Meus Amigos

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Eles Vivem 
                                      

Ante os que partiram, precedendo-te na Grande Mudança, não permitas que o desespero te ensombre o coração.
Eles não morreram. Estão vivos.

Compartilham-te as aflições, quando te lastimas sem consolo. Inquietam-se com sua rendição aos desafios da angústia quando te afastas da confiança em Deus.

Eles sabem igualmente quanto dói a separação.

Conhecem o pranto da despedida e te recordam as mãos trementes no adeus, conservando na acústica do espírito as palavras que pronunciaste, quando não mais conseguiram responder as interpelações que articulaste no auge da amargura. Não admitas estejam eles indiferentes ao teu caminho ou à tua dor.

Eles percebem quanto te custa a readaptação ao mundo e à existência terrestre sem eles e quase sempre se transformam em cirineus de ternura incessante, amparando-te o trabalho de renovação ou enxugando-te as lágrimas quando tateais a lousa ou lhes enfeitas a memória perguntando porque.

Pensa neles com a saudade convertida em oração.
As tua preces de amor representam acordes de esperança e devotamento, despertando- os para visões mais altas na vida.

Quando puderes, realiza por eles as tarefas em que estimariam prosseguir e tê-los-ás contigo por infatigáveis zeladores de teus dias.

Se muitos deles são teu refúgio e inspiração nas atividades a que te prendes no mundo, para muitos outros deles és o apoio e o incentivo para a elevação que se lhes faz necessária.

Quando te disponhas a buscar os entes queridos domiciliados no Mais Além, não te detenhas na terra que lhes resguarda as últimas relíquias da experiência no plano material...

Contempla os céus em que mundos inumeráveis nos falam da união sem adeus e ouvirás a voz deles no próprio coração, a dizer-te que não caminharam na direção da noite, mas sim ao encontro de Novo Despertar.

Francisco Cândido Xavier - ditado por Emmanuel
Chico Xavier





sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A reencarnação Humana parece que foi comprovada por cientista


Bom, parece que o site está fora do ar, Ainda bem que alguém teve a ideia de transcrever, e antes que este também saia do ar vou  fazer  o mesmo e transcrever para cá; Eis o artigo:a reencarnação Humn


Eu disse parece porque é difícil acreditar nisso, particularmente eu não acredito nareencarnação! Mas como nossa função aqui é compartilhar coisas interessantes, acho que vale a pena darmos uma lida neste post que eu encontrei no blog Duniverso, que vou transcrever a seguir!
Desde que o mundo é mundo discutimos e tentamos descobrir o que existe além da morte. Desta vez a ciência quântica explica e comprova que existe sim vida (não física) após a morte de qualquer ser humano. Um livro intitulado “O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo” “causou” na Internet, porque continha uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre e que pode durar para sempre. O autor desta publicação o cientista Dr. Robert Lanza, eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.

Além do tempo e do espaço

Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. No passado ficou conhecido por sua extensa pesquisa com células-tronco e também por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.
Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva deu à luz a nova teoria do biocentrismo que vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo.
É a consciência que cria o universo material e não o contrário. Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e diz que as leis, forças e constantes variações do universo parecem ser afinadas para a vida, ou seja, a inteligência que existia antes importa muito. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas mas sim ferramentas de nosso entendimento animal. Lanza diz que carregamos o espaço e o tempo em torno de nós “como tartarugas”, o que significa que quando a casca sai, espaço e tempo ainda existem.
A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe. Ele só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de tv a cabo recebe sinais de satélite então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ele é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior de si mesma. Em outras palavras é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.
Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. Em um universo o corpo pode estar morto e em outro continua a existir, absorvendo consciência que migraram para este universo. Isto significa que uma pessoa morta enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante a ele ou ela que foi habitado, mas desta vez vivo. E assim por diante, infinitamente, quase como um efeito cósmico vida após a morte.

Vários mundos


Não são apenas meros mortais que querem viver para sempre mas também alguns cientistas de renome têm a mesma opinião de Lanza. São os físicos e astrofísicos que tendem a concordar com a existência de mundos paralelos e que sugerem a possibilidade de múltiplos universos. Multiverso (multi-universo) é o conceito científico da teoria que eles defendem. Eles acreditam que não existem leis físicas que proibiriam a existência de mundos paralelos.
O primeiro a falar sobre isto foi o escritor de ficção científica HG Wells em 1895 com o livro “The Door in the Wall“. Após 62 anos essa ideia foi desenvolvida pelo Dr. Hugh Everett em sua tese de pós-graduação na Universidade de Princeton. Basicamente postula que, em determinado momento o universo se divide em inúmeros casos semelhantes e no momento seguinte, esses universos “recém-nascidos” dividem-se de forma semelhante. Então em alguns desses mundos que podemos estar presentes, lendo este artigo em um universo e assistir TV em outro.
Na década de 1980 Andrei Linde cientista do Instituto de Física da Lebedev, desenvolveu a teoria de múltiplos universos. Agora como professor da Universidade de Stanford, Linde explicou: o espaço consiste em muitas esferas de insuflar que dão origem a esferas semelhantes, e aqueles, por sua vez, produzem esferas em números ainda maiores e assim por diante até o infinito. No universo eles são separados. Eles não estão cientes da existência do outro mas eles representam partes de um mesmo universo físico.
A física Laura Mersini Houghton da Universidade da Carolina do Norte com seus colegas argumentam: as anomalias do fundo do cosmos existe devido ao fato de que o nosso universo é influenciado por outros universos existentes nas proximidades e que buracos e falhas são um resultado direto de ataques contra nós por universos vizinhos. Assim, há abundância de lugares ou outros universos onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo biocentrismo.
Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação? Segundo o Dr. Stuart Hameroff uma experiência de quase morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo. Ao contrário do que defendem os materialistas Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa da consciência que pode, talvez, apelar para a mente científica racional e intuições pessoais.
A consciência reside, de acordo com Stuart e o físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte esta informação é liberada de seu corpo, o que significa que a sua consciência vai com ele. Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram Redução Objetiva Orquestrada.
Consciência ou pelo menos proto consciência é teorizada por eles para ser uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. “Em uma dessas experiências conscientes comprova-se que o proto esquema é uma propriedade básica da realidade física acessível a um processo quântico associado com atividade cerebral.”
Nossas almas estão de fato construídas a partir da própria estrutura do universo e pode ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência que é não material e vai viver após a morte de seu corpo físico.
Dr. Hameroff disse ao Canal Science através do documentário Wormhole: “Vamos dizer que o coração pare de bater, o sangue pare de fluir e os microtúbulos percam seu estado quântico. A informação quântica dentro dos microtúbulos não é destruída, não pode ser destruída, ele só distribui e se dissipa com o universo como um todo.” Robert Lanza acrescenta aqui que não só existem em um único universo, ela existe talvez, em outro universo.
Se o paciente é ressuscitado, esta informação quântica pode voltar para os microtúbulos e o paciente diz: “Eu tive uma experiência de quase morte”. Ele acrescenta: “Se ele não reviveu e o paciente morre é possível que esta informação quântica possa existir fora do corpo talvez indefinidamente, como uma alma.”
Esta conta de consciência quântica explica coisas como experiências de quase morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação sem a necessidade de recorrer a ideologia religiosa. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento e nesse meio tempo ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade e possivelmente, em outro universo.

Site de origem: DUNIVERSO.COM.BR.

Site replicador:http://ahduvido.com.br/a-reencarnacao-humana-parece-que-foi-comprovada-por-cientistas

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Semana Espírita Palmelo

Palmelo, a cidade dos espíritos.

Centro Espírita Luz da Verdade fundado no dia 09 de fevereiro de 1929, conhecido por inúmeras pessoas que fizeram tratamento espiritual nos últimos 82 anos de sua fundação, pessoas de todos os estados brasileiros e também de dezenas de países, representados por pessoas que vem realizar tratamento espiritual, ou conhecer a cidade e ainda fazer pesquisas  relacionadas à Doutrina Espírita


      Palmelo é conhecida também como capital espírita do Brasil, por ter sido criada em torno de um centro espírita o Centro Espírita Luz da Verdade.
      Palmelo é uma cidadezinha do interior goiano, localizada à margem direita do córrego Caiapó, com cerca 2500 habitantes, foi emancipada no dia 13 de novembro de 1953. Sua história inicia com o surgimento do espiritismo na região.
      No Brasil Império, nós brasileiros não tínhamos a liberdade de professarmos a religião que quiséssemos, pois a religião nacional era o catolicismo, e se os espíritas, quisessem realizar reuniões, tinham que realizá-las de portas fechadas, mas na primeira constituição republicana era assegurada ao povo brasileiro a liberdade de escolherem a religião que quisessem professar.
      No Rio de Janeiro, já havia iniciado a luta pela liberdade de culto e a Federação Espírita Brasileira já havia sido fundada, e citamos em nome de todos os trabalhadores espíritas pioneiros no Brasil, o esforço e dedicação dos valorosos Augusto Elias da Silva e Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcante, mas no interior do País havia muito preconceito e quando se reuniam para realizarem as sessões espíritas, não eram bem vistos, e eram chamados de feiticeiros. E o Espiritismo denominado pejorativamente, como a religião do demônio, denominações que deixaram de ser pronunciadas pelo esforço e dedicação no campo do bem pelos espíritistas brasileiros.
      As reuniões que foram realizadas na fazenda do Munho pelo fazendeiro vindo de São Paulo, o Sr. Francisco de Paula, foi de fundamental importância para o surgimento deste núcleo espírita no sertão goiano, pois eram realizadas sessões mediúnicas, onde recebiam comunicações espirituais.
      A data de fundação do Centro Espírita Luz da Verdade, é o dia 09 de fevereiro de 1929. Ao conversar com o senhor Dorcelino Damásio da Silva este nos disse que foi curado pelo Senhor Jerônimo Candinho no ano de 1924 ou 1925 na Fazenda do Pico no município de Caldas Novas, Goiás. Época que realizavam reuniões espírita nesta região.
Falemos, então, dos primeiros dias, o número de pessoas aumentava cada dia mais nas reuniões e foi então que decidiram construir um Centro Espírita e fizeram um rancho para as reuniões espírita, mas na época receberam ameaças de que se continuassem com as reuniões iriam queimar aquele rancho, mas não passou das ameaças.
      Queremos ressaltar que o registro do centro (09/02/1929) foi sugerido por Jeronymo Candinho, ainda morador na fazenda do pico em Caldas Novas, disse que registrassem o Centro para que com o documento em mãos, evitassem as ameaças e tivessem mais segurança.
      Jeronymo Candinho mudou para Palmelo no ano de 1936. com sua chegada e já instalado, e devidamente ambientado com os moradores do lugarejo, logo se tornou o presidente do Centro Espírita Luz da Verdade, e deu assim o início do progresso de Palmelo, com a construção do centro espírita, do Ginásio Eurípedes Barsanulfo, Sanatório Eurípedes Barsanulfo, Foi assim Com esforço e dedicação de Jeronymo Candinho e do povo palmelino que de Fazenda Palmela, a povoado de Palmelo se tornasse cidade de Palmelo.

Escrito em agosto 30th, 2009 por admin  |



Fonte:>http://www.palmelo.com/

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Provação

Para ler com calma.
                                         

 A cada filho é dado exato peso para carregar em sua encarnação, possibilitando sempre que ele possa realizar essa encarnação. Isto é fundamento.
 Nunca o peso é maior do que o determinado, inclusive com conhecimento do próprio espírito em momento anterior.
 Importante que se tenha essa noção, para que nunca ache o filho que o problema com que se defronta é impossível de ser superado. O que deve o filho ter nessas horas é calma, e a certeza de que nenhum problema se apresenta sem que haja solução.
 O difícil nessas horas filho é conseguir calma para poder resolve-los, cada qual em seu tempo e cada um de sua forma. Se não houver solução aparente, acalme o coração filho, para que consiga acalmar a vida.

 A solução irá se apresentar de uma forma ou de outra. Repete-se isso aqui, porque quando são grandes as provações maior parece ser a nevoa que se apresenta sobre os olhos dos filhos.

 Cada problema trazido é aprendizado. E como aprendizado deve ser tomado. A cada momento o filho está provando desta eterna escola. E como é a encarnação uma escola, sempre será possível aprender a lição.

 Tenha calma. Enumere os problemas. Pense sobre eles e tome a decisão que seu coração e sua alma dizerem ser a certa, porque essa será a escolha do espírito. Mas antes de tudo entenda que se os problemas se apresentam é porque eles podem ser resolvidos inobstante qualquer dificuldade.

 Evolui-se com os problemas e eles são então uma benção. Filhos é difícil entender isso diante de uma crise, então se ela não estiver presente esse é o melhor momento para que se tenha exata noção de que todos os problemas que se apresentarem não serão em vão.

 Como também não serão em vão todas as suas resoluções. Quando o filho menos crer é quando mais a crença se torna necessária. É quando é preciso parar para poder analisar, aprender e evoluir. *

 Os problemas podem trazer mudanças. E essas mudanças podem ser bem-vindas. Mas os problemas também podem trazer desilusão, desespero, ódio. E esses sentimentos não são os que pretende a lição fazer morada.

 O caminho a seguir frente a eles são: ou se entende, se aceita e se tenta aprender com eles, com a paz e a tranqüilidade possíveis a alma. Ou então a revolta se faz presente, trazendo ao filho a sensação de que está perdido o caminho.

 Mas ele nunca está perdido. Ele pode ser encontrado, na resolução dos problemas, mas principalmente no entendimento de que os problemas venham a significar na vida do filho.

 Os espíritos antes de encarnarem determinam, dentro da lei do karma, qual será o aprendizado que deverá que ser impingido à alma em especifica encarnação. Então o espírito sempre sabe o motivo dos problemas e o que eles estão a significar. Mas é preciso paz e serenidade para que possa esse objetivo se fazer claro.

 Então filho, antes da revolta acalme o coração. Antes do desespero traga à vida a ciência de que se as dificuldades se apresentam podem ser elas resolvidas.

 Portanto não transforme os problemas em lamurias. Lamurias não trazem ao espírito qualquer benesse, apenas pena e energia carregada, que complicam e muito a resolução das dificuldades. Também a fuga não é solução. A fuga somente leva a uma paga maior. A uma paga que será acrescida de mais sofrimento e maiores lamentos, e, como uma bola de neve levará a uma recaída ainda mais profunda.

 As entidades auxiliam exatamente nesse escutar da alma, nessa busca da serenidade necessária para enfrentamento dos problemas. Podem dela remove-los se assim autorizadas, mas tão somente se o filho já efetivamente aprendeu a lição.

 Podem fazer com que a paga seja amenizada, mas somente quando o filho tiver aprendido o necessário para poder continuar.
                       
 Portanto não peçam filhos às entidades que tirem de seus caminhos todos os problemas, porque isso elas não poderão fazer. São os problemas necessários ao aprendizado. Fundamentais ao conhecimento e a continuidade. Mas eles somente se apresentam quando precisam ensinar e nunca inutilmente.

 E neste consiste o maior auxilio das entidades: em abrir aos filhos os caminhos, mostrando o que precisa ser aprendido e o que não mais é necessário de ser carregado por toda a eternidade.

 Às entidades os filhos devem sempre perguntar o motivo pelo qual os problemas se apresentam e tentar entende-los. A partir desse entendimento mais fácil se tornará a resolução das dificuldades.

 As entidades também realizam a proteção quando as dificuldades são apresentadas por energias e espíritos que não tem nada a acrescentar, mas tão somente a atrapalhar os caminhos. Então também elas irão afastar esses espíritos de não luz da vida do filho para que novamente possa ele continuar a sua trajetória.

 De mesmo modo como já anteriormente dito as entidades podem mostrar quais os caminhos corretos avisando os filhos dos desvios, perigos e buracos no meio da jornada. E podem trazer ao filho também o entendimento antes que necessário se faça apresentar os problemas.

 Também ao acender uma vela, ao entregar um trabalho, ao pedir a proteção de uma entidade o filho pode esperar que ocorra principalmente uma imantação de energias positivas que serão trazidas e levarão uma bela quantidade de paz e abertura de caminhos.

 É por isso filhos que as entidades falam tanto em abertura de caminhos. A compreensão traz a vida do filho essa abertura de caminhos. Ao mostrar os perigos, também são apontadas novas opções, se abrindo trilhas. E ao retirar de perto do filho espíritos sem luz, também se desatravancam as opções e então novamente aqui são abertos os caminhos.

 Peça filho, que tenha seus caminhos abertos. Peça filho que seus caminhos possam ser abertos pelas entidades protetoras, para que essa névoa de raiva e ódio, essa nevoa de desespero possa se desfazer de seus olhos e o caminho possa ser encontrado. Mas lembre-se sempre que o caminho terá que ser trilhado pelo próprio filho e entidade nenhuma poderá trilá-lo.

 Livro: Umbanda para a Vida: Primeira Leitura dos Fundamentos Umbandistas,
PROVAÇÃO

A cada filho é dado exato peso para carregar em sua encarnação, possibilitando sempre que ele possa realizar essa encarnação. Isto é fundamento.
Nunca o peso é maior do que o determinado, inclusive com conhecimento do próprio espírito em momento anterior.
Importante que se tenha essa noção, para que nunca ache o filho que o problema com que se defronta é impossível de ser superado. O que deve o filho ter nessas horas é calma, e a certeza de que nenhum problema se apresenta sem que haja solução.
O difícil nessas horas filho é conseguir calma para poder resolve-los, cada qual em seu tempo e cada um de sua forma. Se não houver solução aparente, acalme o coração filho, para que consiga acalmar a vida.

A solução irá se apresentar de uma forma ou de outra. Repete-se isso aqui, porque quando são grandes as provações maior parece ser a nevoa que se apresenta sobre os olhos dos filhos.
                                 
Cada problema trazido é aprendizado. E como aprendizado deve ser tomado. A cada momento o filho está provando desta eterna escola. E como é a encarnação uma escola, sempre será possível aprender a lição.

Tenha calma. Enumere os problemas. Pense sobre eles e tome a decisão que seu coração e sua alma dizerem ser a certa, porque essa será a escolha do espírito. Mas antes de tudo entenda que se os problemas se apresentam é porque eles podem ser resolvidos inobstante qualquer dificuldade.

Evolui-se com os problemas e eles são então uma benção. Filhos é difícil entender isso diante de uma crise, então se ela não estiver presente esse é o melhor momento para que se tenha exata noção de que todos os problemas que se apresentarem não serão em vão.
                               
Como também não serão em vão todas as suas resoluções. Quando o filho menos crer é quando mais a crença se torna necessária. É quando é preciso parar para poder analisar, aprender e evoluir. *

Os problemas podem trazer mudanças. E essas mudanças podem ser bem-vindas. Mas os problemas também podem trazer desilusão, desespero, ódio. E esses sentimentos não são os que pretende a lição fazer morada.
                            
O caminho a seguir frente a eles são: ou se entende, se aceita e se tenta aprender com eles, com a paz e a tranqüilidade possíveis a alma. Ou então a revolta se faz presente, trazendo ao filho a sensação de que está perdido o caminho.

Mas ele nunca está perdido. Ele pode ser encontrado, na resolução dos problemas, mas principalmente no entendimento de que os problemas venham a significar na vida do filho.

Os espíritos antes de encarnarem determinam, dentro da lei do karma, qual será o aprendizado que deverá que ser impingido à alma em especifica encarnação. Então o espírito sempre sabe o motivo dos problemas e o que eles estão a significar. Mas é preciso paz e serenidade para que possa esse objetivo se fazer claro.

Então filho, antes da revolta acalme o coração. Antes do desespero traga à vida a ciência de que se as dificuldades se apresentam podem ser elas resolvidas.

Portanto não transforme os problemas em lamurias. Lamurias não trazem ao espírito qualquer benesse, apenas pena e energia carregada, que complicam e muito a resolução das dificuldades. Também a fuga não é solução. A fuga somente leva a uma paga maior. A uma paga que será acrescida de mais sofrimento e maiores lamentos, e, como uma bola de neve levará a uma recaída ainda mais profunda.
                                        
As entidades auxiliam exatamente nesse escutar da alma, nessa busca da serenidade necessária para enfrentamento dos problemas. Podem dela remove-los se assim autorizadas, mas tão somente se o filho já efetivamente aprendeu a lição.

Podem fazer com que a paga seja amenizada, mas somente quando o filho tiver aprendido o necessário para poder continuar.

Portanto não peçam filhos às entidades que tirem de seus caminhos todos os problemas, porque isso elas não poderão fazer. São os problemas necessários ao aprendizado. Fundamentais ao conhecimento e a continuidade. Mas eles somente se apresentam quando precisam ensinar e nunca inutilmente.

E neste consiste o maior auxilio das entidades: em abrir aos filhos os caminhos, mostrando o que precisa ser aprendido e o que não mais é necessário de ser carregado por toda a eternidade.
                                 
Às entidades os filhos devem sempre perguntar o motivo pelo qual os problemas se apresentam e tentar entende-los. A partir desse entendimento mais fácil se tornará a resolução das dificuldades.

As entidades também realizam a proteção quando as dificuldades são apresentadas por energias e espíritos que não tem nada a acrescentar, mas tão somente a atrapalhar os caminhos. Então também elas irão afastar esses espíritos de não luz da vida do filho para que novamente possa ele continuar a sua trajetória.

De mesmo modo como já anteriormente dito as entidades podem mostrar quais os caminhos corretos avisando os filhos dos desvios, perigos e buracos no meio da jornada. E podem trazer ao filho também o entendimento antes que necessário se faça apresentar os problemas.

Também ao acender uma vela, ao entregar um trabalho, ao pedir a proteção de uma entidade o filho pode esperar que ocorra principalmente uma imantação de energias positivas que serão trazidas e levarão uma bela quantidade de paz e abertura de caminhos.

É por isso filhos que as entidades falam tanto em abertura de caminhos. A compreensão traz a vida do filho essa abertura de caminhos. Ao mostrar os perigos, também são apontadas novas opções, se abrindo trilhas. E ao retirar de perto do filho espíritos sem luz, também se desatravancam as opções e então novamente aqui são abertos os caminhos.

Peça filho, que tenha seus caminhos abertos. Peça filho que seus caminhos possam ser abertos pelas entidades protetoras, para que essa névoa de raiva e ódio, essa nevoa de desespero possa se desfazer de seus olhos e o caminho possa ser encontrado. Mas lembre-se sempre que o caminho terá que ser trilhado pelo próprio filho e entidade nenhuma poderá trilá-lo.
                                       
Livro: Umbanda para a Vida: Primeira Leitura dos Fundamentos Umbandistas


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Lenda Simbólica



Existe no folclore de várias nações do mundo antiga lenda que exprime comumente a
verdade de nossa vida.
Certo homem que pervagava, infeliz, padecendo intempérie e solidão, encontrou valiosa
pedra em que se refugiou, encantado.
A maneira de concha em posição vertical, o minúsculo penhasco protegia-o contra as bagas
de chuva, ofertando-lhe, ao mesmo tempo, o colo rijo sobre o qual vasta porção de folhas
secas lhe propiciava adequado ninho.
O atormentado viajor agarrou-se, contente, a semelhante habitação e, longe de consagrar-se
ao trabalho honesto para renová-la e engrandecê-la, confiou-se à pedintaria.
Além, jornadeavam companheiros de Humanidade em provações mais aflitivas que as dele,
contudo, acreditava-se o mais infortunado de todos os seres e preferia examiná-los através
da inveja e da irritação.
Adiante, sorria a gleba luxuriosa, convidando-o à sementeira produtiva, no entanto, ocultava
as mãos nos andrajos que lhe cobriam a pele, alongando-as simplesmente para esmolar.
Na imensidão do céu, cada manhã, surgia o Sol, como glorioso ministro da Luz Divina,
exortando-o ao labor digno, mas o desditoso admitia-se incapacitado e enfermo de tal sorte,
que não se atrevia a deixar a pedra protetora.
Ouvia de lábios benevolentes incessantes apelos à própria renovação, a fim de exercitar-se
na prática do bem, a favor de si mesmo, mas, extremamente cristalizado na ociosidade e no
desalento, replicava com evasivas, definindo-se como sofredor irremediável, vomitando
queixas ou disparando condenações.
Não podia trabalhar por faltarem-lhe recursos, não estudava por fugir-lhe o dinheiro, não
ajudava de modo algum a ninguém por ser pobre até à miserabilidade completa, dizia entre
sucessivas lamentações.
Rogava pão, suplicava remédio, mendigava socorro de todo gênero, acusando o destino e
insultando o próximo. . .
Por mais de meio século demorou-se na pedra muda e hospitaleira, até que a morte lhe
visitou os farrapos, arrebatando-o da carne às surpresas do seu reino.
Foi então que mãos operosas removeram o enorme calhau para que a higiene retornasse à
paisagem, encontrando sob a pequena rocha granítica um imenso tesouro de moedas e
jóias, suscetível de assegurar a evolução e o conforto de grande comunidade.
O devoto da inércia experimentara desolação e necessidade, por toda a existência, sobre um
leito de inimaginável riqueza.
Assim somos quase todos nós, durante a reencarnação. .
Almas famintas de progresso e acrisolamento, colamo-nos ao grabato físico para a aquisição
de conhecimento e virtude, experiência e sublimação, mas, muito longe de entender a nossa
divina oportunidade, desertamos da luta e viajamos no mundo à feição de mendigos
caprichosos e descontentes, albergando amarguras e lágrimas, no culto disfarçado da
rebeldia.
E, olvidando nossos braços que podem agir para o bem, estendemo-los não para dar e sim
para recolher, pedindo, suplicando, retendo, reclamando e exigindo, até que chega o
momento em que a morte nos faz conhecer o tesouro que desprezamos.
Se a lenda que repetimos pode merecer-te atenção, aproveita o aconchego do corpo a que
te acolhes, entregando-te à construção do bem por amor ao bem, na certeza de que a tua
passagem na Terra vale por generosa bolsa de estudo, e de que amanhã regressarás para o
ajuste de contas em tua esfera de origem.
38 - A ESMOLA DA COMPAIXÃO
De portas abertas ao serviço da caridade, a casa dos Apóstolos em Jerusalém vivia repleta,
em rumoroso tumulto.
Eram doentes desiludidos que vinham rogar esperança, velhinhos sem consolo que
suplicavam abrigo. Mulheres de lívido semblante traziam nos braços crianças aleijadas, que
o duro guante do sofrimento mutilara ao nascer, e, de quando em quando, grupos de irmãos
generosos chegavam da via pública, acompanhando alienados mentais para que ali
recolhessem o benefício da prece. Numa sala pequena, Simão Pedro atendia,prestimoso.
Fosse, porém, pelo cansaço físico ou pelas desilusões hauridas ao contacto com as
hipocrisias do mundo, o antigo pescador acusava irritação e fadiga, a se expressarem nas
exclamações de amargura que não mais podia conter.
- Observa aquele homem que vem lá, de braços secos e distendidos? - gritava para Zenon, o
companheiro humilde que lhe prestava concurso - aquele é Roboão, o miserável que
espancou a própria mãe, numa noite de embriaguez... Não é justo sofra, agora, as
conseqüências? E pedia para que o enfermo não lhe ocupasse a atenção.
Logo após, indicando feridenta mulher que se arrasava, buscando-o, exclamou,
encolerizado:
- Que procuras, infeliz? Gozaste no orgulho e na crueldade, durante longos anos... Muitas
vezes, ouvi-te o riso imundo à frente dos escravos agonizantes que espancavas até à
morte... Fora daqui! Fora daqui!...
E a desmandar-se nas indisposições de que se via tocado, em seguida bradou para um
velho paralítico que lhe implorava socorro:
- Como não te envergonhas de comparecer no pouso do Senhor, quando sempre devoraste
o ceitil das viúvas e dos órfãos? Tuas arcas transbordam de maldições e de lágrimas. . . O
pranto das vítimas é grilhão nos teus pés. . .
E, por muitas horas, fustigou as desventuras alheias, colocando à mostra, com palavras
candentes e incisivas, as deficiências e os erros de quantos lhe vinham suplicar reconforto.
Todavia, quando o Sol desaparecera distante e a névoa crepuscular invadira o suave refúgio,
modesto viajante penetrou o estreito cenáculo, exibindo nas mãos largas nódoas
sanguinolentas.
No compartimento, agora vazio, apenas o velho pescador se dispunha à retirada, suarento é
abatido.
O recém-vindo, silencioso, aproximou-se, sutil, e tocou-o docemente.
O conturbado discípulo do Evangelho só assim lhe deu atenção, clamando, porém,
impulsivo:
- Quem és tu, que chegas a estas horas, quando o dia de trabalho já terminou?
E porque o desconhecido não respondesse, insistiu com inflexão de censura:
- Avia-te sem demora! Dize depressa a que vens...
Nesse instante, porém, deteve-se' a contemplar as rosas de sangue que desabotoavam
naquelas mãos belas e finas. Fitou os pés descalços, dos quais transpareciam, ainda vivos,
os rubros sinais dos cravos da cruz e, ansioso, encontrou no estranho peregrino o olhar que
refletia o fulgor das estrelas...
Perplexo e desfalecente, compreendeu que se achava diante do Mestre, e, ajoelhando-se,
em lágrimas, gemeu, aflito:
- Senhor! Senhor! Que pretendes de teu servo? Foi então que Jesus redivivo afagou-lhe a
atormentada cabeça e falou em voz triste:
- Pedro, lembra-te de que não fomos chamados para socorrer as almas puras... Venho rogarte
a caridade do silêncio quando não possas auxiliar! Suplico-te para os filhos de minha
esperança a esmola da compaixão...
O rude, mas amoroso pescador de Cafarnaum, mergulhou a face nas mãos calosas para
enxugar o pranto copioso e sincero, e quando ergueu, de novo, os olhos para abraçar o
visitante querido, no aposento isolado somente havia a sombra da noite que avançava de
leve.

domingo, 29 de dezembro de 2013

E fez-se a luz...



E fez-se a luz...

Desde então, 
o Supremo Arquiteto do Universo, Maestro das Supremas Harmonias, detém-se na composição esplêndida da obra do amor infinito,
Entre as claves, de sol e de fá, emolduram-se, incessantemente, notas, andamentos, ritmos e sons, colcheias e semicolcheias, fusas e semifusas, tons maiores e puros; tons menores e dissonâncias compassos e candências num trabalho magistral ...
Dentre a poesia dos sons e o bailado das notas, cresce a partitura da criação nascendo: A Obra da Vida.
Em certo instante, porém, em sua Suprema Bondade, o Criador num assomo, escreve na partitura uma seqüência adorável!
Desta tal como das outras, emana luz e calor, alegria e força! Assim agiu e ainda age, compondo a cada instante outras páginas de vida. Aquela anteriormente composta em uma escala melódica ímpar, reflete uma seqüência harmônica inimitável, chamando-se: A Página da Tua Vida!
Põe-te, então, instrumento de Deus, ao trabalho de emitir a todo instante, ao mundo, os acordes amorosos compostos pelo Criador. 
Contudo, instrumento, lembra-te de que não estás a tocar solitário, fazes parte de um todo, de uma orquestra divina, e a cada naipe de instrumentos compete trabalho igual e importância definida, 
Que tu estejas afinado, e entre os teus companheiros de orquestra emitindo tuas notas, seguindo a partitura escrita na página da tua vida, pois todas as partituras, todos os instrumentos, fazem parte da mesma orquestra que há de soar harmoniosa Não te creias, instrumento, mais importante do que os outros, pois cada um, em seu naipe, faz trabalho importante e todos hão de soar afinados na Orquestra do Senhor!

Moura Rêgo
Rio, 24 de setembro de 2002.

sábado, 2 de novembro de 2013

Infortúnio Materno


                               

Em pleno hospital da Espiritualidade, pobre criatura estendeu-nos o olhar suplicante e rogou:
- O senhor consegue escrever para a Terra?
- Quando mo permitem - repliquei entre pesaroso e assombrado.
Quem era aquela mulher que me interpelava desse modo?
A fisionomia escaveirada exibia recordações da morte. A face inundada de pranto tinha
esgares de angústia e as mãos esqueléticas e entrefechadas davam a idéia de garras em
forma de conchas.
Dante não conseguiria trazer do Inferno imagem mais desolada de sofrimento e terror.
- Escreva, escreva! - repetia chorando.
- Mas escrever a quem?
- As mulheres... - clamou a infeliz. - Rogue-lhes não fujam da maternidade nobre e digna...
peço não façam do casamento uma estação de egoísmo e ociosidade...
Os soluços a lhe rebentarem do peito induziam-nos a doloroso constrangimento.
E a infeliz contou em lágrimas:
- Estive na Terra, durante quase meio século... Tomei corpo entre os homens, após
entender-me com um amigo dileto que seguiu, antes de mim, no rumo da arena carnal, onde
me recebeu nos braços de esposo devotado e fiel. Com assentimento dos instrutores, cuja
bondade nos obtivera o retorno à escola física, comprometemo-nos a recolher oito filhinhos,
oito corações de nosso próprio passado espiritual, que por nossa culpa direta e indireta
jaziam nas fumas da crueldade e da indisciplina... 
Cabia-nos acolhê-los carinhosamente,
renovando-lhes o espírito, ao hálito de nosso amor... 
Suportar-lhes-íamos as falhas
renascentes, corrigindo-as pouco a pouco, ao preço de nossos exemplos de bondade e renúncia... 
Nós mesmos solicitáramos semelhante serviço... 
Para alcançar mais altos níveis de evolução, suplicamos a prova reparadora... 
Saberíamos morrer gradativamente no sacrifício pessoal, 
para que os associados de nossos erros diante da Lei Divina
recuperassem a noção da dignidade.
A triste narradora fez longa pausa que não ousamos interromper e continuou:
- Entretanto, casando-me com Cláudio, o amigo a que me reportei, fui mãe de um filhinho,cujo nascimento não pude evitar...
Paulo, o nosso primogênito, era uma pérola tenra em nossas mãos... 
Despertava em meu ser comoções que o verbo humano não consegue reproduzir... 
Ainda assim, acovardada perante a luta, por mais me advertisse o esposo abençoado, transmitindo avisos e apelos da
Vida Superior, detestei a maternidade, asilando-me no prazer... Cláudio era compelido a gastar largas somas para satisfazer-me nos caprichos da moda... 
Mas a frivolidade social não era o meu crime. .. 
Nas reuniões mundanas mais aparentemente vazias pode a alma aprender muito quando resolve servir ao bem. .. 
Cristalizada, contudo, na preguiça, qual flor inútil a
viver no luxo dourado, por doze vezes pratiquei o aborto confesso... 
Surda' aos ditames da consciência que me ordenava o apostolado maternal, expulsei de mim os antigos laços que
em outro tempo se acumpliciavam comigo na delinqüência, assassinando as horas de trabalho que o Senhor me 
havia facultado no campo feminino... 
E, após vinte anos de teimosia delituosa, ante o auxílio constante que me era conferido pelo Amparo Celestial,
nossos Benfeitores permitiram, para minha edificação, fosse eu entregue aos resultados de minha própria escolha... 
Enlaçada magneticamente àqueles que a Divina Bondade me
restituiria por filhos ao coração e aos quais recusei guarida em minha ternura, fui obrigada a tolerar-lhes o assalto invisível, de vez que, seis deles, extremamente revoltados contra a
minha ingratidão, converteram-se em perseguidores de minha felicidade doméstica...
Fatigado de minhas exigências, meu esposo refugiou-se no vício, terminando a existência num suicídio espetacular... 
Meu filho, ainda jovem, sob a pressão dos perseguidores ocultos
que formei para a nossa casa, caiu nas sombras da alienação mental,desencarnando em tormento indescritível num desastre da via pública, e eu... pobre de mim, abordando a
madureza, conheci a dolorosa tumoração das próprias entranhas... 
A veste carnal, como que horrorizada de minha presença, expulsou-me para os domínios da morte, onde me arrastei
largo tempo, com todos os meus débitos terrivelmente agravados, sob a flagelação e o achincalhe daqueles a quem podia ter renovado com o bálsamo de meu leite e com a bênção
de minha dor...
A desditosa enferma enxugou as lágrimas com que nos acordava para violenta emoção e terminou:
- Fale de minha experiência às nossas irmãs casadas e robustas que dispõem de saúde para o doce e santo sacrifício de mãe! 
Ajude-as a pensar... 
Que não transformem o matrimônio na estufa de flores inebriantes e improdutivas, cujo perfume envenenado lhes abreviará o passo na direção das trevas... 
Escreva!... 
Diga-lhes algo do martírio que espera, além da morte,
quantos quiseram ludibriar. a vida e matar as horas.
A mísera doente, sustentada por braços amigos, foi conduzida a vasta câmara de repouso e, impressionados com tamanho infortúnio, tentamos cumprir-lhe ri desejo e transmitir-lhe a
palavra; contudo, apesar do respeito que consagramos à mulher de nosso tempo, cremos que o nosso êxito seria mais seguro se caminhássemos para um cemitério e assoprássemos
a mensagem para dentro de cada túmulo.

Contos e Apólogos- Irmão 'X' -Francisco Cândido Xavier, 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Poema do Deus Divino



Poema do Deus Divino

(Alziro Zarur)


 O Deus que é a Perfeição, e que ora eu tento 
Cantar em versos de sinceridade,
Eu nunca o vi, como em nenhum momento
Vi eu o vento ou a eletricidade.
Mas esse Deus, que é meu eterno alento,
Deus de Amor, Justiça e de Bondade,

Eu, que não o vejo, eu o sinto de verdade,
Como à eletricidade, como ao vento.
Eu o sinto na ânsia purificadora,
Na manifestação renovadora
Do Belo, da Pureza, da Afeição.
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
Mas a religião criou Jeová
Como um homem-gigante no infinito;
Que, apesar de onisciente, vive aflito,
Sem ao menos prever o que fará;
Deus que ama e que se vinga, como nós;
Que arrepende de criar o homem;
E, ante os remorsos que a alma lhe consomem,
Ameaça o mundo com uma fúria atroz ...
Tragicomédia multimilenar !
Como pode entre os homens haver paz,
Se um Deus, que se arrepende do que faz,
Inventa o inferno para os castigar?
Repilo o antropomorfo lavé das pestes,
Que os doutores da lei tanto restringem!
Nego as penas eternas, que me impingem
Os proprietários das mansões celestes!

O Deus-satã, ou Deus infernalista,
Não me convence mais, em nenhum grau:

Não posso crer nesse Jeová sadista,
Mais vingativo que um homem mau.
Um Deus parcial, um Deus que tem eleitos,
Que fez Jesus de perfeição sem jaça,
É humana concepção, cujos efeitos
Dão uma Graça exdrúxula: sem graça.
Prefiro crer no Eterno Deus Divino,
Que há um século derrama os seus clarões
De Deus Total que é a síntese, o supino
Infinito de sumas perfeições.
Deus que o homem vislumbrou no ano horizonte
-1857-
Esse ano em que morreu Augusto Comte,
Cuja ciência as religiões derrete.
E é pena que o titã de Montpellier
Não vivesse um pouquinho mais de idade,
Para assistir ao grande alvorecer
Da nova Religião da Humanidade!

Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
Tinhas razão, meu velho amigo Comte:
As religiões –antigas ou modernas –
Alimentam as dúvidas eternas...
Uma não há que o rumo certo aponte!
Se amam o Bem, o Mal também amaram,
No afã de dominar a qualquer preço:
Se inda hoje é assim, pior foi no começo,
Pois em nome de Deus sempre se odiaram!
Como explicar, ó Comte, o ódio implacável
Entre os crentes no mesmo Deus amável,
Que em vão semeia Amor aos filhos seus?
Loucos fiéis, fanáticos e maus!

Eles criaram o hediondo caos
Em que se geram todos os ateus...
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
A única doutrina espiritual
Que o homem não fez, embora médium peque,
É aquela que tranluz – não integral –
Na codificação de Allan Kardec.
Se é religião, ou deixa de o ser,
Na verdade bem pouco valor tem:
Podemos facilmente compreender
Que religião jamais salvou ninguém.

Se há religião que salve é a da Bondade,
Do amor a Deus e amor aos semelhantes,
Sem quaisquer sectarismos humilhantes,
Que mascaram insídias da maldade.
Católico, e Judeu, e rosa-cruz,
E protestante, e espírita, também:
-Que religião instituiu Jesus,
Senão a eterna Religião do Bem?
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.
Por ser de bons Espíritos doutrina,
Deu-lhe Kardec um nome: Espiritismo
(Nome predestinado a triste sina
Nos púlpitos do Santo Fanatismo).
Não esse espiritismo de crendices,
Que enleia e subjuga o vulgo asnático;
Não o bas fond de públicas sandices
Ou o carnaval de “espiritismo prático”;
Não esse espiritismo de assaltantes
Da bolsa de incautos ambiciosos-
Baixezas de insolentes cartomantes
E de outros pseudomédiuns criminosos.

Se os “guias” a Verdade não transtornam,
Há um fato que não tem contestações:
É que as sessões espíritas se tornam
Um paraíso de contrafações.
Se o Espíritismo fosse apenas isto
-Macumbas com moambas para o mal
E mágicas da bola de cristal-
Louvado seja o Mestre Jesus Cristo!
Seria melhor que, então, voltássemos
Aos tempos da primeira encarnação
E, antropófagos vis por vocação,
Nunca mais nesse mundo reencarnássemos!
Mas até isso o poeta explicará
(E creio que real serviço presto):
O Espiritismo apenas triunfará
Quando o homem for visceralmente honesto.
Não falo,pois, da “fábrica de loucos”
Dos Silva Melo ou dos Henrique Roxo:
Mas do alto Espiritismo, desses poucos
Que não têm dogmas para impor o arrocho.
Eu canto o EspiritismoCiência Pura,
De Crookes, Flammarion e até Richet;
Que ilumina, e consola, e acalma, e cura
O homem que estuda, e persevera, e crê.


Não quero convencer os caprichosos
Agnósticos, e céticos, e ateus:
Bem sei que, para os homens orgulhosos,
Não tem lógica a Lógica de Deus.
Esses correm, também, ao seu destino,
Dentro da universal evolução,
E vão ampliando o próprio descortino
No alto mistério da reencarnação.
Bondade – que os pecados não consomem –
Do Espírito Divino aos filhos seus:

Deus sempre desce até seu filho, o homem,
Quando o homem sobe até seu Pai, que é Deus!
Pois creio é nesse Deus Imarcescível
Que ampara a humanidade imperfeitíssima:
Deus de uma Perfeição inacessível
À humana indagação falibilíssima.