridade, que é Jesus, espante as trevas da ignorância insolente e, abrindo-lhes a visão espiritual, faça os seres humanos inferir que apenas o exercício das divinas leis da Fraternidade Ecumênica e da Solidariedade Social trarão Paz à Terra. Nesta época, o ensino sublime do Evangelho-Apocalipse terá, finalmente, acalmado os corações, que encontrarão no Regaço de Deus o descanso para os seus Espíritos infrenes. Nessa época, esperada por tantos missionários do Bem, a Humanidade terá entendido que de nada adianta ilustrar a mente se o coração for esquecido e que é delírio completo desejar o progresso da sociedade se os princípios da confiança e do respeito forem avis rara nas relações interpessoais.

SEDE DE SIMPLICIDADE

Ernesto Renan (1823-1892), filósofo, historiador e livre-pensador francês, citado por Humberto de Campos (1886-1934) em carta a Gastão Penalva (1887-1944), seu colega da Academia Brasileira de Letras, preconizava que “o cérebro queimado pelo raciocínio tem sede de simplicidade, como o deserto tem de água pura”.

Assim ocorre com a Verdade Divina, da qual o Espírito humano não pode abrir mão. Tanto que, quando ele estiver exausto de inutilmente lutar contra a própria libertação, ela, a Verdade Divina, virá iluminá-lo com a sua luz, delicada e serenamente. Jesus viveu entre nós 33 anos. Contudo, consoante o prosador grego Luciano de Samósata (125-192) anotou, “a vida humana vale mais por sua intensidade de aprendizado do que por sua extensão”. Desde que ela cesse unicamente na hora marcada por Deus, pois “o suicídio não resolve as angústias de ninguém”, ensinava Alziro Zarur.

CIDADÃO CELESTE

Ora, meus amigos e minhas irmãs, façamos, então, o Bem, porque o tempo continuará passando.

Estamos corpo, mas somos Espírito. Isso nos leva a concluir que Protágoras, filósofo grego da escola sofista, não alcançou a amplitude universal da criatura quando afirmou que “o homem é a medida de todas as coisas”.

Com o pensamento elevado ao nosso Divino Mestre, caminhemos mais adiante e digamos que o Espírito Eterno, que habita o corpo humano, ele sim, é a medida de todas as coisas, porquanto é Cidadão Celeste.

Mulheres e Homens de Boa Vontade, o nosso esforço é levar ao povo as fórmulas divinas do Amor e da Verdade, da Humildade e da Esperança, da Justiça e da Paz, que emanam dos ensinamentos do Educador Sublime: Jesus. É o Pão Espiritual que fazemos questão de dividir com todos. Quando tivermos conscientemente aceitado isso, não na superfície, mas no imo de nossa Alma, estaremos prontos para proclamar a Política de Deus ao ser humano e ao seu Espírito Imortal.

O segredo é confiar em Jesus! O Grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho. Eis o início de tudo. Conforme dizia o velho Goethe (1749-1832), “no princípio, a ação”. O valor se prova com o trabalho.

Então, as lamentações de Jeremias sobre Jerusalém encontrarão seu término, e “haverá um só Rebanho para um só Pastor”, que é o Cristo.

Que a Paz e a decisão de Deus estejam, agora e sempre, em todos os corações, porque grandes vitórias se aproximam, se fizermos por merecê-las. E tornemos o ano novo uma essencial Ressurreição.

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José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.

Compartilhar o pão (I)



*Estamos no mês de dezembro, o que nos faz sentir, na alma e no coração, que se aproxima a ambiência fraterna do Natal do Cristo Ecumênico.

Por sinal, a Legião da Boa Vontade, que surgiu no plano das formas sob a batuta do jornalista, radialista e poeta Alziro Zarur (1914-1979), sempre se fundamentou nas ações do Amigo Celeste de amparo às camadas material e espiritualmente mais sofridas da sociedade, tendo como lema “Salve o Natal Permanente de Jesus, por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz”.

Na madrugada de 4 de fevereiro de 2000, com o pensamento inspirado em tantas mensagens que vários pensadores produziram pelos milênios, refletindo uma vez mais sobre o alto significado altruístico dessa data espiritual não menos mística, transpus para o papel algumas palavras motivadas pela grandeza eloquente dessa Obra, que nos confraterniza.



MANJEDOURA E RESSURREIÇÃO

No mundo, existe ainda muita violência, mas não podemos deixar morrer a vibração de esperança que mantém os corações unidos.

Além da mesa farta e da alegre presença dos familiares, compartilhemos o pão da Boa Nova do Divino Mestre, a alimentar os corações com Paz e Fraternidade, veredas seguras pelas quais ansiamos por caminhar.

Na manjedoura, acendeu-se uma luz que cresceu no Calvário para clarear a consciência terrestre, glorificou o destino humano na Ressurreição e encheu de esperança o mundo quando Jesus subiu aos Céus e os Anjos anunciaram aos galileus comovidos que, da mesma forma, Ele retornaria à Terra (Atos dos Apóstolos, 1:8 a 14).

“8 (...) recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.

“9 Tendo dito estas palavras, foi Jesus alçado à vista deles, e uma nuvem O recebeu e O ocultou da visão de todos.

“10 E, estando a multidão com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se puseram ao lado deles,

“11 e lhes perguntaram: Galileus, por que estais olhando para o alto? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido nas alturas, há de vir do mesmo modo como O vistes ser elevado ao céu.

“12 Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.

“13 E, entrando, subiram ao cenáculo onde se reuniam Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu; Simão, o Zelote; e Judas, filho de Tiago”.

“14 Todos estes perseveravam unânimes em oração e súplicas, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos Dele”.

HUMANIDADE DISTRAÍDA

Os séculos transcorreram, com alegrias e tristezas, derrotas e vitórias e os constantes chamamentos do Mundo Superior a uma vida melhor para todos os povos. Porém, os ambientes de tirania e de ambição continuaram surdos aos apelos de Deus. Por isso, ainda hoje, não ouvem os prantos do Cristo sobre a Humanidade desatenta: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram mandados! Quantas vezes quis Eu juntar os teus filhos, como a galinha protege os seus pintinhos debaixo das asas, e tu não o quiseste!” (Evangelho segundo Mateus, 23:37).

Jerusalém simboliza atualmente toda a Humanidade distraída. Entretanto, a Claridade do Cristo continuou descendo como bálsamo para o Espírito de todos, mesmo para os que têm desprezado a mensagem Dele, mas principalmente para aqueles que estão perseverando até ao fim, consoante a Sua promessa aos fiéis de Esmirna: “Sê fiel até à morte, e Eu te darei a Coroa da Vida” (Apocalipse, 2:10).


*José de Paiva Netto, escritor, jornalista e radialista. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV).


Natal de Jesus!


Quando de Sua primeira vinda visível ao planeta, Jesus, o Provedor Celeste, exemplificou com a própria vida o valor da solidariedade sem fronteiras, sejam elas de idioma, cor da pele, opinião política etc. É Dele também uma postura ecumênica de amparo aos desfavorecidos da Terra.

Refletindo sobre o amplo e irrestrito significado do Natal de Jesus para a LBV e para os que com ela cerram fileiras na construção "de um Brasil melhor e de uma Humanidade mais feliz", recordo trecho de circular que escrevi em Brasília/DF, datada de 4 de junho de 1997. Faz parte da minha obra "Liderar sob a proteção de Deus", em preparação. Dedico a todos os corações de Boa Vontade:

(...) Elevemos uma fervorosa prece ao Cristo, nosso Senhor, porquanto esse é o caminho seguro que nos conduzirá à vitória. No Cristo, venceremos!

O que almejamos nós senão oferecer aos deserdados do mundo uma Ceia Especial, que nutra, para todo o sempre, os seus Espíritos, sequiosos de um alimento que vem do Alto: Jesus, o Pão vivo que desceu do Céu?

E esse Pão que desceu do céu igualmente é Educação e Cultura, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho com Espiritualidade Ecumênica! Um sonho que nos vem do Cristo de Deus, de forma que o tornemos uma instituição em toda a Terra. Para sua concretização, precisamos desenvolver um sentido realista, a fim de infalivelmente conduzir multidões pelas estradas do coração. Isso porque, nestes tempos de avançada tecnologia, é urgente que a Humanidade seja mais sensível aos sentimentos generosos, impulsionadores da Fraternidade e da Solidariedade Social, que andam fazendo bastante falta nos dias que correm. (...)

ORIGEM DE NOSSA RIQUEZA
Também em uma circular que escrevi no Rio Grande do Sul, em 4 de dezembro de 1998, registrei:

(...) Saibamos buscar no Cristo aquilo que Ele nos oferece e de forma alguma desprezar o que Ele concede a nós, por força da Sua Graça e da Sua Generosidade. Somos ricos. Precisamos descobrir isso com urgência e teremos um Brasil cada vez melhor e uma Humanidade mais feliz. Na verdade, a grande economia ainda está por se fazer, porque Jesus é maior que todos os economistas. Quando todos tiverem descoberto a Economia de Deus, que sustenta o Universo, a riqueza do Brasil será inexcedível, jamais conhecida em toda a história da Humanidade.

Digo isso para ilustrar a crença no Supremo Governante da Terra como Grande Administrador e Economista. Compreender essa realidade é o que falta para que não haja mais miséria na Terra, pois Ele disse: "Tudo aquilo que pedirdes na prece, crede que o recebereis, e vos será concedido" (Evangelho do Cristo segundo Mateus, 21:22) e "se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a um monte: sai daqui, lança-te ao mar, e assim acontecerá, pois nada vos será impossível" (Mateus, 17:20).

Assim, realizaremos todo esse espectro maravilhoso de planos para tornar melhor a vida dos desamparados, não somente do corpo, que são bilhões, mas de Espírito, que é toda a Humanidade, carente de alguma coisa. Ela, de certa forma, está vivendo um vazio, porque a criatura não pode sobreviver, subsistir sem o Amor do Seu Criador.

Esse conhecimento, que não tem nada de ilusório, mostrará o roteiro para o sucesso total na vida. Ninguém é feliz por ser rico e até por ser pobre, mas quando se encontra a si próprio ou a si própria. Aí tem em mãos as armas de que necessita para derruir qualquer pedreira que lhe dificulte achar a sua felicidade real. Do contrário, Jesus não nos teria advertido na Boa Nova consoante Mateus, 6:33, sobre a lei básica da Economia, instituída pelo Criador de nosso planeta: "Buscai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas".

AGRADECIMENTO
Foto: Vivian R. FerreiraAstróloga Maria Eugênia.Recebi da famosa astróloga e escritora Maria Eugênia de Castro e do monge budista Gustavo Alberto Correa Pinto o livro "Astrologia & Budismo". Nele, fui agraciado com as seguintes dedicatórias: "Para o amigão Paiva Netto e família o carinho da Maria Eugênia" e "Para o irmão Paiva Netto, com votos de Luz. Um abraço. Gustavo".

Também fui presenteado com outro volume, "O livro dos signos", de autoria de Maria Eugênia de Castro, Luiz Augusto P. A. Figueira e Paula Dornelles Bevilaqua. "Para o grande e eterno amigo Paiva Netto. O carinho da Maria Eugênia".

Grato a todos pela deferência.

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José de Paiva Netto, escritor, jornalista, radialista, compositor e poeta. É diretor-presidente da Legião da Boa Vontade (LBV), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Associação Brasileira de Imprensa Internacional (ABI-Inter). Filiado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), à International Federation of Journalists (IFJ), ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, ao Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e à União Brasileira de Compositores (UBC). Integra também a Academia de Letras do Brasil Central.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O balde no pescoço



O balde no pescoço




Nilza Teresa Rotter Pelá

de Ribeirão Preto, SP

Há muitos anos moramos em um mesmo bairro, para lá mudamos com uma filha pequena e alguns anos depois nasceu o segundo filho. Como nossa família muitas outras foram chegando ao bairro e as famílias foram crescendo e as crianças também. Formaram um grupo que passamos a chamar "os meninos da rua" (da rua e não de rua). A esse ativo grupo de crianças, aos poucos, foi juntando novos elementos: os cachorros das famílias. Pequenos no começo foram se diferenciando, assim como seus donos. Os meninos tornaram-se adultos jovens com opções diversificadas, uns foram para a faculdade, outros buscaram empregos ao término do colegial e alguns poucos enveredaram por caminhos inadequados. Os cachorros tornaram-se velhos e muitos foram acometidos por doenças e tiveram que serem operados.
Hoje é difícil ver os "meninos" andando pelo bairro, entretanto é freqüente ver os cachorros caminhando com um balde, com o fundo cortado, preso ao pescoço.
Na primeira vez que vimos esta imagem surrealista ficamos surpreendidos, depois viemos saber que isto era um mecanismo de proteção para o animal, pois operado ficava a lamber a ferida cirúrgica e isto podia ser prejudicial à cicatrização. 



Com a aproximação do "ano novo", quando nos propomos a reflexões mais profundas, a imagem do cão com o balde no pescoço tem estado muito presente sobretudo porque temos analisado que em algumas circunstâncias nós os humanos necessitamos de "baldes" que nos ajudem a evitar males maiores. Quando não conseguimos modificar hábitos nocivos, por livre e espontânea vontade vem o médico e precisa colocar o balde simbólico em nosso pescoço, proibindo isso ou aquilo. Como nem sempre é suficiente começamos a sentir a conseqüência e então por medo começamos a mudar.
Muda-se não porque está convencido que isto é o melhor, mas pelo medo da conseqüência. Neste estado de coisas é o balde simbólico que nos contêm e não nossa modificação de atitude. É o glutão que faz o regime esperando o dia da alta para comer tudo que lhe foi proibido, o fumante que fuma escondido como se assim enganasse o médico e familiares quando na verdade está a enganar a si mesmo.
Muitas vezes há necessidade de nascer para nova experiência terrena com o balde amarrado ao pescoço para que mal maior não sobrevenha.
Na questão 852 de O Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: "Há pessoas que parecem perseguidas por uma fatalidade, independente da maneira que procedem. Não lhes estará no destino o infortúnio?" R: "São, talvez, provas que lhes caiba sofrer e que elas escolheram. Porém, ainda aqui lançais à conta do destino o que mais das vezes é apenas conseqüência da vossas faltas. Trata de ter pura a consciência em meio dos males que te afligem e já bastante consolado te sentirás."
As limitações educativas, ainda necessárias em nosso atual estágio evolutivo funcionam com baldes a evitar males maiores. Rebelar-se com estas situações limitantes que visam conter nossos impulsos inferiores podem nos ferir inutilmente nada acrescentando ao nosso patrimônio espiritual.
O balde simbólico, leia-se as limitações, tem como objetivo uma reformulação de nossos valores de vida acelerando nossa romagem evolutiva.
Um rei da Inglaterra, a cada noite pedia à Deus "ensina-me a não chorar pela luta, nem pelo leite derramado" e os alcoólicos anônimos oram pedindo forças para mudar o que pode ser mudado e para aceitar o que não pode.
Quando o "balde" aparecer, antes de lutar com ele valeria a pena perguntar-se qual o ensinamento que nos trás.
(Jornal Verdade e Luz Nº 179 de Dezembro de 2000)
Origem destes artigos Aqui: