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terça-feira, 24 de março de 2015

Tem sentimentos os animais?



Claro fica que existe sim sentimento de alegria  ou de dor entre os animais. Podemos conferir isto diariamente, caso estivermos atentos.
Este mês, morreu-me um papagaio, que estava em minha casa a 20 anos, quando sua antiga protetora desencarnou, e a família não suportando os chamados do pássaro pela sua antiga amiga, pediu-me que o adotasse, o que fizemos. 
Um bonito laço de amizade se formou entre o pássaro e todos da casa, incluindo os gatos e dois cães. 


Na noite de seu desencarne, todos já dormiam menos eu e os dois cães que junto a mim na sala aguardavam o momento de irem para suas camas. 

A um grito abafado de dor, corri para o viveiro que era guardado na cozinha a noite,  vi o pequeno se debatendo no piso da gaiola. 
Entendi o que acontecia, e ali fiquei até o momento final. 
Chamados, todos  se levantaram e ficamos juntos, inclusive todos os animais da casa. 
Quando tudo terminou, decidi tirar o corpinho dali e, com ele nas mãos, um dos cães, se ergueu e com o focinho tocava a cabecinha sem vida,numa triste tentativa desesperada de reanimar o amiguinho, e choramigou por muito tempo em torno do viveiro vazio. 
Todos nós entendemos que tanto os cães, quanto os gatinhos tinham compreendido o que realmente se dava naquele momento.

Só para encerrar, no dia seguinte, cavei uma pequena cova no jardim e ali depositei em meio as flores,e cuja memória guardaremos com gratidão e carinho. o corpinho daquele que por muitos anos foi motivo de alegria e festa em nosso lar, e que somente não o entregamos ao IBAMA, por acreditar que já tão velho, não sobreviveria a falta do lar e da família a que estava habituado!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Provação

Para ler com calma.
                                         

 A cada filho é dado exato peso para carregar em sua encarnação, possibilitando sempre que ele possa realizar essa encarnação. Isto é fundamento.
 Nunca o peso é maior do que o determinado, inclusive com conhecimento do próprio espírito em momento anterior.
 Importante que se tenha essa noção, para que nunca ache o filho que o problema com que se defronta é impossível de ser superado. O que deve o filho ter nessas horas é calma, e a certeza de que nenhum problema se apresenta sem que haja solução.
 O difícil nessas horas filho é conseguir calma para poder resolve-los, cada qual em seu tempo e cada um de sua forma. Se não houver solução aparente, acalme o coração filho, para que consiga acalmar a vida.

 A solução irá se apresentar de uma forma ou de outra. Repete-se isso aqui, porque quando são grandes as provações maior parece ser a nevoa que se apresenta sobre os olhos dos filhos.

 Cada problema trazido é aprendizado. E como aprendizado deve ser tomado. A cada momento o filho está provando desta eterna escola. E como é a encarnação uma escola, sempre será possível aprender a lição.

 Tenha calma. Enumere os problemas. Pense sobre eles e tome a decisão que seu coração e sua alma dizerem ser a certa, porque essa será a escolha do espírito. Mas antes de tudo entenda que se os problemas se apresentam é porque eles podem ser resolvidos inobstante qualquer dificuldade.

 Evolui-se com os problemas e eles são então uma benção. Filhos é difícil entender isso diante de uma crise, então se ela não estiver presente esse é o melhor momento para que se tenha exata noção de que todos os problemas que se apresentarem não serão em vão.

 Como também não serão em vão todas as suas resoluções. Quando o filho menos crer é quando mais a crença se torna necessária. É quando é preciso parar para poder analisar, aprender e evoluir. *

 Os problemas podem trazer mudanças. E essas mudanças podem ser bem-vindas. Mas os problemas também podem trazer desilusão, desespero, ódio. E esses sentimentos não são os que pretende a lição fazer morada.

 O caminho a seguir frente a eles são: ou se entende, se aceita e se tenta aprender com eles, com a paz e a tranqüilidade possíveis a alma. Ou então a revolta se faz presente, trazendo ao filho a sensação de que está perdido o caminho.

 Mas ele nunca está perdido. Ele pode ser encontrado, na resolução dos problemas, mas principalmente no entendimento de que os problemas venham a significar na vida do filho.

 Os espíritos antes de encarnarem determinam, dentro da lei do karma, qual será o aprendizado que deverá que ser impingido à alma em especifica encarnação. Então o espírito sempre sabe o motivo dos problemas e o que eles estão a significar. Mas é preciso paz e serenidade para que possa esse objetivo se fazer claro.

 Então filho, antes da revolta acalme o coração. Antes do desespero traga à vida a ciência de que se as dificuldades se apresentam podem ser elas resolvidas.

 Portanto não transforme os problemas em lamurias. Lamurias não trazem ao espírito qualquer benesse, apenas pena e energia carregada, que complicam e muito a resolução das dificuldades. Também a fuga não é solução. A fuga somente leva a uma paga maior. A uma paga que será acrescida de mais sofrimento e maiores lamentos, e, como uma bola de neve levará a uma recaída ainda mais profunda.

 As entidades auxiliam exatamente nesse escutar da alma, nessa busca da serenidade necessária para enfrentamento dos problemas. Podem dela remove-los se assim autorizadas, mas tão somente se o filho já efetivamente aprendeu a lição.

 Podem fazer com que a paga seja amenizada, mas somente quando o filho tiver aprendido o necessário para poder continuar.
                       
 Portanto não peçam filhos às entidades que tirem de seus caminhos todos os problemas, porque isso elas não poderão fazer. São os problemas necessários ao aprendizado. Fundamentais ao conhecimento e a continuidade. Mas eles somente se apresentam quando precisam ensinar e nunca inutilmente.

 E neste consiste o maior auxilio das entidades: em abrir aos filhos os caminhos, mostrando o que precisa ser aprendido e o que não mais é necessário de ser carregado por toda a eternidade.

 Às entidades os filhos devem sempre perguntar o motivo pelo qual os problemas se apresentam e tentar entende-los. A partir desse entendimento mais fácil se tornará a resolução das dificuldades.

 As entidades também realizam a proteção quando as dificuldades são apresentadas por energias e espíritos que não tem nada a acrescentar, mas tão somente a atrapalhar os caminhos. Então também elas irão afastar esses espíritos de não luz da vida do filho para que novamente possa ele continuar a sua trajetória.

 De mesmo modo como já anteriormente dito as entidades podem mostrar quais os caminhos corretos avisando os filhos dos desvios, perigos e buracos no meio da jornada. E podem trazer ao filho também o entendimento antes que necessário se faça apresentar os problemas.

 Também ao acender uma vela, ao entregar um trabalho, ao pedir a proteção de uma entidade o filho pode esperar que ocorra principalmente uma imantação de energias positivas que serão trazidas e levarão uma bela quantidade de paz e abertura de caminhos.

 É por isso filhos que as entidades falam tanto em abertura de caminhos. A compreensão traz a vida do filho essa abertura de caminhos. Ao mostrar os perigos, também são apontadas novas opções, se abrindo trilhas. E ao retirar de perto do filho espíritos sem luz, também se desatravancam as opções e então novamente aqui são abertos os caminhos.

 Peça filho, que tenha seus caminhos abertos. Peça filho que seus caminhos possam ser abertos pelas entidades protetoras, para que essa névoa de raiva e ódio, essa nevoa de desespero possa se desfazer de seus olhos e o caminho possa ser encontrado. Mas lembre-se sempre que o caminho terá que ser trilhado pelo próprio filho e entidade nenhuma poderá trilá-lo.

 Livro: Umbanda para a Vida: Primeira Leitura dos Fundamentos Umbandistas,
PROVAÇÃO

A cada filho é dado exato peso para carregar em sua encarnação, possibilitando sempre que ele possa realizar essa encarnação. Isto é fundamento.
Nunca o peso é maior do que o determinado, inclusive com conhecimento do próprio espírito em momento anterior.
Importante que se tenha essa noção, para que nunca ache o filho que o problema com que se defronta é impossível de ser superado. O que deve o filho ter nessas horas é calma, e a certeza de que nenhum problema se apresenta sem que haja solução.
O difícil nessas horas filho é conseguir calma para poder resolve-los, cada qual em seu tempo e cada um de sua forma. Se não houver solução aparente, acalme o coração filho, para que consiga acalmar a vida.

A solução irá se apresentar de uma forma ou de outra. Repete-se isso aqui, porque quando são grandes as provações maior parece ser a nevoa que se apresenta sobre os olhos dos filhos.
                                 
Cada problema trazido é aprendizado. E como aprendizado deve ser tomado. A cada momento o filho está provando desta eterna escola. E como é a encarnação uma escola, sempre será possível aprender a lição.

Tenha calma. Enumere os problemas. Pense sobre eles e tome a decisão que seu coração e sua alma dizerem ser a certa, porque essa será a escolha do espírito. Mas antes de tudo entenda que se os problemas se apresentam é porque eles podem ser resolvidos inobstante qualquer dificuldade.

Evolui-se com os problemas e eles são então uma benção. Filhos é difícil entender isso diante de uma crise, então se ela não estiver presente esse é o melhor momento para que se tenha exata noção de que todos os problemas que se apresentarem não serão em vão.
                               
Como também não serão em vão todas as suas resoluções. Quando o filho menos crer é quando mais a crença se torna necessária. É quando é preciso parar para poder analisar, aprender e evoluir. *

Os problemas podem trazer mudanças. E essas mudanças podem ser bem-vindas. Mas os problemas também podem trazer desilusão, desespero, ódio. E esses sentimentos não são os que pretende a lição fazer morada.
                            
O caminho a seguir frente a eles são: ou se entende, se aceita e se tenta aprender com eles, com a paz e a tranqüilidade possíveis a alma. Ou então a revolta se faz presente, trazendo ao filho a sensação de que está perdido o caminho.

Mas ele nunca está perdido. Ele pode ser encontrado, na resolução dos problemas, mas principalmente no entendimento de que os problemas venham a significar na vida do filho.

Os espíritos antes de encarnarem determinam, dentro da lei do karma, qual será o aprendizado que deverá que ser impingido à alma em especifica encarnação. Então o espírito sempre sabe o motivo dos problemas e o que eles estão a significar. Mas é preciso paz e serenidade para que possa esse objetivo se fazer claro.

Então filho, antes da revolta acalme o coração. Antes do desespero traga à vida a ciência de que se as dificuldades se apresentam podem ser elas resolvidas.

Portanto não transforme os problemas em lamurias. Lamurias não trazem ao espírito qualquer benesse, apenas pena e energia carregada, que complicam e muito a resolução das dificuldades. Também a fuga não é solução. A fuga somente leva a uma paga maior. A uma paga que será acrescida de mais sofrimento e maiores lamentos, e, como uma bola de neve levará a uma recaída ainda mais profunda.
                                        
As entidades auxiliam exatamente nesse escutar da alma, nessa busca da serenidade necessária para enfrentamento dos problemas. Podem dela remove-los se assim autorizadas, mas tão somente se o filho já efetivamente aprendeu a lição.

Podem fazer com que a paga seja amenizada, mas somente quando o filho tiver aprendido o necessário para poder continuar.

Portanto não peçam filhos às entidades que tirem de seus caminhos todos os problemas, porque isso elas não poderão fazer. São os problemas necessários ao aprendizado. Fundamentais ao conhecimento e a continuidade. Mas eles somente se apresentam quando precisam ensinar e nunca inutilmente.

E neste consiste o maior auxilio das entidades: em abrir aos filhos os caminhos, mostrando o que precisa ser aprendido e o que não mais é necessário de ser carregado por toda a eternidade.
                                 
Às entidades os filhos devem sempre perguntar o motivo pelo qual os problemas se apresentam e tentar entende-los. A partir desse entendimento mais fácil se tornará a resolução das dificuldades.

As entidades também realizam a proteção quando as dificuldades são apresentadas por energias e espíritos que não tem nada a acrescentar, mas tão somente a atrapalhar os caminhos. Então também elas irão afastar esses espíritos de não luz da vida do filho para que novamente possa ele continuar a sua trajetória.

De mesmo modo como já anteriormente dito as entidades podem mostrar quais os caminhos corretos avisando os filhos dos desvios, perigos e buracos no meio da jornada. E podem trazer ao filho também o entendimento antes que necessário se faça apresentar os problemas.

Também ao acender uma vela, ao entregar um trabalho, ao pedir a proteção de uma entidade o filho pode esperar que ocorra principalmente uma imantação de energias positivas que serão trazidas e levarão uma bela quantidade de paz e abertura de caminhos.

É por isso filhos que as entidades falam tanto em abertura de caminhos. A compreensão traz a vida do filho essa abertura de caminhos. Ao mostrar os perigos, também são apontadas novas opções, se abrindo trilhas. E ao retirar de perto do filho espíritos sem luz, também se desatravancam as opções e então novamente aqui são abertos os caminhos.

Peça filho, que tenha seus caminhos abertos. Peça filho que seus caminhos possam ser abertos pelas entidades protetoras, para que essa névoa de raiva e ódio, essa nevoa de desespero possa se desfazer de seus olhos e o caminho possa ser encontrado. Mas lembre-se sempre que o caminho terá que ser trilhado pelo próprio filho e entidade nenhuma poderá trilá-lo.
                                       
Livro: Umbanda para a Vida: Primeira Leitura dos Fundamentos Umbandistas


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A Esmola da Compáixão





                       


De portas abertas ao serviço da caridade, a casa dos Apóstolos em Jerusalém vivia repleta,
em rumoroso tumulto.
Eram doentes desiludidos que vinham rogar esperança, velhinhos sem consolo que
suplicavam abrigo. 
Mulheres de lívido semblante traziam nos braços crianças aleijadas, que
o duro guante do sofrimento mutilara ao nascer, e, de quando em quando, grupos de irmãos
generosos chegavam da via pública, acompanhando alienados mentais para que ali
recolhessem o benefício da prece. 
Numa sala pequena, Simão Pedro atendia,prestimoso.
Fosse, porém, pelo cansaço físico ou pelas desilusões hauridas ao contacto com as
hipocrisias do mundo, 
o antigo pescador acusava irritação e fadiga, a se expressarem nas
exclamações de amargura que não mais podia conter.
- Observa aquele homem que vem lá, de braços secos e distendidos? - gritava para Zenon, o
companheiro humilde que lhe prestava concurso - aquele é Roboão, o miserável que
espancou a própria mãe, numa noite de embriaguez... 
Não é justo sofra, agora, as
conseqüências? 
E pedia para que o enfermo não lhe ocupasse a atenção.
Logo após, indicando feridenta mulher que se arrasava, buscando-o, exclamou,
encolerizado:
- Que procuras, infeliz?
Gozaste no orgulho e na crueldade, durante longos anos...
 Muitas vezes, 
ouvi-te o riso imundo à frente dos escravos agonizantes que espancavas até à
morte... 
Fora daqui! Fora daqui!...
E a desmandar-se nas indisposições de que se via tocado, em seguida bradou para um
velho paralítico que lhe implorava socorro:
- Como não te envergonhas de comparecer no pouso do Senhor, 
quando sempre devoraste o ceitil das viúvas e dos órfãos? 
Tuas arcas transbordam de maldições e de lágrimas. . .
 O
pranto das vítimas é grilhão nos teus pés. . .
E, por muitas horas, fustigou as desventuras alheias, colocando à mostra, com palavras
candentes e incisivas, as deficiências e os erros de quantos lhe vinham suplicar reconforto.
Todavia, quando o Sol desaparecera distante e a névoa crepuscular invadira o suave refúgio,
modesto viajante penetrou o estreito cenáculo, exibindo nas mãos largas nódoas
sanguinolentas.
No compartimento, agora vazio, apenas o velho pescador se dispunha à retirada, suarento é
abatido.
O recém-vindo, silencioso, aproximou-se, sutil, e tocou-o docemente.
O conturbado discípulo do Evangelho só assim lhe deu atenção, clamando, porém,
impulsivo:
- Quem és tu, que chegas a estas horas, quando o dia de trabalho já terminou?
E porque o desconhecido não respondesse, insistiu com inflexão de censura:
- Avia-te sem demora! 
Dize depressa a que vens...
Nesse instante, porém, deteve-se' a contemplar as rosas de sangue que desabotoavam
naquelas mãos belas e finas. 
Fitou os pés descalços, dos quais transpareciam, ainda vivos,
os rubros sinais dos cravos da cruz e, ansioso, encontrou no estranho peregrino o olhar que
refletia o fulgor das estrelas...
Perplexo e desfalecente, compreendeu que se achava diante do Mestre, e, ajoelhando-se,
em lágrimas, gemeu, aflito:
- Senhor! Senhor! 
Que pretendes de teu servo? 
Foi então que Jesus redivivo afagou-lhe a
atormentada cabeça e falou em voz triste:
- Pedro, lembra-te de que não fomos chamados para socorrer as almas puras...
 Venho rogarte
a caridade do silêncio quando não possas auxiliar! 
Suplico-te para os filhos de minha
esperança a esmola da compaixão...
O rude, mas amoroso pescador de Cafarnaum, mergulhou a face nas mãos calosas para
enxugar o pranto copioso e sincero, e quando ergueu, de novo, os olhos para abraçar o
visitante querido, no aposento isolado somente havia a sombra da noite que avançava de
leve.