Meus Amigos

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Diferenças entre Doutrinas e Crendices


DOUTRINA E CRENDICES
Doutrina é o conjunto de princípios em que se baseia uma crença religiosa, ou sistema filosófico, ou político. Em sentido restrito pode significar uma disciplina, ciência, regra, opinião, etc.

Abordando-se apenas os aspectos religiosos da vivência e ação das pessoas, constata-se que existem procedimentos relacionando, ao mesmo tempo, diversas doutrinas. A Doutrina Espírita talvez seja a mais envolvida por esses desvios. Isso se deve à ignorância em sentido amplo e, particularmente, ao desconhecimento dos postulados dessa Doutrina. Deve ser lembrado, contudo, que parte desses estorvos poderia ser evitada não fora a atuação de alguns participantes do próprios Movimento Espírita, que adotam atitude de intolerância, intransigência, incompreensão e até de animosidade em vez do esclarecimento.

Nota-se, também, algumas vezes, o corrosivo do orgulho e da vaidade a levar outros desatentos a dissensões e desejos de inovações descabidas a macular a pureza e sublimidade da Doutrina Consoladora.

Há templos religiosos que permanecem sem alteração no número de seus frequentadores enquanto que outros estão se esvaziando visivelmente. Alguns aumentam de maneira exagerada sua frequência. Isso demonstra desorientação nos meios religiosos. Certos ambientes, nos quais há manifestações espirituais ostensivas, apresentam grande afluência, enquanto que em alguns grupos dedicados ao estudo da Doutrina dos Espíritos e à prática da caridade o rol de participantes não se reduz mas permanece sem expansão acentuada.

O fenômeno mediúnico, em alguns locais e ocasiões, prepondera sobre o estudo doutrinário em detrimento do progresso moral, individual e coletivo.

Lamentar apenas essa tendência ocasional e deplorável não adianta nem constrói. A tarefa de esclarecimento em nenhuma hipótese deve ser interrompida ou arrefecida. Cada vez mais se impõe o dever fraterno e sagrado de instruir e amar como ensina e age o Cristo de Deus através dos milênios. Não importam o buliço das multidões e a incompreensão temporária. A edificação espírita está fincada sobre rocha para a eternidade.

Ouve-se, às vezes, até de pessoas supostamente instruídas, a expressão “baixo Espiritismo” com a intenção de relacioná-la à Doutrina instituída em luz como se o Espiritismo fosse ora mais ora menos alto. O alcance intelectual é que pode ir mais ou menos longe. A Doutrina dos Espíritos é como o Sol que não se nega a clarear os montes e o charco. Mostra a todos as verdades eternas da existência de Deus e da alma, as vidas sucessivas do Espírito e sua imortalidade, e tantas outras.

Dado o seu caráter divino, o Espiritismo suporta mas não comporta o obscurantismo, a ignorância, o erro, as atitudes intransigentes e mesquinhas. De conformidade com as lições de Jesus, os sãos não necessitam de médico.

Incumbe aos espíritas conscienciosos a observância da tolerância sem transigência com o erro.

Aproximadamente há dois mil anos, o Divino Mestre prevenira que as religiões voltar-se-iam umas contra outras, se hostilizariam como ora ocorre em regiões do Orbe. Em nome da fé que dizem professar, o fanatismo de alguns religiosos leva-os aos extremos de matarem-se uns aos outros. De outras vezes, profitentes investem contra crenças qualificando seus seguidores de adeptos do “demônio”, de “satanás”, como dizem.

Apesar das lições dos Espíritos, alguns seguidores da sua Doutrina, também, incorrem em erros ao defrontarem com certas crendices e hábitos sem fundamento na Nova Revelação. Em lugar de levarem a candeia do esclarecimento como recomenda Jesus, ou quando não for possível acendê-la, adotarem o silêncio, preferem as imprecações, as ofensas, a incompreensão. Na ânsia, talvez, de iluminar, insultam a consciência carente de luz.

Do mesmo modo que o progresso aclara os fatos considerados milagrosos, explicitando-os à luz da Ciência, do Espiritismo, também as crendices serão desfeitas com o esclarecimento das consciências. Jamais devemos olvidar que a Doutrina Espírita nunca será atingida pelas arremetidas de seus opositores ou mesmo de alguns de seus partidários desavisados. Dia virá em que uns e outros serão convenientemente esclarecidos.

As crendices, distanciadas da realidade, têm origem no passado obscurecido. Sem fincas na razão, algumas perduram devido à necessidade imanente na criatura humana de crer em alguma coisa, daí serem mais ou menos absurdas, dependendo das fontes primitivas. São vulgarmente sustentadas pela tradição. Quando nascem de lendas ou narrativas que se aproximam da realidade deixam de constituir crendices, desaparecendo, consequentemente, os atos e as práticas em torno e em razão delas.

Crendices e rituais são para as religiões o mesmo que as manias e cismas significam para a vida: existem mas sem qualquer justificativa. O próprio misticismo não encontra nenhum arrimo na apreciação criteriosa e correta. A existência do Espírito e suas manifestações constituem fatos naturais inconcussos que prescindem de cerimônias com referência a eles e em torno deles. Ademais, tudo que se afasta da simplicidade fica reduzido de autenticidade.

As formalidades e posturas extravagantes e excêntricas relacionadas com superstições e exorcismos diversos são exemplos de fanatismos escravizadores e irracionais. São gestos e atitudes que sempre existiram, anteriores, portanto, ao Espiritismo Codificado, o que comprova não lhe caber qualquer responsabilidade por essas práticas. Antes, pelo contrário, ele as evita e as faz cessarem com o conhecimento, por meio do esclarecimento que proporciona. Nesses casos aplicam-se com exatidão as palavras de Jesus: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

O desconhecimento das leis trazidas a lume pelos Espíritos é o principal responsável por rituais muitas vezes inconvenientes e até nocivos, dado o desperdício de tempo e de recursos que causam e que poderiam ser aplicados em benefício da educação e da caridade.

Assim, os que praticam exorcismos e os atribuem ao Espiritismo incorrem em erro grosseiro.

As crendices, pois, como fantasias devem ser alijadas do comportamento humano com o uso da razão, do bem senso e da inteligência iluminada.

É, também, muito frequente confundir o culto do Candomblé, da Umbanda, etc. com o Espírita. Releva lembrar que os termos “Espiritismo”, “Espírita”, “Espiritista” e outros constituem neologismos criados com o advento da Doutrina codificada a partir de 18-4-1857, data da publicação de “O Livro dos Espíritos”. É, portanto, necessário distinguir o adepto dessa Doutrina, ou seja, o “espírita” do “médium”. Este pode estar vinculado a qualquer religião ou não estar a nenhuma delas, já que o fenômeno mediúnico é próprio da natureza e da condição humanas, enquanto que aquele, ou seja, o “Espírita” somente ao Espiritismo está relacionado.

Ademais, o Candomblé já era crença existente antes do descobrimento do Brasil e a Umbanda resultou do sincretismo religioso dos cultos africanos com o Catolicismo a partir de cerca de 50 anos após o aludido evento.

Espírita é, pois, o adepto, o seguidor dos postulados do Espiritismo.

Contudo, nesse entendimento não há nem pode haver nenhuma intenção de melindrar essas ou quaisquer outras crenças ou religiões, mas, apenas a constatação e exposição da realidade.

Ao Espiritismo é reservada missão eminentemente esclarecedora. Por isso jamais se distancia da verdade e é a via natural do progresso geral e da evolução de cada criatura. Tendo suas bases na natureza e nas suas leis sua estrutura é inabalável. Prima pela simplicidade, clareza e precisão de seus princípios e fundamento obedientes à Divina Providência reinante perenemente acima de todos e sobre tudo o que existe em toda parte.

Reformador

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Dividas de Vidas Passadas, Pagar a quem?


PAGAR O QUE? PARA QUEM?

Somente o desconhecimento dos princípios espíritas pode gerar a idéia de que temos que pagar com sofrimentos, e para alguém, dívidas de existências passadas. Eis o equívoco.

O que ocorre é que a existência do espírito é única; as existências corpóreas é que são múltiplas, mas o ser integral é sempre o mesmo. As múltiplas existências corpóreas cumprem a finalidade de estágios de aprendizado, na verdade degraus de aperfeiçoamento.

Como estamos todos em aprendizados, cometemos equívocos. Tais equívocos geram conseqüências. Tais conseqüências podem redundar em prejuízos para nós mesmos ou para terceiros. E tais prejuízos devem ser reparados. Isto é das Leis Divinas.

Tais reparações nós as devemos à nossa própria consciência, à vida. E, neste processo, podemos nos encontrar em situações aflitivas, decorrentes todas dos equívocos que nos envolvemos.

Porém, tudo isso, não se refere a outro ser que viveu noutro tempo e que, aparentemente nenhum vínculo com ele mantemos. Não! Somos nós mesmos que agíamos nesta caminhada de aprendizados e que trazemos nas lembranças e registros, ainda que inconscientes, a necessidade dessas reparações que ora se apresentam na atualidade consciente que estamos vivendo.

Assim funciona a Lei da Reencarnação. Os filhos de Deus estagiam em diversas existências corpóreas (visando o próprio progresso, repetimos), habitando países e corpos diferentes, mas a individualidade é a mesma, razão pela qual carrega consigo seu patrimônio moral e intelectual, bem como as reparações devidas aos equívocos praticados com prejuízos para si mesmo ou para terceiros.

Então, não se trata de uma questão de pagar, mas de conquistar a paz de consciência. Quando constatamos, antes da presente encarnação, que prejudicamos alguém ou a nós mesmos, solicitamos que a próxima encarnação propicie os mecanismos de reparação.

Esses mecanismos podem apresentar-se com a aparência de enfermidades, limitações físicas, dificuldades materiais, obsessões, entre outras.

E a visão distorcida sobre os princípios espíritas gera a errônea idéia de que estamos no mundo para pagar... Renascemos simplesmente para dar continuidade ao processo evolutivo. Mas, como ontem (aqui significado existências corpóreas) nos alimentamos em excesso, hoje (atualidade que estamos vivendo da presente encarnação) poderemos estar enfrentando uma forte dor de estômago ou até uma incômoda diarréia, simplesmente como conseqüência imediata da gula. Agora peço ao leitor substituir o exagero da alimentação pelas diversas situações que podem ser imaginadas, em outros exemplos. O exemplo da alimentação é apenas comparativo.

Assim também nos prejuízos, de qualquer ordem, causados a terceiros.

Criamos vínculos com eles e os trazemos em nós através de conseqüências que também podem ser apresentar com diversas aparências. Isto é apenas a reação de uma ação.

E o assunto ainda pode ser ampliado na visão dos aprendizes negligentes.

Negligência no passado ou mesmo no presente. Tarefas adiadas, desprezadas, abandonadas... Tudo traz reflexos. Afinal colhemos hoje as ações de ontem e estamos continuamente semeando para o amanhã.

Por outro lado, a título de ilustração do assunto, solicito ao leitor considerar também que nem todo equívoco passado pode apresentar-se atualmente através de dificuldades. Muitas vezes, equívocos podem ser reparados através de trabalho e dedicação a causas e pessoas. Isto tudo porque, conforme já sabemos, "o amor cobre a multidão de pecados".



Orson Peter Carrara

terça-feira, 8 de maio de 2012

Lições de Sabedoria


LIÇÕES DE SABEDORIA



Todo conhecimento superior que se adquire visa ao desenvolvimento moral e espiritual do ser. No que diz respeito às conquistas imortais, a responsabilidade cresce na razão direta daquilo que se assimila. Ninguém tem o direito de acender uma candeia e ocultá-la sob o alqueire, quando há o predomínio de sombras solicitando claridade. A consciência esclarecida, portanto, não se pode omitir quando convidada ao serviço de libertação da ignorância de outras em aturdimento. Somos células pulsantes do organismo universal, e quando alguém está enfermo, debilitado, detido no cárcere do desconhecimento, o seu estado se reflete no conjunto solicitando cooperação.

Jesus é o exemplo dessa solidariedade, porque jamais se escusou, nunca se deteve, avançando sempre e convidando todos àqueles que permaneciam na retaguarda para segui-lO. Esse é o compromisso do ser inteligente na Terra e no Espaço: socorrer em nome do amor os irmãos que se detêm ergastuiados no erro, no desconhecimento, na dor...

“A Humanidade, desde priscas Eras, tem recebido a iluminação que verte do Alto. Nunca faltaram os missionários do Bem e da Verdade conclamando à ascensão, à superação das imperfeições morais. Em época alguma e em lugar nenhum deixou de brilhar a chama da esperança em nome de Nosso Pai, que enviou os Seus apóstolos ao Planeta, a fim de que todas as criaturas tivessem as mesmas chances de auto realização e de crescimento interior.

Todos eles, os nobres Mensageiros da Luz, desempenharam as suas atividades em elevados climas de enobrecimento e de abnegação, que deles fizeram líderes do pensamento de cada povo, de todos os povos.

“Foi, no entanto, Jesus, quem melhor se doou à Humanidade, ensinando pelo exemplo dedicação até à morte, e oferecendo carinho até hoje, aguardando com paciência infinita que as Suas ovelhas retornem ao aprisco”.

Apesar das Suas magníficas lições, o ser humano alterou o rumo da Sua proposta de lídima fraternidade, promovendo guerras de extermínio, elaborando castas separatistas, elegendo ilusões para a conquista do reino terrestre... Sabendo, por antecipação, dessa peculiaridade da alma humana, o Mestre prometeu o Consolador que viria para erguer em definitivo os combalidos na luta, permanecendo com as criaturas até o fim dos tempos...

“E o Consolador veio. Ao ser apresentado no Espiritismo, surgiram incontáveis possibilidades de edificação humana, pelo fato de a Doutrina abarcar os vários segmentos complexos e profundos da Ciência, da Filosofia e da Religião, contribuindo em todas as áreas do conhecimento e da emoção para o desenvolvimento dos valores eternos e a consequente consolidação do reino de Deus na Terra. Expandindo-se a Codificação kardequiana, as multidões esfaimadas de paz e atormentadas por vários fatores, acercaram-se e continuam abeberLIÇÕES DE SABEDORIA



Todo conhecimento superior que se adquire visa ao desenvolvimento moral e espiritual do ser. No que diz respeito às conquistas imortais, a responsabilidade cresce na razão direta daquilo que se assimila. Ninguém tem o direito de acender uma candeia e ocultá-la sob o alqueire, quando há o predomínio de sombras solicitando claridade. A consciência esclarecida, portanto, não se pode omitir quando convidada ao serviço de libertação da ignorância de outras em aturdimento. Somos células pulsantes do organismo universal, e quando alguém está enfermo, debilitado, detido no cárcere do desconhecimento, o seu estado se reflete no conjunto solicitando cooperação.

Jesus é o exemplo dessa solidariedade, porque jamais se escusou, nunca se deteve, avançando sempre e convidando todos àqueles que permaneciam na retaguarda para segui-lO. Esse é o compromisso do ser inteligente na Terra e no Espaço: socorrer em nome do amor os irmãos que se detêm ergastuiados no erro, no desconhecimento, na dor...

“A Humanidade, desde priscas Eras, tem recebido a iluminação que verte do Alto. Nunca faltaram os missionários do Bem e da Verdade conclamando à ascensão, à superação das imperfeições morais. Em época alguma e em lugar nenhum deixou de brilhar a chama da esperança em nome de Nosso Pai, que enviou os Seus apóstolos ao Planeta, a fim de que todas as criaturas tivessem as mesmas chances de auto realização e de crescimento interior.

Todos eles, os nobres Mensageiros da Luz, desempenharam as suas atividades em elevados climas de enobrecimento e de abnegação, que deles fizeram líderes do pensamento de cada povo, de todos os povos.

“Foi, no entanto, Jesus, quem melhor se doou à Humanidade, ensinando pelo exemplo dedicação até à morte, e oferecendo carinho até hoje, aguardando com paciência infinita que as Suas ovelhas retornem ao aprisco”.

Apesar das Suas magníficas lições, o ser humano alterou o rumo da Sua proposta de lídima fraternidade, promovendo guerras de extermínio, elaborando castas separatistas, elegendo ilusões para a conquista do reino terrestre... Sabendo, por antecipação, dessa peculiaridade da alma humana, o Mestre prometeu o Consolador que viria para erguer em definitivo os combalidos na luta, permanecendo com as criaturas até o fim dos tempos...

“E o Consolador veio. Ao ser apresentado no Espiritismo, surgiram incontáveis possibilidades de edificação humana, pelo fato de a Doutrina abarcar os vários segmentos complexos e profundos da Ciência, da Filosofia e da Religião, contribuindo em todas as áreas do conhecimento e da emoção para o desenvolvimento dos valores eternos e a consequente consolidação do reino de Deus na Terra. Expandindo-se a Codificação kardequiana, as multidões esfaimadas de paz e atormentadas por vários fatores, acercaram-se e continuam abeberando-se na fonte generosa e rica, para serem atendidas, sorvendo os seus sábios ensinamentos.

“Quando, porém, deveriam estar modificados os rumos convencionais e estabelecidos a fraternidade, a solidariedade, a tolerância, o trabalho de amor na família que se expande, começam a surgir desavenças, ressentimentos, conflitos, campanhas de perturbação e ataques grosseiros, repetindo-se as infelizes disputas geradas pelo egoísmo e pela vã cegueira das paixões dissolventes, conforme ocorreu no passado com o Cristianismo, destruindo a sementeira ainda não concluída e ameaçando a ceifa que prometia bênçãos.

Espíritos uns, possuídos pelo desejo de servir, mergulham no corpo conduzindo expectativas felizes para ampliar os horizontes do trabalho digno, mas, vítimas de si mesmos e do seu passado sombrio, restabelecem as vinculações enfermiças, tombando nas malhas bem urdidas de obsessões cruéis, vitimados e perdidos... Outros mais, que deveriam ser as pontes luminosas para o intercâmbio entre as duas esferas vibratórias, açodados na inferioridade moral, comprometem-se com os vícios dominantes no mundo e desertam das tarefas redentoras... Diversos outros ainda, preparados para divulgar o pensamento libertador, deixam-se vencer pelo bafio do egoísmo e do orgulho que deveriam combater, tornando-se elementos perturbadores, devorados pela ira fácil e dominados pela presunção geradora de ressentimentos e de ódios... A paisagem, que deveria apresentar-se irisada pela luz do amor, torna-se sombreada pelos vapores da soberba e do despautério, tornando-se palco de disputas vis e de promoções doentias do personalismo, longe das seguras diretrizes do legítimo pensamento espírita...

Que estão fazendo aqueles que se comprometeram amar, ajudar-se reciprocamente, fornecendo as certezas da imortalidade do Espírito e da Justiça Divina? Enleados pelos vigorosos fios da soberba e da presunção, creem-se especiais e dotados com poderes de a tudo e a todos agredir e malsinar.

“Como consequência dessa atitude enferma estão desencarnando muito mal, incontáveis trabalhadores das lides espíritas que, ao inverso, deveriam estar em condições felizes. O retorno de expressivo número deles ao Grande Lar tem sido doloroso e angustiante, conforme constatamos nas experiências vivenciadas em nossa Esfera de atividade fraternal e caridosa. O silêncio em torno da questão já não é mais possível. Por essa razão, anuímos que sejam trombeteadas as informações em torno da desencarnação atormentada de muitos servidores da Era Nova em direção aos demais combatentes que se encontram no mundo, para que se deem conta de que desencarnar é desvestir-se da carne, libertar-se dela e das suas vinculações, porém, é realidade totalmente diversa e de mais difícil realização.”

O digno missionário silenciou por breves segundos, logo dando curso aos seus enunciados:

— Felizmente nos confortam o testemunho de inúmeros heróis do trabalho, os permanentes exemplificadores de caridade, a constância no bem pelos vanguardeiros do serviço dignificante, os ativos operários da mediunidade enobrecida e dedicada ao socorro espiritual, os incansáveis divulgadores da verdade sem jaça e sem prepotência que continuam no ministério abraçado em perfeita sintonia com as Esferas Elevadas de onde procedem.

“Quem assume compromisso com Jesus através da Revelação Espírita, não se pode permitir o luxo de O abandonar na curva do caminho, e seguir a sós, soberbo quão dominador, porque a morte o aguarda no próximo trecho da viagem e o surpreendera conforme se encontra, e não, como se dará conta do quanto deveria estar melhor mais tarde.

A transitoriedade da indumentária física é convite à reflexão em torno dos objetivos essenciais da vida que, a cada momento, altera o rumo do viajante de acordo com o comportamento a que se entrega. Ninguém se iluda, nem tampouco iluda aos demais. A consciência, por mais se demore anestesiada, sempre desperta com rigor, convidando o ser ao ajustamento moral e à regularização dos equívocos deixados no trajeto percorrido. Todos quantos aqui nos encontramos reunidos, conhecemos a dificuldade do trânsito físico, porque já o vivenciamos diversas vezes, e ainda o temos vivo na memória e nos testemunhos a que fomos convocados. Ninguém esteve na Terra em regime de exceção. Apesar disso, bendizemos as dificuldades e as provas que nos estimularam ao avanço e à conquista da paz.

“Provavelmente, estas informações, quando forem conhecidas por muitos correligionários, serão contraditadas e mesmo combatidas. Nunca faltam aqueles que se entregam à zombaria e à aguerrida oposição. Os seus estímulos funcionam melhor quando estão contra algo ou alguém. Não nos preocupamos com isso. Cumpre-nos, porém, o dever de informar com segurança, e o fazemos com o pensamento e a emoção direcionados para a Verdade. Como os reencarnados de hoje serão os desencarnados de amanhã, e certamente o inverso acontecerá, os companheiros terrestres constatarão e se cientificarão de visu. Jamais nos cansaremos de amar e de servir, tentando seguir as luminosas pegadas de Jesus, que nos assinalou com sabedoria: — Muitos serão chamados e poucos serão escolhidos. Sem a pretensão de sermos escolhidos, por enquanto apenas pretendemos atender-lhe ao sublime chamado para o Seu serviço entre as criaturas humanas de ambos os planos da vida.”

Calando-se, visivelmente emocionado, ergueu-se e, nimbado por peculiar claridade que dele se irradiava, exorou a Deus com inesquecível tom de voz:

Amantíssimo Pai, incomparável Criador do Universo e de tudo quanto nele pulsa!

Tende compaixão dos vossos filhos terrestres, mergulhados nas sombras densas da ignorância e do primarismo em que se demoram.

A vossa excelsa misericórdia tem-se consubstanciado em lições de vida e de beleza em toda parte, convidando-nos, estúrdios que somos, ao despertamento para a vossa grandeza e sabedoria infinita. Não obstante, continuamos distraídos, distantes do dever que nos cabe a tendei.

Apiedai-vos da nossa pequenez e deixai-nos sentir o vosso inefável amor, que nos rocia e quase não é percebido, a fim de alterarmos o comportamento que vimos mantendo até este momento.

Enviastes-nos Jesus, o inexcedível Amigo dos deserdados e dos infelizes, depois de inumeráveis Mensageiros da Luz, ouvimos-Lhe a voz, sensibilizamo-nos com o Seu sacrifício, no entanto, desviamo-nos do roteiro que Ele nos traçou e continua apontando. Tombando, porém, no abismo, por invigilância e leviandade, tentamos reerguer-nos várias vezes, e nos ajudastes por compaixão, sem que essa magnanimidade alterasse por definitivo nossa maneira de ser durante os séculos transatos.

Permitistes que Allan Kardec mergulhasse no corpo, afim de demonstrar-nos a imortalidade da alma, quando campeava a descrença e a cegueira em torno da vossa Majestade, e também nos fascinamos com o mestre lionês.

Logo depois, porém, eis-nos perdidos no cipoal dos conflitos a que nos afeiçoamos, experimentando sombra e dor, esquecidos das diretrizes apresentadas.

No limiar da Nova Era que se anuncia, permiti que vossa luz imarcescível nos clareie por dentro, libertando-nos de toda treva e assinalando-nos com o discernimento para vos amar e vos servir com devotamento e abnegação.

Excelso Genitor tende piedade de nós, favorecendo-nos com o entendimento que nos ajude a eliminar o mal que ainda se demora em nós, desenvolvendo o bem que nos libertará para sempre da inferioridade que predomina em a nossa natureza espiritual.

Sede, pois, louvado, por todo o sempre, Venerando Pai!

Calou-se o orante.

A luz ambiente diminuiu de intensidade durante a oração, ao tempo em que peregrina claridade de luar invadiu o recinto bafejado por acordes harmônicos de harpa dedilhada ao longe com incomum maestria. Simultaneamente, pétalas de rosas coloridas caíam do teto e diluíam-se com delicadeza no contato conosco.

As lágrimas nos escorriam silenciosas e longas pela face, confirmando o nosso compromisso emocional com o dever que jamais desapareceria do nosso rumo espiritual.

O ambiente permaneceu em silêncio profundo por alguns minutos, ouvindo-se o pulsar da Natureza e recebendo-se o inefável amparo divino.

Lentamente a claridade ambiente retomou e todos nos olhamos comovidos e felizes.

 Eurípedes Barsanulfo

Trecho do livro Tormentos da Obsessãoando-se na fonte generosa e rica, para serem atendidas, sorvendo os seus sábios ensinamentos.

“Quando, porém, deveriam estar modificados os rumos convencionais e estabelecidos a fraternidade, a solidariedade, a tolerância, o trabalho de amor na família que se expande, começam a surgir desavenças, ressentimentos, conflitos, campanhas de perturbação e ataques grosseiros, repetindo-se as infelizes disputas geradas pelo egoísmo e pela vã cegueira das paixões dissolventes, conforme ocorreu no passado com o Cristianismo, destruindo a sementeira ainda não concluída e ameaçando a ceifa que prometia bênçãos.

Espíritos uns, possuídos pelo desejo de servir, mergulham no corpo conduzindo expectativas felizes para ampliar os horizontes do trabalho digno, mas, vítimas de si mesmos e do seu passado sombrio, restabelecem as vinculações enfermiças, tombando nas malhas bem urdidas de obsessões cruéis, vitimados e perdidos... Outros mais, que deveriam ser as pontes luminosas para o intercâmbio entre as duas esferas vibratórias, açodados na inferioridade moral, comprometem-se com os vícios dominantes no mundo e desertam das tarefas redentoras... Diversos outros ainda, preparados para divulgar o pensamento libertador, deixam-se vencer pelo bafio do egoísmo e do orgulho que deveriam combater, tornando-se elementos perturbadores, devorados pela ira fácil e dominados pela presunção geradora de ressentimentos e de ódios... A paisagem, que deveria apresentar-se irisada pela luz do amor, torna-se sombreada pelos vapores da soberba e do despautério, tornando-se palco de disputas vis e de promoções doentias do personalismo, longe das seguras diretrizes do legítimo pensamento espírita...

Que estão fazendo aqueles que se comprometeram amar, ajudar-se reciprocamente, fornecendo as certezas da imortalidade do Espírito e da Justiça Divina? Enleados pelos vigorosos fios da soberba e da presunção, creem-se especiais e dotados com poderes de a tudo e a todos agredir e malsinar.

“Como consequência dessa atitude enferma estão desencarnando muito mal, incontáveis trabalhadores das lides espíritas que, ao inverso, deveriam estar em condições felizes. O retorno de expressivo número deles ao Grande Lar tem sido doloroso e angustiante, conforme constatamos nas experiências vivenciadas em nossa Esfera de atividade fraternal e caridosa. O silêncio em torno da questão já não é mais possível. Por essa razão, anuímos que sejam trombeteadas as informações em torno da desencarnação atormentada de muitos servidores da Era Nova em direção aos demais combatentes que se encontram no mundo, para que se deem conta de que desencarnar é desvestir-se da carne, libertar-se dela e das suas vinculações, porém, é realidade totalmente diversa e de mais difícil realização.”

O digno missionário silenciou por breves segundos, logo dando curso aos seus enunciados:

— Felizmente nos confortam o testemunho de inúmeros heróis do trabalho, os permanentes exemplificadores de caridade, a constância no bem pelos vanguardeiros do serviço dignificante, os ativos operários da mediunidade enobrecida e dedicada ao socorro espiritual, os incansáveis divulgadores da verdade sem jaça e sem prepotência que continuam no ministério abraçado em perfeita sintonia com as Esferas Elevadas de onde procedem.

“Quem assume compromisso com Jesus através da Revelação Espírita, não se pode permitir o luxo de O abandonar na curva do caminho, e seguir a sós, soberbo quão dominador, porque a morte o aguarda no próximo trecho da viagem e o surpreendera conforme se encontra, e não, como se dará conta do quanto deveria estar melhor mais tarde.

A transitoriedade da indumentária física é convite à reflexão em torno dos objetivos essenciais da vida que, a cada momento, altera o rumo do viajante de acordo com o comportamento a que se entrega. Ninguém se iluda, nem tampouco iluda aos demais. A consciência, por mais se demore anestesiada, sempre desperta com rigor, convidando o ser ao ajustamento moral e à regularização dos equívocos deixados no trajeto percorrido. Todos quantos aqui nos encontramos reunidos, conhecemos a dificuldade do trânsito físico, porque já o vivenciamos diversas vezes, e ainda o temos vivo na memória e nos testemunhos a que fomos convocados. Ninguém esteve na Terra em regime de exceção. Apesar disso, bendizemos as dificuldades e as provas que nos estimularam ao avanço e à conquista da paz.

“Provavelmente, estas informações, quando forem conhecidas por muitos correligionários, serão contraditadas e mesmo combatidas. Nunca faltam aqueles que se entregam à zombaria e à aguerrida oposição. Os seus estímulos funcionam melhor quando estão contra algo ou alguém. Não nos preocupamos com isso. Cumpre-nos, porém, o dever de informar com segurança, e o fazemos com o pensamento e a emoção direcionados para a Verdade. Como os reencarnados de hoje serão os desencarnados de amanhã, e certamente o inverso acontecerá, os companheiros terrestres constatarão e se cientificarão de visu. Jamais nos cansaremos de amar e de servir, tentando seguir as luminosas pegadas de Jesus, que nos assinalou com sabedoria: — Muitos serão chamados e poucos serão escolhidos. Sem a pretensão de sermos escolhidos, por enquanto apenas pretendemos atender-lhe ao sublime chamado para o Seu serviço entre as criaturas humanas de ambos os planos da vida.”

Calando-se, visivelmente emocionado, ergueu-se e, nimbado por peculiar claridade que dele se irradiava, exorou a Deus com inesquecível tom de voz:

Amantíssimo Pai, incomparável Criador do Universo e de tudo quanto nele pulsa!

Tende compaixão dos vossos filhos terrestres, mergulhados nas sombras densas da ignorância e do primarismo em que se demoram.

A vossa excelsa misericórdia tem-se consubstanciado em lições de vida e de beleza em toda parte, convidando-nos, estúrdios que somos, ao despertamento para a vossa grandeza e sabedoria infinita. Não obstante, continuamos distraídos, distantes do dever que nos cabe a tendei.

Apiedai-vos da nossa pequenez e deixai-nos sentir o vosso inefável amor, que nos rocia e quase não é percebido, a fim de alterarmos o comportamento que vimos mantendo até este momento.

Enviastes-nos Jesus, o inexcedível Amigo dos deserdados e dos infelizes, depois de inumeráveis Mensageiros da Luz, ouvimos-Lhe a voz, sensibilizamo-nos com o Seu sacrifício, no entanto, desviamo-nos do roteiro que Ele nos traçou e continua apontando. Tombando, porém, no abismo, por invigilância e leviandade, tentamos reerguer-nos várias vezes, e nos ajudastes por compaixão, sem que essa magnanimidade alterasse por definitivo nossa maneira de ser durante os séculos transatos.

Permitistes que Allan Kardec mergulhasse no corpo, afim de demonstrar-nos a imortalidade da alma, quando campeava a descrença e a cegueira em torno da vossa Majestade, e também nos fascinamos com o mestre lionês.

Logo depois, porém, eis-nos perdidos no cipoal dos conflitos a que nos afeiçoamos, experimentando sombra e dor, esquecidos das diretrizes apresentadas.

No limiar da Nova Era que se anuncia, permiti que vossa luz imarcescível nos clareie por dentro, libertando-nos de toda treva e assinalando-nos com o discernimento para vos amar e vos servir com devotamento e abnegação.

Excelso Genitor tende piedade de nós, favorecendo-nos com o entendimento que nos ajude a eliminar o mal que ainda se demora em nós, desenvolvendo o bem que nos libertará para sempre da inferioridade que predomina em a nossa natureza espiritual.

Sede, pois, louvado, por todo o sempre, Venerando Pai!

Calou-se o orante.

A luz ambiente diminuiu de intensidade durante a oração, ao tempo em que peregrina claridade de luar invadiu o recinto bafejado por acordes harmônicos de harpa dedilhada ao longe com incomum maestria. Simultaneamente, pétalas de rosas coloridas caíam do teto e diluíam-se com delicadeza no contato conosco.

As lágrimas nos escorriam silenciosas e longas pela face, confirmando o nosso compromisso emocional com o dever que jamais desapareceria do nosso rumo espiritual.

O ambiente permaneceu em silêncio profundo por alguns minutos, ouvindo-se o pulsar da Natureza e recebendo-se o inefável amparo divino.

Lentamente a claridade ambiente retomou e todos nos olhamos comovidos e felizes.

 Eurípedes Barsanulfo

Trecho do livro Tormentos da Obsessão

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pondera Sempre




"E o que de mim, diante de muitas testemunhas, ouviste, confia-o a
homens  fiéis,  que  sejam  idôneos  para  também  ensinarem  a  outros." 
Paulo. (2ª EPÍSTOLA A TIMÓTEO, CAPÍTULO 2, VERSÍCULO 2.)

Os   discípulos   do   Evangelho,   no   Espiritismo   cristão,   muitas   vezes
evidenciam  insofreável  entusiasmo,  ansiosos  de  estender  a  fé  renovada,
contagiosa  e  ardente.  No  entanto,  semelhante  movimentação  mental  exige
grande cuidado, não só porque assombro e admiração não significam elevação
interior, como também porque é indispensável conhecer a qualidade do terreno
espiritual a que se vai transmitir o poder do conhecimento.
Claro que não nos reportamos aqui ao ato de semeadura geral da verdade
reveladora,  nem  à  manifestação  da  bondade  fraterna,  que  traduzem  nossas
obrigações naturais na ação do bem.
Encarecemos, sim, a necessidade de cada irmão governar o patrimônio de
dádivas espirituais recebidas do plano superior, a fim  de não relegar valores
celestes ao menosprezo da maldade e da ignorância.
Distribuamos  a  luz  do  amor  com  os  nossos  companheiros  de  jornada;
todavia,  defendamos  o  nosso  íntimo  santuário  contra  as  arremetidas  das
trevas.
Lembremo-nos de que o próprio Mestre reservava lições diferentes para as
massas populares e para a pequena comunidade dos aprendizes; não se fez
acompanhar por todos os discípulos na transfiguração do Tabor; na última ceia,
aguarda a ausência de Judas para comentar as angústias que sobreviriam.
É  necessário  atentarmos  para  essas  atitudes  do  Cristo,  compreendendo
que  nem  tudo  está  destinado  a  todos.  Os  espíritos  enobrecidos  que  se
comunicam  na  esfera  carnal  adotam  sempre  o  critério  seletivo,  buscando
criaturas  idôneas  e  fiéis,  habilitadas  a  ensinar  aos  outros.  Se  eles,  que  já
podem identificar os problemas com a visão iluminada, agem com prudência,
nesse  sentido,  como  não  deverá  vigiar  o  discípulo  que  apenas  dispõe  dos
olhos  corporais?  Trabalhemos  em  benefício  de  todos,  estendamos  os  laços
fraternais,  compreendendo,  porém,  que  cada  criatura  tem  o  seu  degrau  na
infinita escala da vida.

domingo, 6 de maio de 2012

Trabalhemos Também


TRABALHEMOS TAMBÉM

"E  dizendo:  Varões,  por  que  fazeis  essas  coisas?  Nós  também  somos
homens  como  vós,  sujeitos  às  mesmas  paixões."    (ATOS,  CAPÍTULO  14,
VERSÍCULO 15.)

O grito de Paulo e Barnabé ainda repercute entre os aprendizes fiéis.
A família cristã muita vez há desejado perpetuar a ilusão dos habitantes de
Listra.
Os missionários da Revelação não possuem privilégios ante o espírito de
testemunho  pessoal  no  serviço.  As  realizações  que  poderíamos  apontar  por
graça ou prerrogativa especial, nada mais exprimem senão o profundo esforço
deles mesmos, no sentido de aprender e aplicar com Jesus.
O Cristo não fundou com a sua doutrina um sistema de deuses e devotos,
separados entre si; criou vigoroso organismo de transformação espiritual para o
bem supremo, destinado a todos os corações sedentos de luz, amor e verdade.
No  Evangelho,  vemos  Madalena  arrastando  dolorosos  enganos,  Paulo
perseguindo ideais salvadores, Pedro negando o Divino Amigo, Marcos em luta
com  as  próprias  hesitações;  entretanto,  ainda  aí,  contemplamos  a  filha  de
Magdala, renovada no caminho redentor, o grande perseguidor convertido em
arauto  da  Boa  Nova,  o  discípulo  frágil  conduzido  à  glória  espiritual  e  o
companheiro vacilante transformado em evangelista da Humanidade inteira.
O Cristianismo é fonte bendita de restauração da alma para Deus.
O mal de muitos aprendizes procede da idolatria a que se entregam, em
derredor dos valorosos expoentes da fé viva, que aceitam no sacrifício a ver-
dadeira fórmula de elevação; imaginam-nos em tronos de fantasia e rojam-se-
lhes aos pés, sentindo-se confundidos, inaptos e miseráveis, esquecendo que
o Pai concede a todos os filhos as energias necessárias àvitória.
Naturalmente,  todos  devemos  amor  e  respeito  aos  grandes  vultos  do
caminho  cristão;  todavia,  por  isto  mesmo,  não  podemos  olvidar  que  Paulo  e
Pedro,  como  tantos  outros,  saíram  das  fraquezas  humanas  para  os  dons
celestiais e que o Planeta Terreno é uma escola de iluminação, poder e triunfo,
sempre que buscamos entender-lhe a grandiosa missão.


Fonte: Pão Nosso- Fracisco C. Xavier / Emmanuel




Lieitura Inicial do Evangelho NO Lar-On Line de 29-04-2012 Do grupo Paz Amor e Fraternidade Comunidade do Orkut- http://www.orkut.com.br/Main#CommTopics?cmm=48640801- Venha pra cá voce também!