Meus Amigos

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Como espantar o medo? - Conclusão



O Cristo Ecumênico — o Divino Estadista — ensinou que, firmados em Seus ensinamentos, conseguimos superar o medo e alcançar uma vida segura, cheia de vitórias. Em Seu Evangelho segundo Mateus, 14: 22 a 33, encontramos o registro da passagem: Jesus anda por sobre o mar, nela é possível perceber, por meio da atitude corajosa de Pedro Apóstolo, discípulo do Divino Mestre, que mesmo o aparente impossível pode ser superado para quem confia em Jesus. Entretanto, andando sobre as ondas, o Apóstolo sentiu medo e caiu. Imediatamente, recorreu ao Amigo Celeste e foi resgatado, ensinando-nos outra grande lição. O medo é um desafio muitas vezes criado por nós mesmos e que pode chegar a nos impedir de continuar na nossa caminhada, se permitirmos. Pedro andava firmemente sobre as águas em direção ao Educador Celeste, mas por um momento se deixou abater e começou a afundar. No entanto, imediatamente, o Cristo estendeu-lhe a mão e apresentou a todos nós uma das maiores soluções para vencermos o medo: a Fé Realizante*².

Como o próprio nome diz, a Fé Realizante é aquela que, além de acreditar, age. Dessa forma, vai ganhando força dentro de nós e toma grande proporção diante do desafio que enfrentamos. Logo, quando menos percebemos, mesmo as grandes lutas podem ser superadas e vencidas. 

Aprendemos com o educador Paiva Netto que: "Ter medo é o mesmo que dizer a Deus: ‘Não creio em Ti, Senhor’. E isso jamais o faremos!". Portanto, para espantar o medo é preciso primeiramente acreditar e depositar nossa confiança em Jesus. E, em seguida, partir para a ação, aproveitando o amparo Divino e criando oportunidades no Bem, sem medo e dúvidas no co
Foto: Clayton Ferreiraração. 

Além disso, outra iniciativa importante é sempre buscar o conhecimento espiritual que o Cristo de Deus nos oferece por meio da Bíblia Sagrada. Com o olhar da Espiritualidade Ecumênica sobre tudo o que acontece em nossa vida, sempre conseguiremos nos libertar do medo, afinal, como ensinou Jesus em Seu Evangelho segundo João, 8:32: "Conhecereis a Verdade (de Deus) e a Verdade (de Deus) vos libertará". A respeito disso escreveu o jornalista Paiva Netto em seu artigo O discurso de Roosevelt e o Apocalipse: "Procuremos, como aconselha Roosevelt, ‘transformar recuo em avanço’, isto é, receio em conhecimento, portanto, em luz, mas sob a claridade da qual possamos, vencendo milenares temores, construir o mundo novo prometido por Deus".

João Evangelista aprendeu com Jesus e registrou em sua Primeira Epístola, 4:18, o fundamento para nos afastarmos do medo: "No amor não existe medo; antes, o perfeito Amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no Amor." Que possamos, então, por meio da Caridade, que é sinônimo de Amor, juntamente com a prece ─ a oração, a reza ou a meditação, como queira chamar esse gesto de integração no Criador ─ encontrar a força divina que há em nosso interior e aproximar de nossa conduta os Espíritos de Luz*³ que poderão nos ajudar a vencer. Agindo assim, com Fé Realizante, com certeza nossa vida melhorará sempre!

ENCONTRE FORÇAS NA RELIGIÃO DE DEUS
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Thaisa Barcellos é Jovem Militante da Boa Vontade de Deus e graduanda em Jornalismo.


*¹ Pensamento publicado no livro Reflexões da Alma, de autoria do escritor Paiva Netto.

*² Fé Realizante — Importante tese desenvolvida pela Religião de Deus, a qual Paiva Netto definiu e organizou como um dos Quatro graus iniciáticos da Fé, registrada em Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, vol.2, p.189.

*³ Espíritos de Luz — A Religião de Deus nos ensina a confiar na presença dos Anjos da Guarda, dos Espíritos de Luz. Esses Numes Tutelares são servidores de Deus que velam a cada dia pelo nosso crescimento e por nossa vitória, na matéria e no Espírito.









terça-feira, 28 de agosto de 2012

As TVs, as novelas e a Familia



As novelas de TV: instrumento poderoso, mas mal utilizado




Muitas pessoas se espantaram com o fato de ter a revista VEJA, em sua edição do dia 8 de agosto, dedicado 9 páginas à novela Avenida Brasil, uma obra de ficção que a Rede Globo leva ao ar diariamente, às 21h.


Para que o leitor avalie o que tal fato significa, a revista dedicou na mesma edição 7 páginas ao julgamento pelo Supremo Tribunal Federal do mensalão, o escândalo que levou ao banco dos réus 38 pessoas, um fato de importância real e decisiva para o futuro de nosso país.

Saliente-se que a revista VEJA pertence a um grupo editorial que edita outras revistas voltadas para o entretenimento e os programas de TV, ocupando-se VEJA, geralmente, de temas cuja importância para a nação tem, a exemplo dos assuntos políticos e econômicos, muito maior relevância.

As novelas apresentadas pela TV cumprem, como se sabe, um papel importante no tocante ao entretenimento das famílias e constituem um dos poucos divertimentos colocados, a custo zero, à disposição da população brasileira.

Ocorre que nem sempre, pelos valores que transmitem, têm elas contribuído para a formação cultural e o fortalecimento humanístico daqueles que as acompanham, capítulo a capítulo.

Neste momento, a trama central das novelas que a Globo exibe tem como foco a ambição desmedida – que é o caso da novela das 18h –, a inveja e o despeito – caso da novela das 19h –, o ódio e a vingança – que é o caso da novela das 21h – e, por fim, a luxúria e a hipocrisia – que constituem o foco de Gabriela, obra baseada em um dos clássicos do saudoso Jorge Amado.

Alguns alegarão que é assim mesmo que o povo brasileiro se comporta e que as novelas retratam tão-somente o que existe de fato na sociedade.

Pode ser. Não nos cabe discutir se isso é ou não verdade. Mas ocorre nos programas de entretenimento, inclusive nas novelas da TV, o que um certo presidente da República disse, oportunamente, a respeito da imprensa no Brasil, que dá um destaque muito grande para o erro e as mazelas e ignora o que se faz de bom e de certo no País.

Parece-nos que os autores de nossas novelas decidiram enveredar pelo mesmo caminho, o que sinceramente lamentamos, visto que têm eles à mão um instrumento poderoso que, no entanto, é muito mal utilizado.

e a vida continua...: O quadro e sua pintura...

e a vida continua...: O quadro e sua pintura...: Numa exposição de pinturas em quadro, existem três tipos de pessoas em sua visitação. O "Critico", o "Olheiro" e o "Curioso"(mero expectad...

sábado, 25 de agosto de 2012

Adolescentes na Internet ─ Como ...?-Conclusão




Os pais e responsáveis pela educação dos jovens podem conhecer pouco, ou mesmo nada, dos recursos que a internet proporciona. Mas se preocupam com os riscos que os filhos correm no mundo (na escola, no trânsito, na rua e também no ambiente virtual), alguns deles já citados neste texto. Cientes desses perigos, é fundamental que preparem os jovens para fazerem suas escolhas com consciência e responsabilidade, sabedores das consequências que elas lhes proporcionarão, e essa é uma tarefa intransferível. 

A conversa franca e sincera com os filhos, procurando ouvi-los e entender seus anseios, assim como suas convicções e inseguranças, auxilia muito no momento de orientar. Nessa hora é preciso demonstrar confiar nela ou nele, mas apresentar também com clareza (respeitando a faixa etária da filha ou do filho) as ameaças a que todos os internautas estão expostos, quando não estão preparados para os perigos que podem afetar as suas vidas, ou quando perdem o equilíbrio do uso que fazem da ferramenta. Mas como promover esse diálogo sem assustar ou afastar os filhos?

Para o sucesso de qualquer diálogo, existe a Prece, ferramenta que permite a todas as pessoas que busquem em Jesus a inspiração necessária para o que se pretende na conversa fraterna. O Cristo nos ensina em Seu evangelho que "Tudo o que pedirdes na Prece, crede que haveis de receber" (Evangelho segundo Mateus, 21:22). Sobre essa forma clara e fraterna de tratar os assuntos, ensina o líder da Religião Divina: "Na vida pessoal ou coletiva, temos de saber, com honestidade, nos preparar para o amanhã. Daí o imenso valor dos pais, das mães e dos educadores. Repetidas vezes retomo o que declarei, em 1981, numa entrevista ao veterano jornalista italiano, radicado no Brasil, Paulo Rappoccio Parisi: administrar o próprio lar, entidades, empresas e nações é chegar antes. Isto é, com decisão e postura eficaz, procurar antecipar-se aos acontecimentos, evitando dificuldades ou mesmo estabelecendo correção de rumo ante os riscos que se anunciam independentemente de tempo ou lugar. (...) No entanto, para a segurança e o desenvolvimento humanamente sustentado de qualquer organização é essencial, por exemplo, que todos os seus componentes, de alto a baixo, aprendam uma grande ciência: a ciência do diálogo"¹.

Por Émerson Damásio
1¹ Publicado por Paiva Netto no artigo Administrar é chegar antes.
² Reeducar – Para compreender melhor este conceito adquira o livro É Urgente Reeducar, de autoria do educador Paiva Netto.
Paiva NettoSite OficialReflexão sobre o Dia dos PaisPublicado em centenas de jornais, revistas e sites no Brasil e no exterior.Desumanidade gera desumanidade
Reflexões da Alma
Deus semeia o Seu Amor onde as Suas criaturas existirem. Agora, depende delas cultivá-lo ou não.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Jose da Galileia, pai de Jesus"





"Jose da Galileia, pai de Jesus" / Texto:Revista Seareiro. [http://www.espiritismoeluz.org.br/]



A vida dos homens que participaram da história do Cristianismo é rica em detalhes e acontecimentos.

Desde o Velho Testamento, até nos dias atu...
ais, passando pelo Novo Testamento, vários homens deram a sua colaboração para que o Evangelho de Jesus fosse vivido.
...

Houve porém um homem que pouco comentamos ou citamos quando falamos do Evangelho:

José da Galiléia, pai de Jesus.

São raras as passagens em que ele é mencionado no Evangelho, mas, nas poucas vezes, dá para analisar o tamanho da sua fé e confiança nos desígnios de Deus.

Sempre que os Espíritos Superiores (anjos, na letra da Bíblia) o chamavam em sonho para tomar alguma atitude, ele não titubeava e sim cumpria as ordens, porque reconhecia o seu papel.

Levou Maria e Jesus para o Egito por ordem dos Espíritos Superiores e aguardou, como foi ordenado; e, quando novamente, foi-lhe pedido para que voltasse para Israel, assim o fez.

Quanta confiança nas determinações do Altíssimo! Isto se chama fé!

Não nos esqueçamos que durante todo o tempo em que Maria e Jesus iam daqui para lá, fugindo das perseguições, José tinha a função de protegê-los.

Verificamos também na figura de José a prática da humildade, pois, mesmo sendo honrado com as orientações de anjos, nunca se vangloriou de dádiva tão alta.

Apenas cumpria as determinações.

Sabendo da missão de Jesus, não se envaideceu, apenas conduziu a sua família como um pai deve fazer.

Cumpriu os seus deveres para com as autoridades da Terra quando foi chamado com a sua família para o censo que se realizava em Jerusalém, dando a lição que podemos atender às leis da Terra e ao mesmo tempo cumprir as de Deus.

Visualizemos a figura do pai que deve encaminhar o seu filho, dando-lhe educação, ensinando-lhe o respeito às leis de Deus, suprindo o lar do pão material e cumprindo o seu papel de protetor da família.

Nesta figura temos o exemplo de José.

Jesus, dando-nos o exemplo de como devemos nos comportar perante a autoridade paterna, cumpriu com a o bediência que devia a seu pai, inclusive aprendendo e ajudando-o na carpintaria.

Nos dias atuais devemos analisar bem este personagem valoroso que foi José e tentarmos seguir-lhe o exemplo, conduzindo nossos filhos com respeito, religião, disciplina e amor. E aos filhos, cabe o exemplo de obediência e carinho que Jesus deixou.

O Cristianismo deve muito a José da Galiléia e, nas palavras de Emmanuel:

"A ele deve o Cristianismo a porta da primeira hora, mas José passou no mundo dentro do divino silêncio de Deus."

Que Deus abençoe a todos os pais, para que possam abraçar as suas tarefas de condução das suas famílias para Deus.
.
Wilson.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O parente difícil




O parente difícil


O parente que se te instalou no caminho por obstáculo dificilmente transponível…

Abençoa-o e ampara-o, quanto puderes.

As leis de causa e efeito, tanto quanto os princípios de afinidade, não funcionam sem razão.

Observa.

O tempo segue rápido. Criaturas que viste na infância do corpo físico, quase que de improviso se transformaram e renteiam contigo nos caminhos da madureza.

Acontecimentos que rearticulas, a cores vivas, na memória, mostram a idade de muitos lustros.

Assim, no curso do tempo, as existências se intercambiam umas com as outras.

Os companheiros do passado voltam a nós, reclamando o trabalho ou a pacificação, o reajuste ou a assistência que lhes devemos.

Esse coração magoado e sofredor que nos compartilha a estrada do cotidiano na Terra é invariavelmente aquele mesmo Espírito que se nos fez o credor de maior ternura e mais ampla abnegação.

O filho rebelde, junto do qual te surpreendes hoje, é o irmão a quem prejudicaste ontem, com irreflexões que o atiraram para a teimosia ou para as sugestões de vingança;

a filha menos submissa de agora é a jovem de antigamente em cujo sentimento plantaste desespero e revolta;

o pai enigmático dos dias que correm é o companheiro que escravizaste aos próprios caprichos e de quem, no pretérito, comandavas as horas com violência e tirania;

a genitora dominante é a irmã de outrora que tratavas sob os pés;

o familiar portador de inquietação e de sofrimento é sempre a mesma pessoa que se desequilibrou à conta de nossos erros, em épocas transatas, e que exige reabilitação ao preço de nosso cuidado e devotamento, nas áreas da existência física.

É verdade que isso nem sempre ocorre na pauta de débitos nossos, ante a justiça. O amor, onde surja, sabe sempre trazer a si aqueles a quem se consagra, convertendo empeços e provas em esperanças e alegrias, à feição de Jesus que nos ama desde séculos imemoriais muito antes que o conhecêssemos, e nos sustenta a todos, na Terra, sem dívida alguma para conosco.

Ainda assim, recordemos: todo parente difícil é trabalho de amor ou rearmonização que a Divina Providência nos confia, a fim de que tenhamos o privilégio de transfigurá-lo em degrau de serviço e de luz, no rumo de nossa própria sublimação.


Do cap. 24 do livro Astronautas do Além, de autoria de Francisco Cândido Xavier, J. Herculano Pires e Espíritos diversos.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Como espantar o medo?-Parte I

Por> *Thaisa Barcellos 






O medo pode surgir em muitos momentos de nossas vidas, seja na hora de tomar uma importante decisão, ao presenciar uma situação de perigo, receber um diagnóstico médico, enfrentar o retorno de um ente querido à Pátria Espiritual, e tantos outros. Ele existe, e, por isso não é possível ignorá-lo. Entretanto, podemos e precisamos aprender a superá-lo, de forma a não condicionar nossas escolhas e atitudes ao temor. A Religião de Deus, que sempre nos conforta com seus sublimes esclarecimentos espirituais e ecumênicos, propõe que não nos tornemos escravos do medo, sentimento que, muitas vezes, nos "trava", impedindo-nos de realizarmos diversas ações para o progresso humano-espiritual, coletivo e individual.

Uma observação importante: ter medo é diferente de ter cautela, estar atento a certos perigos que existem nos dias de hoje, e que fazem com que criemos uma barreira de proteção e reflitamos um pouco mais antes de tomar determinadas decisões. Esse cuidado é muito importante, nos preserva. Por outro lado, se nos deixamos dominar pelo medo, que é a reação exagerada aos perigos ou o sofrimento sobre o desconhecido, atraímos, espiritualmente, vibrações negativas, disparamos reações físicas e psicológicas que podem se transformar em doenças, corremos o risco de nos precipitar. Daí o presidente-pregador da Religião de Deus, José de Paiva Netto, sempre afirmar: que "Jesus ensinou a humildade, jamais a covardia. O medo paralisa a criatura, e Ele determinou aos seus discípulos ação; mas, damas e cavalheiros, boa ação"*¹.


*Thaisa Barcellos é Jovem Militante da Boa Vontade de Deus e graduanda em Jornalismo.


*¹ Pensamento publicado no livro Reflexões da Alma, de autoria do escritor Paiva Netto.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vai-te Mulher _ Jesus




 

Theodoro Papa


Vejo Jesus lá na sua infância, 
No Templo pregando aos doutores, 
Com humildade e sem arrogância, 


Falando de Deus Pai aos pastores.


Vejo sim, Jesus nas bem-aventuranças, 
Consolando enfermos e sofredores, 
Esclarecendo adultos e crianças, 
Curando males, aliviando dores.

Vejo Jesus lá no meio da multidão 
E alguém que a túnica lhe tocou, 
E o Mestre, falando-lhe com emoção 
"Vai-te, mulher, a tua fé te curou".

Vejo Jesus frente ao publicano, 
Dizendo "Em tua casa jantarei", 
E lá serás tu, "um novo ser humano, 
Zaqueu com luz, "Tudo devolverei".

Vejo Jesus no Calvário, sangrando, 
Na cruz, entre os malfeitores vorazes, 
E o Nazareno sempre perdoando, 
"Pai, perdoa, não sabem o que fazem".

Não vejo Jesus entre a corrupção
E nem entre os vendilhões do Templo,
Pois que Ele tem um grande coração
E deste mundo é luz e o exemplo.

Não vejo Jesus onde o mal impera
E nem onde domina a falsidade,
A dupla que a desarmonia gera,
Provoca conflito na humanidade.

Vejo Jesus em Saulo, com muita luz,
Em Madalena que via outro plano,
Na samaritana, quando viu a luz
E no Velho cobrador, o publicano.

Possa ver o Mestre Jesus aqui nascer,
Em nossos corações, que desejamos,
E com Ele sempre unidos conviver,
Provando que realmente nos amamos.


sábado, 18 de agosto de 2012

Adolescentes na Internet ─ Como ...?- 2° Parte

Por Émerson Damásio

Diante dessa triste realidade, a família precisa aprender e ensinar a proteger. São inegáveis os benefícios e avanços proporcionados pela internet, mas não se pode fechar os olhos para os riscos provocados por mentes doentias, que espalham dor por onde passam: pedofilia, violência, roubo, entre outros resultados nocivos às suas tantas vítimas. Muitos adolescentes expõem em demasia a sua vida (como preferências pessoais, informações da escola e de outros lugares que frequentam) e até mesmo a de seus pais e amigos, tornando-se alvo de pessoas que se aproveitam das informações publicadas para intentos perniciosos. Especialmente os abusadores, muitas vezes, se passam por adolescentes ou jovens, conquistando assim a confiança de quem está do outro lado, conectado.

Cuidados de comportamento

Há ainda que se considerar outros fatores que a má utilização ou os excessos no uso da internet acarretam, como aumento da ansiedade no comportamento do usuário, o que atualmente chamam de "tecnoestresse", que proporciona uma série de reações tais como isolamento, insônia, dores de cabeça, pelo corpo e muitas outras. 

O
Foto: Shutterstocks pais e responsáveis pela educação dos jovens podem conhecer pouco, ou mesmo nada, dos recursos que a internet proporciona. Mas se preocupam com os riscos que os filhos correm no mundo (na escola, no trânsito, na rua e também no ambiente virtual), alguns deles já citados neste texto. Cientes desses perigos, é fundamental que preparem os jovens para fazerem suas escolhas com consciência e responsabilidade, sabedores das consequências que elas lhes proporcionarão, e essa é uma tarefa intransferível. 

A conversa franca e sincera com os filhos, procurando ouvi-los e entender seus anseios, assim como suas convicções e inseguranças, auxilia muito no momento de orientar. Nessa hora é preciso demonstrar confiar nela ou nele, mas apresentar também com clareza (respeitando a faixa etária da filha ou do filho) as ameaças a que todos os internautas estão expostos, quando não estão preparados para os perigos que podem afetar as suas vidas, ou quando perdem o equilíbrio do uso que fazem da ferramenta. Mas como promover esse diálogo sem assustar ou afastar os filhos?


Origem deste artigo:Confira AQUI

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Jesus teria agido de modo violento contra os vendilhões do templo de Jerusalém?


Jesus e os Vendilhões

jesus_vendilhoes

Fabiano Possebon
Verdade e Luz - Edição 257

Jesus teria agido de modo violento contra os vendilhões do templo de Jerusalém? O episódio citado por todos os evangelistas é uma passagem que sempre me deixou perplexo.
Será crível que um espírito do quilate do Mestre praticasse aqueles atos agressivos?
Vejamos a narrativa de Marcos: “E foram para Jerusalém. Entrando ele (Jesus) no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo, também os ensinava e dizia: Não está escrito que a minha casa será chamada casa de oração, para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores!”.
João é o único evangelista que afirma que Jesus fez um azorrague (chicote) para expulsar os vendilhões, mas não diz se o usou realmente. Ou será que ele o fez apenas para demonstrar autoridade ou intimidá-los? Há quem pense que o chicote foi mencionado em sentido figurado, que acabou sendo tomado ao pé da letra. O olhar de Jesus teria sido firme como se estivesse usando um chicote.
Mas, isto é uma hipótese. O interessante é que as descrições dos outros narradores são bem parecidas, porém não fazem menção a nenhum azorrague...
Afinal, o que, de fato, aconteceu?
Realmente, o Divino Rabi não tumultuou qualquer atividade espiritual que estivesse sendo realizada no templo, porque a cena da expulsão, deveras, não se deu no interior dele, onde se faziam os cultos, e nem sequer no pátio interno, onde somente os israelitas entravam, mas sim na parte externa, ao redor do edifício, em que até os gentios, isto é, os estrangeiros, podiam entrar.
Não é possível que Jesus tivesse chicoteado alguém (como fazem questão de mostrar algumas películas), na verdade, ele não feriu nem mesmo os animais, pois “disse aos que vendiam os pombos: tirai daqui estas coisas” ( são palavras de outro evangelista), certamente para que removessem as gaiolas em que se encontravam as aves que eles vendiam.
O que o Mestre fez foi, realmente, preparar a cena para, ao fim, dizer algo muito importante: o templo não era para servir de ponto de comércio, mas sim para o trato das coisas espirituais. Vejam, caros leitores, que do acerto de sua atitude, falou o resultado: o povo todo interrompeu o comércio, o burburinho, e prestou atenção ao apelo.
E nós, espíritas, devemos nos lembrar deste fato e procurar sempre fazer com que a Casa Espírita seja um local de estudos e atividades espirituais, não permitindo que ela se transforme num ambiente de comércio e atividades vulgares.