Meus Amigos

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mensagem espiritual do Irmão Índio FLEXA DOURADA




Trechos da Mensagem espiritual do Irmão Índio FLEXA DOURADA enviada no Rio de janeiro, sábado, dia 28/07/2007 através do sensitivo(médium)Francisco de Assis Periotto.
"Salve JESUS! Salve JESUS!
É hora da caridade espiritual. Essa é a maior preocupação dos espíritos do Bem, hoje. nossa dedicação maior é de manter todo mundo pensando no trabalho espiritual. Na comunicação espiritual, na comunicação do Evangelho, na comunicação do Apocalipse, isto é, a comunicação que interessa a JESUS e a DEUS nosso Pai. A grande proteção de DEUS vem desse trabalho de esclarecer o povo espiritualmente. Muita união, muita luz e respeito a todos no ecumenismo de DEUS. Os espíritos de Bem querem muita união, querem muita luz entre todos, muito respeito mútuo. Nada, absolutamente nada, sem a união verdadeira consegue prosperidade. Toda a fortaleza material depende do sucesso espiritual. Isso é o que interessa aos espíritos de DEUS, porque OS TEMPOS CHEGARAM. fazer crescer as obras de caridade espiritual é o nosso dever. Evangelho, Apocalipse e tudo analisado e visto à luz deles em Espírito e Verdade sob a proteção do Novo Mandamento do mestre JESUS (Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei).  Muita gente que dirige países do mundo nada tem haver com o sentimento humano. Isto é um prejuízo para estes povos. OS TEMPOS CHEGARAM.  Existem muitos espíritos cobradores de carma e já estão à postos em cima destes países. A foice do carma está levantada. O mundo vive um quadro perigoso. O quadro da foice que ceifa. Essa é a representação que encontro hoje espiritualmente para explicar a vocês o que caminha sobre o mundo. Enquanto vem uma bonança com muita luz, lá na frente clarendo os espaços que a escuridão deixa, existem espíritos das trevas, por aí, bem atrás dos seus purgados(que estão resgatando seus erros passados). vem muita coisa feia sobre o mundo. JESUS mandou soltar tudo. Mandou abrir o UMBRAL(região do astral inferior). Vai haver um encontro. Por isso que a boa vibração, agora mais do que nunca, é necessária da parte de todos. cada um encontra o seu fim. Quem viver na seara de DEUS terá a proteção dos espíritos do Bem. Quem vibrar na faixa do mal terá a companhia dos piores obsessores. Quando falamos aqui em comunicação espiritual, não quer dizer comunicação dos espíritos somente, não é isso apenas. comunicação espiritual Divina é o Evangelho, é o Apocalipse, é a Religião de DEUS, são os escritos inspirados do Irmão ALZIRO ZARUR e do Irmão PAIVA NETTO, o Irmão Di Paiva. porque se não fizermos esta expansão, se crescermos apenas materialmente, outros espíritos serão atraídos para fazer proteção à obra, mas não serão espíritos da envergadura dos espíritos da falange do DR. BEZERRA DE MENEZES. Os espíritos da falange do DR. BEZERRA não estão mais preocupados em crescimento material. Eles estão preocupados em crescimento espiritual, em exclarecer o povo a respeito do Evangelho e do Apocalipse de JESUS. Todos têm que primar pela paciência, pela paciência diante das lutas, assim se consegue tudo. Tudo o que DEUS aprova!
Salve JESUS!"    

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O Camelo que defecou no rio




Um camelo atravessava um rio de rápida correnteza. 

Defecou, e viu então seu excremento passar por ele, levado 

pelas águas ligeiras. E disse: "o que vejo? O que estava 

atrás de mim ainda agora, eu vejo passando a minha frente!"
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Moral da história:


Isto se aplica a uma cidade ou um país em que os últimos e 

os imbecis é que dominam em vez dos primeiros e dos 

sensatos. 



Fabuda de ESOPO - Fabulista grego do século VI a.C.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Assembléía dos Ratos







Era uma vez uma colônia de ratos, que viviam com medo de um gato. Resolveram fazer uma assembléia para encontrar um jeito de acabar com aquele transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim, um jovem e esperto rato levantou-se e deu uma excelente ideia:

-Vamos pendurar uma sineta no pescoço do gato e assim, sempre que ele estiver por perto ouviremos a sineta tocar e poderemos fugir correndo. Todos os ratos bateram palmas; o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um velho rato que tinha permanecido calado, levantou-se de seu canto e disse:

- O plano é inteligente e muito bom. Isto com certeza porá fim à nossas preocupações. Só falta uma coisa: quem vai pendurar a sineta no pescoço do gato?

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Moral da história:

Falar é fácil, fazer é que é difícil.



A ASSEMBLÉIA DOS RATOS - Fábula de ESOPO - Fabulista grego do século VI a.C. -

domingo, 14 de outubro de 2012

Carroça Vazia- Falar e ouvir





Num certo dia, um pai convidou o filho para irem de maratona a Atenas a pé. O filho aceitou com entusiasmo, e disse: que bom! meu querido pai, quem sabe se não vejo os ilustres sábios a discutirem na ágora de Atenas. E foram caminhando. Depois de um certo tempo pararam para descansar debaixo de frondosas árvores à beira de uma riacho. Se fartaram de beber água e descansaram sob as sombras ouvindo as melodias dos pássaros. Nesseinterim, também se ouvia um barulho. O menino apurou os ouvidos e disse: - esse barulho deve ser de uma carroça.

- Isso mesmo, disse o pai do menino. É uma carroça vazia.

O filho perguntou ao pai:

-Papai, como o senhor pode saber se a carroça está vazia se ainda não a vimos?

Então o pai disse:

-Ora, é muito fácil saber se uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que ela faz.

O menino virou adulto, e quando ele via uma pessoa falando demais, inoportuna, se intrometendo nas conversas dos outros, tinha a impressão de ouvir a voz do pai disendo:

"Quanto mais vazia a carroça, mior é o barulho."

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De ESOPO - fabulista grego.

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Moral da história:

"Quem muito fala, muito erra."

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cosme e Damião-Origem, Martirio e Festejos



Filhos de nobre família de cristãos árabes, nascidos por volta do ano 260dc, na região da Arábia,com os nomes de  Acta e Passio, viveram na Ásia Menor no Oriente, e desde muito jovens os dois manifestaram dons para a medicina; estudaram e se diplomaram na síria; como profissionais competentes e dignos. Após o que foram trabalhar como  missionários médicos na Egéia. Amavam fervorosamente a Jesus Cristo, e decidiram conquistar pessoas para O Semhor Jesus, através do seu trabalho; razão por que não cobravam pelos serviços prestados, como consulotas e atendimentos. Essa forma deprestação de serviço ficou conhecida como "anárgiros", que significa, "Aqueles que são inimigos do dinheiro/que não são comprados por dinheiro".A meta dos dois jovens era amealhar outra forma de riqueza, com sua obra médica e com o seu apostolado; era a conversão dos perdidos para a causa do Cristo, realização que os dois conseguiam cada vez mais. Apaixonados pela causa,e inspirados pelo Espírito Santo, utilizavam a fé, aliada aos conhecimentos académicos, e sempre confiando no poder da oração, operavam verdadeiros milagres, pois que atuavam em nome de JESUS CRISTO, e assim, curavam doentes muitas vezes a beira da morte certa.
Mas seus feito fraternos em favor das criaturas do Criador, não se resumiam apenas aos humanos, e curavam também aos animaisfirmes no conceito de que "Toda a criação aguarda com ardente expectativa, pela manifestação da glória de Deus em seus filhos." (Romanos 8.18:19).
Desta forma, manifestaram autoridade do alto, pregando o Evangelho de Jesus com claros sinais de prodígios; plantando a semente da salvação em muitos corações, e colhendo inúmeras conversões a Jesus.


Como todos os que se dedicam a uma causa santa, por pregarem o cristianismo, Cosme e Damião foram presos, levados a tribunal e acusados de se entregarem à prática de feitiçarias e de usar meios diabólicos para disfarçar as curas que realizavam. Ao serem questionados quanto as suas atividades, eles responderam: "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo, pela força do Seu poder".
Era então o tempo do Imperador Diocleciano, meados  do ano 300dc. cujo odiava aos cristãos, segundo ele por não seguirem aos costumes pagãos de adoração aos ídolos sagrados do Imperio romano. autorizou então a perseguição a todos os cristãos, e como as atividades dos dois médicos missionários estava chamando muito atenção das autoridades locais, recebeu do proprio Imperador a ordem para preseguição e prisão dos cristãos médicos gêmeos .
Formados sob  os princípios da fé cristã  desde quando ainda eram crianças, e por isso recusaram-se a adorar os deuses pagãos, apesar das ameaças de serem duramente castigados. Ante o governador Lísias, ousaram declarar que aqueles falsos deuses não tinham poder algum sobre eles, e que só adorariam o Deus Único, Criador do Céu e da Terra. Mantiveram a Palavra do testemunho de Cristo, impressionando a todos por seu Amor e sua entrega a JESUS.
"Não renunciaram aos princípios de Deus, e sofreram terríveis torturas por isso. Mas mesmo torturados, não abalaram sua convicção e jamais negaram a fé. Em 303, o Imperador decretou que fossem condenados à morte na Egéia. Os dois irmãos foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com setas, mas eles resistiram às pedradas e flechadas. Os militares foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos. E assim, Cosme e Damião foram martirizados.


 Entre seus milagres estão a cura e a materialização (após a morte) para ajudar crianças vítimas de violência.
São associados aos Ibejís, divindades gêmeas do Candomblé. Apesar do catolicismo oficial venerar a figura de Cosme e Damião como santos adultos e que dedicaram a vida a praticar a medicina caridosa, os mesmos santos “correspondem” a entidades infantis nos cultos afro – brasileiros, e é justamente dessa maneira que Cosme e Damião são venerados pela maior parte de seus devotos: os santos meninos.


Basílica de São Cosme e São Damião em Roma

 O ano não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século IV. Os fatos ocorreram em Ciro, cidade vizinha a Antioquia, Síria, onde foram sepultados. Mais tarde, seus corpos foram trasladados para uma igreja dedicada a eles. Dois séculos após sua morte, por volta do ano 530, o Imperador Justiniano ficou gravemente doente e deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra de Cosme e Damião.
A fama dos gêmeos também correu no Ocidente, a partir de Roma, por causa da basílica dedicada a eles, construída a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. A solenidade de consagração da basílica ocorreu num dia 26 de setembro e assim, Cosme e Damião passaram a ser festejados, pela igreja católica, nesta data.

Os nomes de Cosme e Damião são pronunciados inúmeras vezes, todos os dias, no mundo inteiro.
Até hoje, os gêmeos são cultuados em toda a Europa, especialmente na Itália, França, Espanha e Portugal. Além disso, são venerados como padroeiros dos médicos e farmacêuticos, e por causa da sua simplicidade e inocência também são invocados como protetores das crianças.
Por isso, na festa dedicada a eles, é costume distribuir balas e doces para as crianças.
Em casa onde existam Cosme e Damião, não entra epidemia, porque eles foram sempre considerados advogados contra “feitiços, bruxarias, mau olhado e espinhela caída”. Isso quanto às origens européias da devoção.
No que se refere ao ramo africano, sabe-se que foram os nagôs que nos trouxeram os seus gêmos, Ibeji, transformados numa das maiores tradições vivas das populações baianas, especialmente.
Nas casas de famílias católicas, suas imagens são comumente encontradas, em oratórios, pequenos altares ou simples prateleiras reservadas. No seu dia, estes pequenos altares tem desde de simples velas acesas, a oferendas como mel, caruru, balas e farofas de azeite.
 É comum também, distribuir pequenos saquinhos recheados de doces, balas e brinquedos as crianças nas ruas, comunidades onde se habita.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Maiior brasileiro de todos os tempos- Resultado


FRANCISCO DE PAULA CÂNDIDO OU PURAMENTE O "CÂNDIDO XAVIER DE TODOS OS POVOS"


Temos acompanhado a votação do “Maior brasileiro de todos os tempos”. Observamos que há extraordinário entusiasmo da plateia do SBT. Percebemos isso, principalmente quando foi anunciada a vitória do Chico Xavier sobre Airton Senna, sendo, por esse motivo, eleito para a grande final do certame. Assim como o século XIX, em termos de Espiritismo, foi o “Século de Allan Kardec”, o século XX e XXI serão conhecidos, no Brasil, como os “Séculos de Chico Xavier”.  Há um intenso acatamento por Chico Xavier na Pátria do Evangelho e, em particular, em Minas Gerais, que o elegeu, em promoção da Rede Globo-Minas, em 2000, “O mineiro do século”, com mais de 700.000 votos, derrotando Santos Dumont, Pelé, Betinho, Carlos Drummond de Andrade, Juscelino Kubitschek, Carlos Chagas, Guimarães Rosa e outros. Há alguns anos ocorreu outro sufrágio para eleger o “Maior brasileiro da história” , realizada pela revista Época na internet, e na ocasião o médium de Pedro Leopoldo obteve 36% do total dos votos, sendo eleito o Maior brasileiro da história.
Transcorridos 102 anos do nascimento do maior médium da história e seu nome permanece estimado. É até natural que tenhamos uma renovação do interesse pelo tema “Chico Xavier”: desde filmes a livros e matérias de revistas conhecidas, além é claro dos costumeiros ataques. Chico sempre inspirou os crédulos e algumas vezes incomodou os agentes contrários ao Espiritismo. Curiosamente o filme As vidas de Chico Xavier foi baseado numa pesquisa do jornalista – e descrente – Marcel Souto Maior sobre a vida de Chico. Foi uma biografia escrita por um céptico que gerou um filme dirigido por um ateu (Daniel Filho), tendo o papel de protagonista incidido sobre um ator que além de ateu sempre foi comunista (Nelson Xavier). Detalhe: Todos se disseram “mudados” pela história de Chico (1).
A figura de Chico Xavier, como pessoa, ainda é insuficientemente conhecida. Newton Boechat dizia “Chico Xavier é indimensionável.  Sobre ele nada adiantam os critérios humanos que sempre refletem os seus biógrafos, nunca o biografado.(2)  Para Cesar Perri, diretor da Federação Espírita Brasileira, “a portentosa obra mediúnica de Chico Xavier constituir-se-á em matéria para metabolização em longo prazo, por parte da família espírita e da Humanidade. Há claras propostas traçadas para um novo homem e para a construção de uma nova sociedade.” (3)
Chico Xavier nunca pensou em si, e sim, no próximo, mormente os carentes. Seus mais de 400 livros somam aproximadamente 45 milhões de cópias vendidas, segundo Perri. “Somente o livro ‘Nosso Lar’ tem 2,5 milhões de edições comercializadas em 15 idiomas”.(4) São livros publicados em diversos idiomas, cerca de 600 autores e centenas de mensagens esparsas, cujos direitos autorais (se cobrasse)lhe granjeariam a fabulosa fortuna de aproximadamente 200 milhões de reais, que ele caridosamente doou e distribuiu para centenas de instituições filantrópicas.  Chico nunca ficou com um centavo do dinheiro arrecadado com as vendas. Viveu inteiramente a vida em residência humilde, sustentado por sua aposentadoria, e atendendo pessoas de segunda a sábado sem jamais cobrar nada de alguém.
Não há, na história humana, um único caso de potencial mediúnico que se compare a Chico na psicografia. Ele nunca foi psicopata ou epilético. Não há um único registro médico de alguma doença mental!Mas, em nome da pseudociência críticos de plantão apresentaram 4 explicações para o fenômeno “Chico Xavier”: psicose, epilepsia, criptomnésia e telepatia. Esqueceu-se, no entanto, de pedir aos “cientistas” para reproduzir em outras pessoas o fenômeno mediúnico e escrever obras do nível de “Evolução em Dois Mundos”, “Mecanismos da Mediunidade”, “A Caminho da Luz”, “O Consolador” com conteúdos cientificamente irrepreensíveis, e romances do gênero “Há Dois Mil Anos”, “Ave Cristo!”, “Renúncia”, “Paulo e Estevão”, incomparáveis em beleza e em profundidade.
O que seria a tal criptomnésia, por exemplo, é um tipo de distúrbio de memória que faz com que as pessoas se esqueçam de que conhecem uma determinada informação. Segundo essa teoria, Chico psicografava “sem saber” do próprio inconsciente, e resgatava as informações que já havia “lido em algum lugar” durante a vida. Porém, imaginemos que junto a sua biblioteca composta de poucos livros e algumas revistas que ocasionalmente leu durante a vida, expliquem como tais informações se alojaram no seu inconsciente sem que ele conhecesse, nada mais risível... E sobre as poesias? E quanto aos volumes científicos? E quanto às explicações a propósito de economia e outros temas completamente fora de sua competência que deu certa ocasião aos inquisidores da Revista Cruzeiro que tentaram humilhá-lo? 
Anotou Marcel Souto Maior que quando os jornalistas da Revista Cruzeiro realizaram a célebre reportagem tentando ridicularizá-lo e desacreditá-lo, Chico reclamou para Emmanuel e este respondeu: “Rejubile-se, lembre que  Jesus Cristo foi para cruz e você foi para o “Cruzeiro”.(5)
Lembram-se do espetáculo cultural que demonstrou durante o programa Pinga-Fogo da TV Tupi, realizado em 27 de julho de 1971?  Chico provou seu descomunal conhecimento e incomensurável  desenvoltura poética.  À época, os antagonistas insinuaram que Chico Xavier foi um fracasso no “Pinga-Fogo”, todavia, conforme o “IBOPE” da época, 40 milhões brasileiros assistiram ao programa. Considerando-se que a população na época era de 90 milhões de habitantes, estamos diante de um fenômeno único na tevê aberta do País. Foi a maior audiência em percentagem da TV brasileira, maior até do que a final da copa de 70. Chico sofreu uma devassa de indagações, mas, convenceu e agradou de tal maneira o público, que a TV Tupi deliberou produzir novo “Pinga-Fogo” em 12 de dezembro de 1971.
Para desgosto dos detratores, consignamos que os maiores poetas e eruditos brasileiros defenderam Chico Xavier.  Em 1932, Humberto de Campos, presidente da Academia Brasileira de Letras, indumentado de espantosa audácia ética, deu entrevista ao “Diário Carioca” acastelando o médium, exaltando os temas e os estilos dos espíritos comunicantes, fiéis aos que tinham em vida terrena. Sobre esta hipótese no mínimo tão fantástica quanto à hipótese dos espíritos existirem, Monteiro Lobato declarou: “Se Chico Xavier produziu tudo aquilo por conta própria, merece quantas cadeiras quiser na Academia Brasileira de Letras”. Agripino Grieco, um dos mais receados e reverenciados críticos literários do País, confessadamente católico, testemunhou, espantado, Chico psicografar escritos de Augusto dos Anjos e Humberto de Campos, deixando evadir-se no seu arrebatamento e admiração perante estilos sóbrios e irrepreensíveis.
Asseguramos, sem fanatismo nenhuma, que inexistirá quem possa substituí-lo com a mesma índole de coragem, humildade, amor e elevação espiritual. Percebemos que aguardaremos uma eternidade (coloca tempo nisso!), até que Deus expeça a reencarnação de outro ser humano (ou sobre-humano?) da mesma natureza moral de Francisco de Paula Cândido (nome civil), ou seja, Francisco Cândido Xavier (pseudônimo literário), o “Cândido Xavier” de todos os povos.
Uma situação que muito nos entristece presentemente são as bombásticas “revelações” dos que conviveram com ele e estão alegando que Chico disse lhes isso ou aquilo (assuntos forasteiríssimos tais como previsões com datações de catástrofes, extraterrestres, abduções, “suas” reencarnações anteriores etc...). Em verdade uma coisa é ouvir dizer que o Chico disse (!); outra é ouvir o Chico dizer. Uma coisa é ler narrações a respeito dele; outra é vê-lo expressar-se naquela simplíssima modalidade, como ele o fez.  Ele foi, no culminante da compreensão humana, aquele amor que se deu, firmemente, e que, agora, por íntimo regozijo de si mesmo empunhará das esferas luminosas o bastão dos destinos da Terceira Revelação na Terra.
Recordamos que no dia 30 de Junho de 2002, a televisão noticiou em apenas 15 segundos o seu falecimento para exibir horas a fio a repercussão da conquista do penta campeonato pela seleção brasileira de futebol. No dia seguinte as pessoas chegaram ao trabalho e conversaram, não sobre o Chico Xavier, mas sobre a Copa conquistada.
Em verdade, Chico deixou a existência no mundo discretamente, sem ostentação, sem algazarra.  Sua vida foi simples demais para se compreender assim com facilidade. O que é simples é profundo e difícil.  E por ser difícil é que muitos, sem compreenderem, tentaram lhe fazer justiça. Gritaram tardiamente o quanto foi digno. Tentaram contrabalançar a discreta notícia de sua “morte” com preleções e inscrições abrasadas, exaltando a sua excelsitude. Contudo, Chico Xavier nunca precisou dessas homenagens, porquanto, naquela manhã, foi recepcionado e abraçado pelo Governador da Terra nas paragens luminosas das Esferas Sublimes do firmamento.
Jorge Hessen
http/jorgehessen.net



(1)    Essa “mudança” é narrada no livro de Marcel Souto Maior sobre os bastidores da filmagem de Chico Xavier, O Filme. Não quer dizer, nem de longe, que tenham se convertido ao Espiritismo... Mas o exemplo moral de Chico é capaz de afetar – no bom sentido – até os maiores opositores da doutrina, contanto é claro que se disponham a estudá-lo.
(2)    Boechat, Newton.Artigo Chico Xavier: a Liderança Insubstituível, publicado no Jornal A Nova Era - Setembro de 1980
(3)    Carvalho, Antonio Cesar Perri de. Admiração por Chico Xavier , artigo publicado no Dirigente Espírita número 66,  de julho/agosto de 2001
(4)    Disponível em acessado em 12/09/2012
(5)    Maior, Marcel Souto.  AsVidas de Chico Xavier, São Paulo: Editora: Planeta do Brasil, 2003

Além do sono‏





Calderaro


De passagem por nosso templo, rogo vênia para ocupar-lhes a atenção com alguns apontamentos ligeiros, em torno de nossas tarefas habituais.

Dia e noite, no tempo, simbolizam existência e morte na vida.

Não há morte libertadora sem existência edificante.

Não há noite proveitosa sem dia correto.

Vocês não ignoram que a atividade espiritual da alma encarnada estende-se além do sono físico; no entanto, a invigilância e a irresponsabilidade, à frente de nossos compromissos, geram em nosso prejuízo, quando na Terra, as alucinações hipnogógicas, toda vez que nos confiamos ao repouso.

É natural que o dia mal vivido exija a noite mal assimilada.

O Espírito menos desperto para o serviço que lhe cabe, certamente encontrará, quando desembaraçado da matéria densa, trabalho imperioso de reparação a executar.

Por esse motivo, grande maioria de companheiros encarnados gasta as horas de sono exclusivamente em esforço compulsório de reajuste.

Mas, se o aprendiz do bem atende à solução dos deveres que a vigília lhe impõe, torna-se, como é justo, além do veículo físico, precioso auxiliar nas realizações da Esfera Superior.

Convidamos, assim, a vocês, tanto quanto a outros amigos a quem nossas palavras possam chegar, à tarefa preparatória do descanso noturno, através do dia retamente aproveitado, a fim de que a noite constitua uma província de reencontro das nossas almas, em valiosa conjugação de energias, não somente a benefício de nossa experiência particular, mas também a favor dos nossos irmãos que sofrem.

Muitas atividades podem ser desdobradas com a colaboração ativa de quantos ainda se prendem ao instrumento carnal, principalmente na obra de socorro aos enfermos que enxameiam por toda parte.

Vocês não desconhecem que quase todas as moléstias rotineiras são doenças da ideia, centralizadas em coagulações de impulsos mentais, e somente ideias renovadoras representam remédio decisivo.

Por ocasião do sono, é possível a ministração de amparo direto e indireto às vítimas dos labirintos de culpa e das obsessões deploráveis, por intermédio da transfusão de fluidos e de raios magnéticos, de emanações vitais e de sugestões salvadoras que, na maior parte dos casos, somente os encarnados, com a assistência da Vida Superior, podem doar a outros encarnados.

E benfeitores da Espiritualidade vivem a postos, aguardando os enfermeiros de boa-vontade, samaritanos da caridade espontânea, que, superando inibições e obstáculos, se transformem em cooperadores diligentes na extensão do bem.

Se vocês desejam partilhar semelhante concurso, dediquem alguns momentos à oração, cada noite, antes do mergulho no refazimento corpóreo.

Contudo, não basta a prece formulada só por só. É indispensável que a oração tenha bases de eficiência no dia bem aproveitado, com abstenção da irritabilidade, esforço em prol da compreensão fraterna, deveres irrepreensivelmente atendidos, bons pensamentos, respeito ao santuário do corpo, solidariedade e entendimento para com todos os irmãos do caminho, e, sobretudo, com a calma que não chegue a ociosidade, com a diligência que não atinja a demasiada preocupação, com a bondade que não se torne exagero afetivo e com a retidão que não seja aspereza contundente.

Em suma, não prescindimos do equilíbrio que converta a oração da noite numa força de introdução à espiritualidade enobrecida, porque, através da meditação e da prece, o homem começa a criar a consciência nova que o habilita a atuar dignamente fora do corpo adormecido.

Consagrem-se à iniciação a que nos referimos e estaremos mais juntos.

É natural não venham a colher resultados, de imediato, nas faixas mnemônicas da recordação, mas, pouco a pouco, nossos recursos associados crescerão, oferecendo-nos mais alto sentido de integração com a vida verdadeira e possibilitando-nos o avanço progressivo no rumo de mais amplas dimensões nos domínios do Universo.

Aqui deixamos assinalada nossa lembrança que encerra igualmente um apelo ao nosso trabalho mais intensivo na aplicação prática ao ideal que abraçamos, porque a alma que se devota à reflexão e ao serviço, ao discernimento e ao estudo, vence as inibições do sono fisiológico e, desde a Terra, vive por antecipação na sublime imortalidade.


Do cap. 49 do livro Instruções Psicofônicas, ditado por Espíritos diversos por intermédio do médiumFrancisco Cândido Xavier. A mensagem acima foi transmitida em 17/2/1955 e seu autor é o instrutor espiritual a que se refere André Luiz em seu livro “No Mundo Maior”.



-- 
Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita 
GDDE - Ano XIII

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Ouve


Ouve:
Escuta! Enquanto a paz da oração te domina,
Qual melodia excelsa, a fremir, doce e mansa,
Há quem padeça e morra à míngua de
esperança,  Rogando amparo, em vão, no lençol de neblina.


Ouve! A sombra tem voz que clama e desatina...

É a provação que ruge... A dor que não descansa...

Desce do pedestal da fria segurança,

Transfigura a bondade em fonte
cristalina.


Estende o coração!... Serve, instrui, alivia...

Das sementes sutis de ternura e alegria

Prepararás, agora, o jardim do futuro
...


Um dia, voltarás à pátria de onde vieste
E apenas colherás na luz do Lar Celeste

O que dás de ti mesmo ao solo do amor puro.



Amaral Ornellas

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Recanto de Paz











Há quem pergunte como servir à causa da paz. 
Não será tarefa privativa dos que se encarregam da direção do Mundo?
A paz do Mundo é a soma dos esforços das criaturas nos domínios da pacificação.
Atendamos à nossa parte, quanto possível.
Deixa a fonte do amor brotar do coração e acende no cérebro a luz do pensamento reto.
Observa os compromissos assumidos.
Faze o bem aos semelhantes.
Evita os comentários infelizes.
Não percas tempo com queixas inúteis.
Sê paciente, para agires e reagires construtivamente, e não desconsideres ninguém.
Ouve com atenção, aguarda a tua vez de falar e usa a boa palavra em tuas expressões.
Diante das ofensas, recorre ao perdão.
Não exijas do próximo o que ele ainda não possui para dar.
O Criador não pede que sejas, de imediato, uma estrela a dissipar as sombras da perturbação na Terra. Espera sejas, desde já, onde estiveres, um recanto vivo da paz. 
Emmanuel / Médium Chico Xavier
Livro: Diálogo dos Vivos.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O valor e o poder da Oração




Não desconsideres o valor e o poder da oração.

O corpo necessita de alimento adequado para manter-se. Assim também o Espírito, que é a fonte de vitalização da matéria.

A prece constitui um combustível de alta qualidade para a sua harmonia.

Adquire o hábito de orar, incorpora-o aos outros mecanismos naturais da tua existência e constatarás os benefícios disso decorrentes.

Não te negues o pão da vida, que é a prece sincera e afervorada.


Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo Franco. Livro: Vida Feliz.



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Grupo de Divulgação da Doutrina Espírita
GDDE - Ano XIII